Cadeirantes agradecem bela iniciativa do técnico de João Fonseca
Guilherme Teixeira promoveu clínicas em Belo Horizonte para projetos sociais

- Matéria
- Mais Notícias
Um dos dois precursores do tênis para cadeirantes no Brasil, na década de 1980, o médico gaúcho, radicado em Niterói, José Carlos Morais faleceu em 2017, aos 73 anos, vítima de um infarto. Mas seu inspirador legado continua vivo. Um deles é o Cadeiras na Quadra, fundado há 17 anos, na cidade fluminense onde morou e criou sua família. Trata-se de um dos dois projetos que serão beneficiados pelas clínicas promovidas por Guilherme Teixeira, técnico de João Fonseca, de 14 a 16 de novembro, em Belo Horizonte, sua cidade natal.
Relacionadas
➡️ Tudo sobre os esportes Olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
➡️Siga o Lance! no Google para saber tudo sobre o melhor do esporte brasileiro e mundial
➡️Vídeos: Relembre polêmicas de rival criticado por João Fonseca por desistência
Em poucos dias (a vaquinha continuou, on-line, após as clínicas), a iniciativa de Gui Teixeira bateu a meta dos R$ 100 mil. Esse valor será dividido entre o projeto de Morais e o do técnico Léo Butija, uma das principais referências do tênis para cadeirantes no país, que tem uma academia na capital mineira.
➡️Vídeo: Técnico de João Fonseca promove clínicas e arrecada doações para cadeirantes
➡️Exclusivo: Técnico de João Fonseca cumpre promessa e corta o cabelo. E ele?
➡️ Entrevistão: Guilherme Teixeira, do início inusitado no tênis ao top 25 com João Fonseca
- É muita emoção o técnico do João ter tido essa iniciativa. São muitos difíceis os projetos sociais sem apoio. Esse apoio do Guilherme abre uma porta do projeto e do tênis em cadeira para a população que não tem acesso à reabilitação, é uma realização para a vida, essa ajuda é fundamental - agradece Martha Abreu, viúva de Morais, ao Lance!
➡️ Vídeo: João Fonseca se confunde e sorri ao citar primeira foto com Nadal
➡️ João Fonseca revela amizade inusitada com algoz americano
➡️ Vice de João Fonseca escolhe jogador perfeito com a direita do brasileiro; vídeo
Hoje são 15 alunos que praticam a modalide no Cadeiras na Quadra, com aulas às segundas e quartas, das 13h30 às 15h30, e às terças e quintas, das 14h às 16h, em Itaipu, na Academia Léo Conrado Tennis Team, e no INTO, sob a coordenação de Sérgio Alves.
E a Yes Tennis, onde treina João Fonseca, ainda vai oferecer consultoria em preparação física e fisio para os atletas cadeirantes.

Segundo o professor, que começou no projeto com o saudoso Morais, o valor arrecadado com as clínicas de Gui Teixeira chega em ótima hora:
- Essa força que o Léo e o Guilherme estão dando para a gente é um novo momento na nossa escola, E essa grana será uma virada de página para investir nesses meninos, que estão voando e vamos ouvir falar muito neles. O dinheiro vai ser investido no crescimento na escolinha, que estamos precisando muito, e teremos um olhar diferenciado para os dois meninos que estão em ascensão. Esse valor vai ser muito importante na trajetória deles - conta Sérgio, referindo-se a Pedro Henrique Santos, de 14 anos, quarto lugar júnior no Mundial da Turquia e tetracampeão das Paralimpíadas Escolares, e Marcos Marçal Jardim, o Marquinhos, de 15 anos, quarto colocado no Mundial, com seu parceiro de treinos, e campeão da Copa das Federações, entre outros títulos.
- São 17 anos de escolinha, sempre na luta, olhando a pessoa com deficiência sob uma ótica diferente, com compaixão, amor. Isso aprendi com meu mestre José Carlos Morais, que foi meu mentor no tênis em cadeira de rodas. Nosso padrinho hoje é o Léo Butija, que tem nos ajudado muito, com um olhar de inclusão e um coração que não cabe dentro do peito. E o Guilherme veio, nessa onda de inclusão e amor ao próximo, e muitas coisas boas aconteceram - agradece Sérgio.
Morador da comunidade do Sabão, no Centro de Niterói, Pedro, por conta de um cãncer de fêmur, teve a perna direita amputada. Já Marquinhos, morador da comunidade da Lagoa, em Piratininga, por conta da má formação congênita, nasceu sem a perna esquerda.

Gratidão ao técnico de João Fonseca
Pedro, que começou no esporte aos 11 anos, com Sérgio, e se apaixonou à primeira vista pelo esporte, ficou radiante ao saber da valor que será destinado ao projeto:
- Que notícia boa, só tenho a agradecer a todos os envolvidos e expressar toda minha gratidão ao Léo, à Yes (Tennis, onde João Fonseca treina) e ao Guilherme.
Campeões de Grand Slam, os cadeirantes Vitoria Miranda e Luiz Calixto, atletas de Léo Butija, são as duas maiores inspirações para Pedro. Já no tênis olímpico, o jovem niteroiense é fã de João Fonseca, pela sua simatia e humildade dentro e fora de quadra, e pela 'direita surreal'.
Pedro conheceu o professor Sérgio enquanto fazia fisioterapia na Andef, e o convidou para conhecer o projeto. Atualmente, o atleta treina quatro vezes por semana.

Já Marquinhos também começou no tênis há três anos, ao assistir a uma palestra de Pedro na escola. Desde então, os dois são parceiros dentro e fora das quadras.
Com o sonho de se tornar número 1 do mundo, Marquinhos também se imagina vencendo, um dia, Wimbledon, o mais tradicional dos torneios de tênis, e um dos quatro Slams.
Além de João Fonseca, no tênis olímpico, o parceiro de Pedro admirava o suíço Roger Federer, terceiro maior recordista de Slams (20).

Tal como seu amigo de treinos, de torneios e de vida, Marquinhos é só gratidão ao saber do gesto de Gui Teixeira:
- Essa iniciativa maravilhosa vai ser um avanço enorme não só pra mim, mais sim a todos os atletas e envolvidos.
Tanto Pedro quanto Marquinhos sonham em disputar os Grand Slams, como Luiz e Vitoria. E o nobre gesto de Gui Teixeira foi um passo muito importante nesse sentido, mantendo sempre vivo o legado do saudoso Morais.

Sérgio Alves
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















