Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Do Carioca ao Brasileiro: Vasco muda bastante e sofre para se adaptar

29/02/2016 22:27

Supervisionado porLance!,

Amanhã, o título carioca do Vasco completa três meses. Em uma análise fria, parece ser pouco tempo de diferença entre um e outro. Na prática, porém, há um abismo, em todos os sentidos, daquele time que foi campeão estadual em cima do Botafogo para a equipe que faz uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro.

A começar pela escalação da equipe. De todos os setores, a defesa é o único que não foi modificado. Madson, Luan, Rodrigo e Christianno seguem com titulares, assim como Martin Silva, que apesar da barração no meio da semana, ainda é o camisa 1. Do meio para a frente, porém, quase tudou mudou. Só Guiñazú segue como titular absoluto. Marcinho e Gilberto já deixaram o clube. Serginho e Dagoberto alternam titularidade e banco. Julio dos Santos, por sua vez, não está prestigiado com o técnico Celso Roth.

O treinador, aliás, também não estava no Campeonato Carioca. Doriva era o técnico e terminou a competição em alta, pois havia vencido o Paulista no ano anterior. O péssimo início no Brasileirão, com oito jogos sem vencer e cinco derrotas consecutivas, fizeram com que ele pedisse demissão. Roth, com estilo bem diferente, assumiu o comando, mas ainda não engatou. Conseguiu três vitórias, mas, também, algumas derrotas dolorosas. E o relacionamento com o elenco não é dos melhores.

Fora de campo, muita coisa também mudou. O relacionamento entre parte da diretoria que comanda o futebol não era dos melhores, mas minimamente aceitável. Agora, com o time em crise, o racha foi externado. O gerente de futebol, Paulo Angioni, e o assessor especial da presidência, Euriquinho (filho de Eurico) são desafetos. O vice de futebol, José Luis Moreira, está ao lado de Angioni. Eurico fica em cima do muro, dividido entre o filho e o fiel escudeiro, que é Zé Luis. O presidente, aliás, se aproximou do futebol nesta semana para tentar amenizar a crise.

O relacionamento com a torcida também está completamente modificado. Se antes boa parte dos vascaínos, empolgados com os título e o fim do jejum estadual, compartilhavam, em alto e bom som, o jargão "o respeito voltou", usado por Eurico Miranda desde a campanha eleitoral, hoje o presidente é alvo de protestos e críticas por conta da campanha ruim da equipe no Brasileirão.

Ou seja: em três meses, o Vasco trilhou um caminho do céu ao inferno. A peregrinação, porém, só termina daqui a 22 rodadas. Se vai ou não chegar ao inferno, só se saberá em dezembro. Tomara que não.

Sugerida para você!

Mais LANCE!