Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Com bermuda de oncinha, Tomas Hermes é o campeão da segunda etapa do SuperSurf

Com bermuda de oncinha, carregado pelo amigo Betão, Tomas Hermes saiu do agitado mar de Praia Grande, na cidade de Ubatuba (SP), como campeão da segunda etapa do Oi SuperSurf 2015, após ter derrotado o paranaense Jihad Khodr na finalíssima por cinco décimos. No total, o catarinense somou 17.9 pontos (9.33 e 8.57), contra os 17.4 (9.23 e 8.17), do paranaense.

- Final com o Jihad foi incrível, ele é um ídolo. Estou muito feliz de ter vencido. Na verdade, os dois venceram. Os dois fizeram 17 pontos, foi um show de surfe. Conforme você vem competindo desde os primeiros dias, seu foco vai ficando automático dentro da competição. Não mudei nada que eu vinha fazendo, segui a mesma linha – disse Tominhas, como é conhecido, ao LANCE!.

continua após a publicidade

A situação no mar de Ubatuba poderia ser outra se o surfista catarinense houvesse tomado a decisão de não competir esta etapa do SuperSurf. Apesar de ter participado da primeira etapa, em Maresias, e ter acabado nas quartas de final, o surfista quase não viajou a São Paulo pelas competições seguidas que participa nos últimos meses.

- Estou vindo de dois meses sem voltar para casa, um campeonato atrás do outro, então esse campeonato eu relaxei. Antes de vir, pensava: "Vou, não vou, estou cansado, quero ir para casa". Sempre quando você está assim, mais relaxado, é que as coisas acontecem – diz Tomas.

continua após a publicidade

Para chegar à final, o catarinense começou a competição na quarta fase, e bateu todos os candidatos para se classificar à decisão. A areia da praia estava repleta de pessoas para acompanhar a final sulista, porém Tomas Hermes mostrou-se bastante concentrado antes da decisão. Para focar-se ainda mais na busca pelo título e esquecer o barulho da praia, o catarinense buscou o som "Anjos", da banda O Rappa.

- Sempre procuro ouvir uma música, coloco no som alto. Meio que não escuto nada em volta. A música que eu ouço é a do Rappa, que diz 'pra quem tem fé, nunca tem fim'. Minha fé é enorme, estou muito feliz de ter conseguido me divertir ali dentro. Surfe eu acredito que é um pouco do seu espírito, de você estar bem. Era isso o que eu estava fazendo, estando bem comigo mesmo – afirmou o campeão.

continua após a publicidade

Precisando de uma nota maior que oito para conquistar o título, Tominhas não deu chances para Jihad e emplacou um 8.57 em sua última onda. Sorridente, o catarinense saiu do mar carregado nos braços do amigo Betão, fotógrafo do campeão e de seus amigos. A comemoração é uma tradição do surfe, já que o vencedor do título não pode pisar diretamente na areia ao sair do mar.

- Ele foi um ídolo. Ele é muito forte, me pegou, já colocou atrás. Mandou uma energia muito boa ali no final, foi bem legal. Os caras são os fotógrafos lá do Norte, estão sempre tirando altas fotos da gente fazendo barca. Eu estava vendo se encontrava alguém da galera, quando encontrei com ele, falei: "Ah, que irado!". Foi muito maneiro – revela o catarinense.

continua após a publicidade

Não foi somente o título que chamou a atenção em Tominhas. O surfista disputou a final com uma chamativa bermuda, estampada pela figura de uma onça. O catarinense diz que não é supersticioso e que a escolha foi realmente pela beleza do item. No pódio, as oncinhas se misturaram com o escuro vermelho da champanhe, jogada pelo vice Jihad Khodr e pelos terceiros Thiago Guimarães e Alex Ribeiro.

- A Vans sempre manda bastante bermudas, mas sempre tem aquela que é mais especial, assim daqui (apontado à bermuda) eu me amarro. O marrom é uma das cores que mais gosto. Eu me amarro nas roupas da marca, eles sempre fazem umas peças diferentes – completa Tominhas, feroz desde o início da competição nas ondas de Ubatuba.

continua após a publicidade
Sugerida para você!

Mais LANCE!