Análise: João Fonseca está pronto para conquistar a maior vitória da carreira
Nesta sexta, brasileiro desafia o americano Ben Shelton (6º)

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Segundo mais jovem tenista do top 10, aos 23 anos (atrás, neste quesito, apenas do espanhol Carlos Alcaraz, de 22), Ben Shelton é o próximo desafio de João Fonseca (35º). E, apesar do ranking do rival ser superior, o brasileiro chega em um momento de muita confiança, o que pode fazer a diferença no duelo desta sexta-feira, pelas quartas de final do ATP 500 de Munique, na Alemanha.
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Para começo de conversa, é a primeira vez na carreira que o número 1 do Brasil, de 19 anos, chega a duas quartas de finais consecutivas. Como se sabe, na última sexta-feira, o jovem carioca fez uma grande partida, mas caiu, em três sets, diante do terceiro melhor tenista do planeta, o alemão Alexander Zverev, nessa fase no Masters 1000 de Monte Carlo, também no saibro. Desde Thomaz Bellucci, semifinalista em Madri, em 2011, que nenhum atleta do país ia tão longe em um torneio desse nível. No Principado, o último brasileiro a chegar nessa fase foi ninguém menos do que o bicampeão Guga Kuerten, em 2001.
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O aumento da confiança de João Fonseca tem sido notório, principalmente nos últimos três torneios, todos Masters 1000. Isso porque o brasileiro só perdeu para o top 3 desde o início de março, com três boas exibições, em embates inéditos. Nas oitavas de final de Indian Wells, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira chegou a ter três sets points no primeiro dos dois tiebreaks contra o então vice-líder do ranking, o italiano Jannik Sinner. Já na segunda rodada de Miami, também na quadra rápida, o carioca deu relativo trabalho ao número 1 do mundo naquela semana, Alcaraz, que precisou salvar três break points na vitória por duplo 6/4.
Por vezes, João Fonseca já falou sobre a motivação extra que é enfrentar os tops. E, caso derrote Shelton, o brasileiro vai protagonizar a maior vitória da carreira, já que seu único triunfo contra um top 10, até hoje, foi em janeiro de 2025, na abertura do Australian Open. Na ocasião, João Fonseca derrotou o russo Andrey Rublev (9º), por 3 sets a 0.
Rival de João Fonseca não é especialista no saibro
Mais acostumado às quadras rápidas, como a maioria dos americanos, Shelton venceu, nessa superfície, o mais importante dos seus quatro títulos até aqui, no Masters 1000 de Toronto, ano passado. Já no saibro, seu único troféu foi no ATP 250 de Houston, em 2024.

Na carreira, no saibro, até segunda-feira (data da última atualização), o americano tinha aproveitamento de 51% na carreira no saibro, com 18 vitórias e 17 derrotas. Já na rápida, esses números aumentam para 93 e 54, respectivamente, levando-o a um aproveitamento de 63% em seu piso predileto.
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Esse é apenas o segundo torneio de Shelton no saibro desde janeiro. No final de março, o anfitrião venceu uma partida no ATP 250 de Houston, diante do chinês Zhizhen Zhang (263º) perdendo para o argentino Thiago Tirante (83º) na rodada seguinte.
Antes de Munique, João Fonseca tinha aproveitamento de 56% de aproveitamento no saibro na carreira (17 triunfos em 30 partidas, em jogos de ATP). Até domingo, o aproveitamento do número 1 do Brasil, em 2026, nesse piso, era de 57% (4 vitórias em 7 confrontos).
Nesta sexta, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira, mostrando muita maturidade e variação em quadra, pode, pelo que vem demonstrando nos últimos jogos, derrubar o favorito Shelton.
A conferir...

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