Exclusivo: Guga Kuerten e Meligeni recordam momentos especiais na Davis
Ídolos do tênis estão acompanhando a competição no Rio de Janeiro

Maior nome da história do tênis nacional masculino, Guga Kuerten é uma das presenças ilustres ao confronto entre Brasil e Suíça, pela Copa Davis, na Barra da Tijuca. Com exclusividade ao Lance!, o tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo reviveu seus momentos preferidos na competição. Fernando Meligeni, o Fininho, também protagonista de vitórias épicas no torneio, foi outro a relembrar triunfos marcantes.
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- São momentos inesquecíveis, já como estamos em dupla, vamos escolher dois. O primeiro, na Espanha, em 1999, a vitória contra o time deles, que era sensacional, eles tinham três jogadores entre os dez melhores do mundo. O quarto era décimo-quinto. Carlos Moya, Alex Corretja, Albert Costa e Felix Mantilla no saibro, era missão impossível E acho que é a última vez que a Espanha perdeu jogando como local, na Copa Davis, até hoje - revelou o ex-líder do ranking mundial.
Para Guga, o triunfo em solo espanhol significou um divisor de águas em sua carreira, em relação à principal competição entre países do circuito mundial.
- Depois daquela conquista, o mundo mudou. Na minha cabeça, tudo era possível, a projeção era para o topo, dava para acreditar no impossível.

No ano seguinte ao triunfo sobre a Espanha, Guga, Meligeni e companhia protagonizaram outro momento épico na Davis. E o feito foi a cerca de 10 quilômetros de onde o país está recebendo a Suíça. Só que, ao contrário da quadra coberta e rápida da Farmasi Arena, o palco foi o saibro do Clube Marapendi:
- A segunda vitória, que merece um brinde especial com o Fininho, foi contra a Eslováquia, nas quartas de final, que, por coincidência, foi aqui no Rio de Janeiro. Foi duríssimo, saímos vencendo 1x0, eles empataram e ganhamos a dupla, 2x1. E no final, foi para o quinto e decisivo jogo, que o Fino ganhou do Kucera, na garra, superação, correndo, daquele jeito. Bem brasileiro mesmo. A lição que fica é: não desista nunca e acredite até o último ponto. É lindo, emocionante, até hoje, inesquecível.
No quarto jogo do emblemático duelo com os eslovacos, o ex-número 1 do mundo acabou superado por Dominik Hrbaty. Aí coube a Fininho classificar o país à semifinal. Foi apenas a segunda e mais recente vez que o Brasil passou das quartas.

- Sem dúvida nenhuma, a gente brindaria quando ganhou da Eslováquia. Levar o nosso time a um lugar entre as quatro melhores seleções do mundo foi um momento que que ficou para a história. Era um time super unido, muito querido, uma lembrança espetacular.
Meligeni celebra a importância da Davis
Ex-número 25 do mundo (quarto melhor ranking de um brasileiro até hoje), Meligeni nunca escondeu sua admiração pela Copa Davis e a honra de representar o país que escolheu para viver:
- Copa Davis é uma coisa muito legal porque você está em grupo, o time inteiro. Você não joga por você, joga pelo país. Então, hoje mesmo no almoço a gente estava relembrando alguns jogos, momentos e isso é muito gostoso. A pressão é quando você entrar na quadra, agora que está fora, a gente brinda e dá boas risadas.

Brasil abre 2 x 0 sobre a Suíça
Com Guga e Fininho nos camarotes, a convite da Stella Artois, os donos da casa estão a uma vitória de avançar ao qualificatório do Grupo Mundial em 2027. Isso porque, após o triunfo de João Fonseca sobre Dominic Stricker, Gustavo Heide também venceu de virada. A vítima do número 2 do Brasil foi Stan Wawrinka, ex-número 3 do mundo e dono de três títulos de Grand Slams.
Segundo melhor tenista do país na história e ex-21º do mundo, Thomaz Bellucci também presenciou o início vitorioso do Brasil na Davis nesta sexta-feira. Outro nome gigante do tênis brasileiro presente à arena foi Thomaz Koch, ex-número 24 do mundo, terceira mais alta posição já alcançada por um atleta nacional. Em 2025, aos 19 anos, João Fonseca igualou a marca de Koch.

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