Flu pode faturar o título sem um dono para a camisa 10

A apenas uma vitória do título Brasileiro, o Fluminense viveuum ano esquisito, quando o assunto é a camisa 10. Desde o primeiro semestre, o número passou de mão em mão e, diferentemente do que acontece na maioria dos clubes que conquistaram o Brasileiro (ver no quadro abaixo), o dono da camisa não foi o grande responsável pelas principais vitórias na temporada.
Líder em assistências e sem dúvidas um dos melhores jogadores deste Brasileiro, o argentino Conca, por exemplo, utiliza o número 11. Profundo conhecedor da mística da camisa 10, Samarone, ex-jogador do Fluminense e campeão da Taça de Prata em 1970, falou sobre o assunto e destacou que o argentino deveria ser o 10 do Tricolor.
– Deco seria o camisa 8, o carregador de piano. O homem que defendia e fazia a ligação para o camisa 10, que complementava as jogadas. Quem faz isso é o Conca – opinou.
Só no Brasileiro, Emerson, Rodriguinho, Tartá, Belletti e Marquinho já utilizaram o número 10, marcado como a camisa de Pelé.
Se não tivesse sofrido com lesões, Emerson seria o dono da camisa na maior parte do campeonato. Porém, por se tratar de um atacante, o Fluminense foge dos padrões e o seu grande craque não utiliza o número que já foi de Rivellino, Assis e do próprio Samarone no Tricolor.
Sendo assim, se for campeão, o Flu deste ano não será lembrado por ter um camisa 10, e sim por uma equipe que teve o conjunto como principal trunfo. Emerson, Rodriguinho, Tartá e outros 10 foram essenciais na campanha. A camisa utilizada foi um mero detalhe.
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