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Alto número de casos de doping assombra Jogos Pan-Americanos de Toronto

Os Jogos Pan-Americanos estão sendo assombrados pelo alto número de casos de doping. Até a quinta-feira, foram confirmados seis testes positivos em dez dias de competição. Fato que gerou um alerta na Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa).

A entidade concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira em Toronto para revelar mais quatro atletas flagrados em exames no Pan. Foram três no beisebol (o portorriquenho Nelson Gómez, o dominicano Mario Castillo e o colombiano Javier Angulo), e a mexicana Cinthya Lara, do levantamento de peso.

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Antes deles, o pesista Patrick Mendes (americano, mas que competiu pelo Brasil por ter dupla nacionalidade) e o nadador peruano Mauricio Fiol já haviam sido excluídos do Pan pelo mesmo problema. Todos os seis foram expulsos dos Jogos, tiveram seus resultados anulados e estão suspensos preventivamente.

Quem comanda o combate ao doping no Pan de Toronto é um brasileiro, Eduardo de Rose. Referência mundial no assunto e presidente da comissão médica da Odepa, o especialista expressou sua preocupação.

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- A comissão médica está, de certa forma, surpresa com tantos casos registrados no início dos Jogos. Os números, porém, são mais ou menos os mesmos do que temos em todas as grandes competições. Ficam entre cinco, 10, 15 casos. Mas é difícil dizer o motivo (de tantos testes positivos até agora) - falou De Rose na coletiva concedida ontem no Canadá.

A posição do brasileiro é a mesma do mexicano Ivar Sisniega, primeiro vice-presidente da Odepa, que também participou da entrevista.

- Queremos esclarecer que ainda estamos muito preocupados com esses resultados positivos, e estamos lidando com isso de uma forma muito séria - disse o dirigente.

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Pan de Toronto fará 1.500 exames antidoping

Até o fim dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, está prevista a realização de 1.500 exames antidoping. Isto representa 25% do total de atletas que estão no evento (cerca de 6 mil). Com isso, um em cada quatro competidores passará pelo teste, caso não haja repetição de coletas.

Patrick Mendes, americano que competiu pelo Brasil, foi flagrado em teste antidoping pela segunda vez na carreira (Foto: Divulgação)

Até a última quinta-feira, foram realizados cerca de 1.160 testes, de acordo com o vice-presidente da Odepa, Ivar Sisniega. Foram 900 de urina, 180 de sangue, e outros 80 sanguíneos ligados ao passaporte biológico.

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- O Dr. De Rose me informou que os padrões internacionais (para testes positivos) para este tipo de evento é de 1%. E ainda estamos abaixo desse número - falou Sisniega.

As coletas de material estão sendo feitas pela LifeLabs, um laboratório de Toronto. A empresa, inclusive, montou bases na Vila dos Atletas e nas outras cinco sub-vilas. A análise, no entanto, é promovida pelo Instituto Armand-Frappier, credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e com base na cidade canadense de Montreal.

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Veja quem são os atletas flagrados no doping até o momento:

Patrick Mendes (Brasil) - levantamento de peso - metabólito dehidroclorometiltestosterona
Mauricio Fiol (Peru) - natação - estanozolol
Cinthya Vanessa Domínguez Lara (México) - levantamento de peso - oxandrolona
Nelson Gómez (Porto Rico) - beisebol - boldenona
Mario Mercedes Castillo (República Dominicana) - beisebol - dimetilbutilamina
Javier Jesús Ortiz Castillo (Colômbia) - beisebol - estanozolol


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