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Chefão na maior companhia de trens do Canadá disputa o Parapan no vôlei

Um dos responsáveis pelo funcionamento dos trens da maior companhia ferroviária do Canadá é também atleta do vôlei sentado e representa o país nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, que acontecem até sábado.

Aos 50 anos, Dave Marchand é o jogador mais velho da equipe da casa, que tenta assegurar vaga na Paralimpíada do Rio, em 2016. Isso quando não está monitorando horários, custos e fluxos de locomotivas, para garantir que todas as normas de tráfego sejam atendidas.

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Com formação em Economia da Agricultura, além de estudos de História, Geografia e Estatística, o canadense tinha atributos de sobra para construir uma carreira voltada somente à empresa onde começou como controlador de tráfego e acumulou diversas promoções.

Hoje, ele atua como gerente sênior de operações da CN Rail, que emprega cerca de 22 mil funcionários. Sua malha tem extensão de 32.800 quilômetros.

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– Meu dia a dia é bastante ocupado. Auxilio o tráfego dos trens para assegurar que eles funcionem perfeitamente, que cumpram os horários. Passo a maior parte dos meus dias na companhia, e nas horas que sobram eu jogo vôlei – contou Marchand, em entrevista ao LANCE!.

A dupla jornada teve início após complicações decorrentes de uma meningite bacteriana, em 2001, que o obrigaram a amputar as duas pernas. No braço direito, o atleta ainda apresenta marcas da doença.

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Durante a reabilitação, ele se tratou no Hospital Glenrose, em Edmonton, onde conheceu uma organização que promove a inclusão de amputados aos esportes. Dave, que já praticava golfe, hóquei e squash como lazer, se encantou pelo vôlei.

– Eu queria morrer na primeira noite após a amputação. Mas, há cinco anos, me chamaram para experimentar o vôlei sentado. No início, resisti, mas acabei convocado para disputar o Parapan de Guadalajara – disse.

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A divisão de tarefas mostra como a modalidade no país ainda está distante do nível de profissionalização do Brasil. Marchand treina apenas duas vezes por semana quando não está em período de competições.

A meta do Canadá é terminar o Parapan à frente dos Estados Unidos, seus maiores rivais, e assegurar um segundo lugar, que daria vaga no Rio. O Brasil já tem vaga como sede.

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* O repórter viaja a convite do CPB

BATE-BOLA

Dave Marchand, atleta da seleção canadense, AO LANCE!

'Nossa meta é ir ao Rio em 2016'

Aos 50 anos, como é para você jogar no meio de tantos garotos?
É muito interessante. No mês que vem, já faço 51. Há uma diferença clara de idade entre nós, mas estamos defendendo a mesma causa. A equipe é jovem, apesar de alguns terem 40 anos. Eles me motivam e estou muito orgulhoso por fazer parte da equipe.

Até quando você pretende continuar jogando vôlei?
Minha carreira vai depender do que vamos conseguir fazer em Toronto. Estamos buscando a vaga para irmos aos Jogos do Rio. É nosso maior objetivo. Sabemos que aqui no Parapan o Brasil levará o ouro. Se nos classificarmos, será ótimo.

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O que pode falar sobre o nível da Seleção Brasileira?
Já enfrentamos o Brasil várias vezes. São um grande time, o número dois do mundo atualmente. Mostraram uma grande evolução nos últimos anos e têm tudo para chegar ao topo do mundo. Temos de treinar duro para fazer frente a esses caras.

QUEM É

Nome
Dave Marchand (50 anos)

Nascimento
16/09/1964, em Rosthern (CAN)

Classe
Elegível

Altura e peso
1,87m e 125kg

Conquistas
Medalhista de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara (MEX), em 2011, e campeão do Desafio Esportivo de 2015, em Montreal (CAN).

Outra ocupação
Gerente sênior de operações da companhia de trens CN Rail

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