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Fluminense tenta lidar com a ausência de um centroavante

Capa do 'As' com Neymar (Crédito: Reprodução)
Capa do 'As' com Neymar (Crédito: Reprodução)

Dizem que quem aprende a andar de bicileta, nunca esquece. Mas e jogar sem um centroavante, um homem mais fixo na área adversária, é algo fácil de se recordar? É esse problema que o Fluminense enfrentará para a partida da próxima quinta-feira, contra o Atlético-PR, no Engenhão.

Com a expulsão de He-Man na vitória sobre o Avaí e a ausência do camisa 9 tricolor, que está com a Seleção Brasileira, o Tricolor não tem mais nenhum jogador com essas características no elenco. O técnico Abel Braga será então obrigado a escalar uma equipe sem centroavante.

Algo que não acontecia com o Flu desde o dia 7 de outubro, quando empatou com o Corinthians em 1 a 1 no Maracanã, pelo Brasileirão. Na ocasião, o ataque foi formado por Alan e Adeílson, conhecidos mais pela movimentação do que pela presença na área. De lá para cá, o time sempre contou com um homem-gol (confira o quadro abaixo).

Para piorar, naquele campeonato - marcado pela fuga do rebaixamento -, no período em que atuou sem um centroavante, o Fluminense teve um aproveitamento terrível de 26,6% dos pontos nos 15 jogos entre a 13ª e 28ª rodada, com apenas duas vitórias. Utilizou-se atacantes como Kieza, Adeílson, Fábio Neves, Alan, Maicon e Roni. Nenhum matador nato.

Tempo curto para encontrar solução

Abelão terá apenas três dias para encarar esse problema e definir como enfrentar o Atlético-PR. Matheus Carvalho e Ciro são as alternativas para a posição, mas nenhum dos dois tem o exato perfil de centroavante.

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Escalados juntos ou não (Conca poderia ser o segundo atacante), o ataque tricolor teria uma novo estilo, mais ágil e dinâmico, sem um jogador "preso" na área.

Outra opção é escalar o argentino na frente novamente, como um "falso 9", igual à tática implementada no segundo tempo do jogo contra o Avaí, permitindo a chegada de Marquinho e Souza pelos flancos. Assim como Guardiola faz com Messi no Barcelona, com Pedro e Villa atacando em diagonal.

- O Conca usou sua inteligência tática para cobrir uma função dupla contra o Avaí. Gostei muito da forma como ele jogou. Colocá-lo mais a frente como atacante foi a opção que nos apareceu. Também tem o Matheus Carvalho e o Ciro. Vamos analisar nos próximos treinos - analisou o treinador.

CONFIRA A OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS

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Juca Kfouri - Colunista da FOLHA
"Não acredito que seja um problema jogar sem um homem de referência. Há uma porção de exemplo de times campeões sem um centroavante. O que o time perde em referência, pode ganhar em deslocamento, habilidade, movimentação. Jogadores inteligentes, como o Conca, podem fazer isso com competência"

Roberto Assaf - Colunista do LANCE!
"Eu, particularmente, sempre jogaria com um centroavante. Mas isso não é necessariamente uma obrigação. O importante é ter um jogador capaz de finalizar. E isso o Fluminense tem, o Conca. O Abel deve encontrar um esquema de jogo no qual exista mais de um jogador com essa capacidade. Ele podia insistir com o Ciro, mesmo que ele não esteja em plena forma.

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DESEMPENHO DOS ÚLTIMOS CENTROAVANTES DO TRICOLOR

J= JOGOS; V= VITÓRIAS; E= EMPATES ; D= DERROTAS; G= GOLS

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