Tenistória: Larri revela uma atitude inusitada após título de Guga em Monte Carlo
Ex-número 1 do mundo venceu duas vezes o torneio no Principado

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Foi ao lado de Larri Passos que Guga Kuerten conquistou seus 20 títulos de simples na carreira e chegou ao topo do ranking mundial (em 2000). Em entrevista exclusiva ao Lance!, por telefone, o técnico revelou histórias divertidas dessa que foi a parceria mais vitoriosa da história do tênis brasileiro. Uma delas aconteceu semanas após o primeiro dos dois triunfos do ex-número 1 do mundo no Masters 1000 de Monte Carlo.
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Embaixador da Federação Francesa de Tênis, Larri está em São Paulo para o workshop 'Tênis Excelência', promovido pela Federação Paulista de Tênis, que acontece nesta quarta-feira (15), das 9h às 16h30m, na Rua Canadá, 658, no Jardim América. O evento é uma das atrações do Roland Garros Juniors Series.

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- Tínhamos um carinho muito especial por Monte Carlo, a gente gostava muito de jogar lá - contou Larri, antes de revelar a inusitada história que aconteceu em maio de 1999.
- Estávamos no meio do torneio de Roma (outro Masters 1000), fomos a um bom restaurante, em uma mesa com cerca de 20 pessoas, todos os técnicos argentinos estavam ali. Quando veio a conta, o Guga olhou pra mim, tirei meu cartão e falei: 'Pessoal, vamos celebrar essa vitória do Guga em Monte Carlo, que eu esperava por muitos anos, ninguém vai pagar nada hoje, é por minha conta'...e os argentinos se olharam, pareciam não acreditar - relembrou, aos risos, o técnico, que há anos mora nos Estados Unidos.

Nem o pupilo do treinador acreditou naquela inesperada iniciativa:
Campeão de Monte Carlo parecia não acreditar
- Eu era maluco, fazia muito isso. E o Guga me olhou e disse: 'Esse cara é doido da cabeça'. Pra que fazer divisão? Hoje é por minha conta - contou Passos.

Em 1999, aliás, o tricampeão de Roland Garros (em 1997, 2000 e 2001) e o técnico protagonizaram outra situação inusitada. Semanas após o episódio no restaurante italiano, Larri foi quase 'forçado' a pagar uma promessa ao pupilo.
- Como todo gaúcho não uso brinco. Mas falei com o Guga uma vez no vestiário: se você ganhar Roma, eu coloco um. O Rusedski (Greg, britânico) ouviu e, semanas depois, em Roland Garros perguntou: 'e o brinco'? Não teve jeito, fui ao centro (de Paris), comprei um e paguei a aposta - recordou.
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Brincadeiras e ótimas histórias à parte, tem consciência do que representava, para o país, a parceria dele com o mais famoso pupilo:
- Tínhamos perdido o Ayrton (Senna), que corria ali nas pistas (em Monte Carlo), estava sempre na nossa cabeça que precisávamos de alguém que representasse o Brasil fora do país. E alguém que inspirasse o esporte. E aquele título, em 1999, foi muito importante.

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