Apoio de elite: XV de Piracicaba está perto do acesso
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O Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba, tradicional equipe do interior paulista, está próximo de voltar à elite do futebol estadual após 16 anos. O principal fator que explica o renascimento do clube é a mobilização de sua torcida.
Além de grande presença em todos os jogos, gerando média de mais de 14 mil torcedores na fase final da Série A2 (leia mais ao lado), os quinzistas também contribuem financeiramente com o clube. Por meio de um repasse feito pela Associação Amigos do XV, o morador da cidade de Piracicaba pode pagar um valor mais alto em sua conta de água e essa diferença vai para os cofres do clube. Segundo o presidente do XV, Luis Beltrame, isso gera cerca de R$ 20 mil por mês.
Beltrame também aposta em outro fator para recuperar o clube piracicabano: o amor à camisa. A diretoria atual está no comando desde junho de 2008 e é composta só por nascidos em Piracicaba.
– Não vemos o clube como uma agremiação de futebol, e sim como um patrimônio da cidade. Somos nutridos por um sentimento aliado ao profissionalismo, que vem nos permitindo reabilitar o XV – disse.
Outra prioridade da atual diretoria é a base. São cerca de 180 atletas treinando em três categorias diferentes. Além de outros vendidos para Corinthians, Palmeiras e Internacional, por exemplo.
– Sabemos que o futuro do XV está na base e procuramos, apesar das dificuldades, incentivar e revelar jogadores – afirmou o cartola.
Na atual equipe profissional, são sete garotos revelados pela base, sendo três titulares.
Na última terça-feira, a diretoria deu mais um passo para incentivar os jogadores na fase final. Todo o salário do grupo profissional e da comissão técnica foi colocado em dia, algo que só foi possível com a renda dos últimos jogos. Ao todo, o XV já arrecadou aproximadamente R$ 500 mil nesta Série A2 com venda de ingressos. A folha salarial é de cerca de R$ 150 mil.
Neste sábado, o XV encara a Catanduvense fora de casa. Se vencer, precisará somente de um empate em um dos dois jogos finais para obter o retorno à elite.
A Bombonera do interior
A torcida do XV tem sido um fator importante para empurrar a equipe para a elite do Paulistão. O clube tem uma média de 5.300 pagantes por jogo na Série A2.
Só na segunda fase, a média é excepcional: 14.755 torcedores por jogo no Barão de Serra Negra, que já ganhou até um apelido carinhoso: o Barãobonera – em alusão à La Bombonera, do Boca Jrs (ARG).
Nas duas últimas partidas o local lotou. Contra o Monte Azul, foram 13.215 torcedores. Já contra a Catanduvense, 16.295. No último jogo do Corinthians, o Pacaembu recebeu 17.260 pagantes. Já o Santos, na última partida, levou 10.719. O Palmeiras teve 13.557 e o São Paulo, 5.912.
Comparando a média do XV na segunda fase com a dos quatro grandes no Paulistão, o time piracicabano é superior. O Corinthians tem 14.164 pagantes por jogo. Na sequência vêm São Paulo (13.483), Palmeiras (9.833) e Santos (9.001).
Bate-Bola - Moisés Egert - Treinador do XV, ao LANCENET!
Qual o segredo do XV?
Acreditamos no nosso trabalho. Existe uma confiança e uma hierarquia, mas dentro do clube temos condições de igualdade. Somos uma família e temos uma identidade: vitórias.
Como você seleciona o elenco?
Trabalho com a diretoria e vejo os recursos disponíveis. Fazemos uma pesquisa sobre o atleta, com relação ao caráter e depois disso vamos atrás de empresários, clubes e currículos.
Os jogadores sentem a pressão da torcida?
Pelo contrário. Perdemos apenas dois jogos. E o último sendo um jogo atípico, com ansiedade pelo resultado positivo, com a possibilidade de acesso em casa.
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