Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Empresas aéreas podem ser parceiras no regime de concessão de aeroportos da Copa

Unilever X Sollys/Osasco (Foto: Washington Alves/Vipcomm)
Unilever X Sollys/Osasco (Foto: Washington Alves/Vipcomm)

Desde que a presidenta Dilma Rousseff anunciou que definiu obras em regime de concessão nos terminais dos aeroportos de Viracopos (SP), Guarulhos (SP), Brasília (DF), Confins (MG) e Galeão (RJ), com o objetivo de acelerar as intervenções necessárias para a Copa do Mundo e a Olimpíada, setores da iniciativa privada aguardam ansiosamente o lançamento do edital.

Entre as postulantes, as líderes do setor aéreo nacional. Das quatro maiores empresas brasileiras, a Web Jet foi a única que admitiu abertamente o interesse em participar do processo, no entanto, é seguro de que todas as outras estão atentas ao que se passa. Em comunicado, a empresa afirmou ter interesse em se associar a grupos de construção e administração de aeroportos.

Ainda não é certo, mas as vencedoras deverão ter direito a exploração comercial dos terminais, além do lucro com taxas operacionais nos aeroportos.

A Gol informou que não é a sua prioridade investir no tema, mas garantiu que, caso julgue necessário, estudará o assunto com atenção. O mesmo caminho foi adotado por um representante da Azul, que indicou  que a companhia está de olho aberto no conteúdo dos editais.

– Temos interesse em estudar alternativas. Não dá para saber, mas estamos dispostos a analisar tudo – disse Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul.

A assessoria de imprensa da TAM informou que a líder do mercado ainda não tem uma posição definida.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o investimento necessário para estes aeroportos é da ordem de R$ 3,987 bilhões.

Com a palavra
Adalberto Febeliano
diretor da azul linhas aéreas

'O fluxo da Copa preocupa menos'

Não sei qual seria o modelo indicado, mas o importante é que seja economicamente viável. É difícil que só a exploração comercial cubra os gastos previstos, por isso acredito que deve haver participação nas tarifas operacionais. Por exemplo, se minha empresa investir na construção de um pátio, que tenha participação na taxa de pouso e permanência. O que preocupa são os 30 milhões a mais de passageiros que teremos até o ano de 2014. Perto desse número, o fluxo de pessoas durante a Copa do Mundo de 2014 é mínimo.

Sugerida para você!

Mais LANCE!