Tenistória: 'Garfada' marcou final entre Guga e Sampras há 26 anos em Miami
Arbitragem prejudicou o brasileiro na decisão há quase 26 anos

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O Masters 1000 de Miami, que começa nesta quarta-feira, por muito pouco não teve um campeão em uma das primeiras 40 edições. Em 2000, numa época em que as finais de torneios desse nível (então chamados de Masters Series) eram disputadas em melhor de cinco sets, Guga Kuerten ficou perto de erguer o cobiçado troféu.
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Na ocasião, o ídolo brasileiro, então sexto do mundo, que vinha de vitória, na semifinal, contra o número 1 do ranking, Andre Agassi, perdeu uma polêmica final para outro anfitrião, Pete Sampras (2º), por 3 sets a 1, com parciais de 6/1, 6/7 (2), 7/6 (5) e 7/6 (8).
No último tiebreak, após salvar quatro match-points seguidos (o rival chegou a abrir 6/2), o brasileiro empatou em 6/6. No ponto seguinte, o tricampeão de Roland Garros subiu no backhand do adversário, que devolveu para fora. O ex-tenista catarinense não escondeu a irritação com o erro dos juízes de linha e de cadeira por não terem marcado bola fora (vídeo abaixo, a 13m33s). No ponto seguinte, Sampras cometeu uma dupla-falta, que daria a parcial ao brasileiro, caso tivesse vencido a jogada anterior.
Anos depois, o tricampeão de Roland Garros (em 1997, 2000 e 2001) comentou sobre a única decisão que disputou contra o também ex-líder do ranking:
- Tomei uma 'garfada' forte ali no final. Até hoje, quando vejo aquele desafio (o Hawk-Eye, sistema de replays que mostra onde as bolas quicaram), me pergunto: "Pô, por que esse desafio não veio antes? Eu já teria mais um título na carreira. Ou pelo menos um empate técnico.
A polêmica final levou Sampras ao terceiro e último título em Key Biscayne (onde o torneio foi disputado até 2018, depois, mudou para Miami Gardens). Antes o ex-número 1 do mundo ergueu o troféu em 1993 e 1994.
Praticamente oito meses depois da amarga derrota na final na Flórida, Guga se 'vingou' do adversário, no terceiro e último confronto contra o gigante americano (campeão de 14 Grand Slams). Foi nas semifinais da Masters Cup (atualmente chamada de ATP Finals) de Lisboa. No dia seguinte, ao superar novamente Agassi, o ídolo brasileiro fez história ao se tornar o primeiro sul-americano a alcançar o topo do ranking mundial.

Guga tirou lição que o levou ao topo
Após o título na capital portuguesa, Guga revelou que uma lição tirada na final de Miami foi importante para alcançar o topo do ranking. Vale lembrar que Sampras havia vencido, também, o primeiro embate entre ambos, no ATP Tour Championships de 1999 (6/2 e 6/3).
- Ele falhava um pouquinho mais no primeiro saque, no segundo eu normalmente ganhava o ponto quando ele sacava o segundo. No primeiro jogo que fiz com ele, buscava tirar tempo para ele chegar à rede, só que eu perdia tempo na devolução, então não conseguia impactar forte. A estratégia que encontrei em Miami foi inversa, de abrir mais a quadra para que tivesse tempo para bater e não deixar ele chegar confortável à rede. Foi o que eu usei em Portugal, desde o começo - contou.
Após o título na capital portuguesa, o ídolo brasileiro revelou que uma lição tirada na final de Miami foi importante para alcançar o topo do ranking. Vale lembrar que Sampras havia vencido, também, o primeiro embate entre ambos, no ATP Tour Championships de 1999 (6/2 e 6/3).
- Ele falhava um pouquinho mais no primeiro saque, no segundo eu normalmente ganhava o ponto quando ele sacava o segundo. No primeiro jogo que fiz com ele, buscava tirar tempo para ele chegar à rede, só que eu perdia tempo na devolução, então não conseguia impactar forte. A estratégia que encontrei em Miami foi inversa, de abrir mais a quadra para que tivesse tempo para bater e não deixar ele chegar confortável à rede. Foi o que eu usei em Portugal, desde o começo - contou.
Enfim, o gênio Guga tirou da 'garfada' uma lição importante para imortalizar seu nome na história da modalidade.
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