Loio no Lance! e o cartão de visitas de João Fonseca para Alcaraz e Sinner
Brasileiro fez boas performances contra o espanhol e o italiano

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Quando desembarcou em Indian Wells, há três semanas, João Fonseca vivia uma temporada com mais derrotas (3) do que vitórias (1). Para além dos quatro triunfos que conquistou nos torneios na Califórnia e em Miami, o número 1 do Brasil retorna ao país com a confiança recuperada. Isso porque o jovem carioca, de 19 anos, enfrentou, pela primeira vez, os dois melhores tenistas do mundo, deixando ótima impressão.
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O jovem carioca também retorna dos primeiros dois Masters 1000 da temporada com sua melhor campanha em torneios desse nível, alcançada em Indian Wells. E, provavelmente, o brasileiro só não foi além das oitavas de final porque se deparou contra o italiano Jannik Sinner, vice-líder e ex-número 1 do mundo.
Após derrotar o belga Raphael Collignon (77º), o russo Karen Khachanov (16º, salvando dois match-points) e o americano Tommy Paul (24º), o pupilo do técnico Guilherme Teixeira foi um gigante contra Sinner. Tanto que chegou a ter três set points no primeiro dos dois tiebreaks. No segundo set, o brasileiro viu o rival abrir 5/2, ainda assim levou a parcial a novo tiebreak.
Entre todos os números abaixo sobre essa grande partida contra o número 2 do mundo, chama a atenção os pontos vencidos: 79 a 77 para Sinner.

Se, diante de Sinner João Fonseca foi muito bem na trocação franca, diante da versatilidade e imprevisibilidade de Alcaraz o brasileiro teve mais dificuldades. Tanto que o carioca teve apenas três break points em todo o jogo e não aproveitou nenhum. Os dois primeiros foram méritos do número 1 do mundo, salvando um com um ótimo primeiro saque e o outro com um swing-volley, jogada de extremo risco, executada com perfeição. Já na última chance que teve de levar a melhor sobre o serviço do adversário, o pupilo de Gui Teixeira deixou escapar sua maior oportunidade de devolver a quebra, ao errar uma devolução de saque mandando um backhand (esquerda) na rede.
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O líder do ranking, por sua vez, conquistou uma quebra no início de cada parcial. Depois, administrou a vantagem. A primeira quebra veio no terceiro game do jogo, com um winner (jogada indefensável) de devolução de saque (vídeo abaixo).
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João Fonseca tira lições
Com a maturidade habitual, o brasileiro tirou algumas lições dos jogos contra os dois melhores do mundo. Um delas é não deixar as oportunidades escaparem:
- Esses caras não dão bola de graça, eles acertam todas as devoluções, fazem os adversários jogarem todas os pontos, bolas difíceis eles voltam. Então, acho que ter essa constância, buscar essa constância nos treinos vai me ajudar a ter mais confiança durante essa carreira. Então, eu acho que eu saio desses dois jogos feliz e com a cabeça erguida para seguir trabalhando e seguir evoluindo.
E o número 1 do Brasil retorna no Masters 1000 de Monte Carlo, o primeiro desse nível no saibro, a partir do dia 5.
Se voltar a mostrar o que apresentou contra Sinner e Alcaraz, o carioca tem tudo para seguir enchendo a torcida brasileira de orgulho e esperança.

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