Cicinho e Muricy 'ajudaram' Santos a quitar um mês de salários atrasados
- Matéria
- Mais Notícias
O Santos enfrenta sérios problemas financeiros desde meados de 2014, quando acumulou atrasos salariais e perdeu via Justiça quatro jogadores: Aranha, Mena, Arouca e Leandro Damião. Após a saída do presidente Odílio Rodrigues, Modesto Roma Júnior conseguiu colocar os pagamentos em dia no início do mandato, mas a situação novamente se complicou. Com medo de atingir três meses sem pagar, o clube contou com "ajudas" excêntricas para quitar um de dois meses que já estavam em atraso na carteira de trabalho do grupo de jogadores.
O primeiro valor que caiu na conta do Santos, pelo que o LANCE! apurou, foram os 900 mil euros (R$ 3,1 milhões) da venda dos direitos do lateral-direito Cicinho ao Ludogorets, da Bulgária. Depois, a Justiça brasileira desbloqueou mais R$ 1,3 milhão que estavam indisponíveis para o clube em razão da ação de penhora realizada pelo técnico Muricy Ramalho, comandante do Peixe entre 2011 e 2013.
O Santos receberia normalmente os R$ 3 milhões de premiação pagos pela Federação Paulista de Futebol (FPF) ao campeão estadual de 2015, mas uma ação dos advogados de Muricy "prendeu" R$ 1,3 milhão, valor que foi depositado em juízo. A liminar que bloqueava o valor, no entanto, foi suspensa na última semana por conta de uma alegação do Santos acatada pela Justiça: "a penhora dos créditos impede o clube de honrar com o pagamento de verbas de natureza alimentar", ou seja, sem esse dinheiro é impossível pagar os salários dos jogadores.
Nesta sexta-feira, com recursos provenientes dessas duas fontes, o Santos quitou as premiações pelo título do Campeonato Paulista e o ordenado de maio dos jogadores. Resta, porém, mais um mês de salários e dois de direitos de imagem em aberto.
- Matéria
- Mais Notícias















