Convocação da Seleção Brasileira: quem sai na frente na disputa pelo ataque?
Desde maio de 2025, Carlo Ancelotti já escolheu 14 nomes diferentes para as posições

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A convocação da Seleção Brasileira para os compromissos da Data Fifa de março, a última antes da lista final para a Copa do Mundo de 2026, ocorrerá nesta segunda-feira (16). Neste estágio do ciclo, já é possível observar alguns padrões nas listas de Carlo Ancelotti e cravar nomes como praticamente certos no Mundial, enquanto outras lacunas ainda permanecem em aberto. A seguir, o Lance! detalha a situação dos principais nomes que disputam vaga no setor.
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Chegou a vez de pensar no tão temido ataque. "Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol" e disputar uma Copa pelo Brasil? Essa oportunidade se aproxima para parte das principais estrelas do país, com três meses restantes até o torneio, e os amistosos contra a França (26 de março) e Croácia (31 de março) já darão um gostinho do clima de mata-mata.
Se alguém questiona que o Brasil não possui opções de ataque, é porque não acompanha o futebol de mais alto nível. Seja nas pontas, na posição de meia-atacante ou segundo atacante e até mesmo como centroavante, a função mais carente, o país conta com alternativas, e Carletto comprovou isso em sua gestão. Parte da frustração de torcedores surge da comparação com grandes nomes do passado, mas essa visão é injusta com a geração atual. O treinador mostrou que a safra é qualificada, composta por atletas com estilos distintos, capazes de se adaptar a diversas circunstâncias de jogo.
Nesse contexto, evidencia-se que Ancelotti utilizou jogadores de diferentes características desde 12 de maio de 2025, quando foi anunciado como treinador da Canarinho. No período, 14 jogadores diferentes foram convocados para atuar nas posições de ataque: Gabriel Martinelli, Richarlison, Matheus Cunha, Antony, Estêvão, João Pedro, Kaio Jorge, Luiz Henrique, Samuel Lino, Rodrygo, Igor Jesus, Raphinha, Vinicius Júnior e Vitor Roque.
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Quem já está na Copa? 🤝
Em condições normais de temporada e pressão, já é possível confirmar dois nomes que se tornaram unanimidades desde a última Copa, na era pré-Ancelotti e sob sua gestão, tanto em seus clubes quanto no futebol mundial, pela disputa de prêmios individuais: Vini Jr (25) e Raphinha (29), que, curiosamente, atuam majoritariamente na mesma posição, na ponta esquerda, em seus clubes, Real Madrid e Barcelona, respectivamente.
Em campo pelo Brasil, é difícil posicionar os atacantes brasileiros em lugares fixos no terço final, devido à necessidade de liberdade para se movimentarem e ao estilo de Ancelotti, que gosta de encaixar diferentes jogadores conforme o desafio defensivo proposto pelo adversário. No caso de Vini Jr, por hierarquia, ele inicia na ponta esquerda do onze titular, mas às vezes atua como um camisa 9 de ruptura, ao explorar sua velocidade por trás da linha defensiva adversária. Raphinha, por sua vez, é visto na Espanha como um ponta de ultrapassagem e mantém função semelhante na Seleção, embora seja mais reconhecido como meia-atacante versátil, que transita do lado esquerdo ao direito, seu lado de origem, com liberdade para acompanhar a bola onde ela estiver.
Se falamos dos prováveis atacantes pela esquerda e do camisa 10 titular do Brasil, é hora de falar de quem aparece pela direita: Estevão. Artilheiro da era Ancelotti, com cinco gols em sete jogos, ele pode ficar de fora da convocação de março devido a uma lesão, mas quebrou a barreira da pouca idade ao se consolidar como titular daquele lado em poucos meses, ainda aos 18 anos. Capaz de atuar também pelo meio, pode mudar o rumo de uma partida com poucos toques, o clássico ponta brasileiro que o mundo já conhece e que encanta todos os apaixonados por futebol.
Por último, entre as certezas, está talvez a que gera menos convicção, pelo menos para o público geral: Matheus Cunha (26). Talvez por não atuar no futebol brasileiro, por ser confundido com um camisa 9 tradicional, quando na verdade é um meia articulador, e por passar por diferentes clubes em pouco tempo, isso tenha causado dúvidas.
Mas o fato é que, pelo desempenho recente, ele merece esse espaço, ainda mais pela versatilidade, característica valorizada por Ancelotti em qualquer jogador que cumpra múltiplas funções. Esteve em todas as quatro convocações, jogou seis vezes, deu duas assistências e deve ser uma peça útil na Copa, provavelmente como reserva.
Antes que passe despercebido, Rodrygo, que estaria na Copa se estivesse saudável, já foi confirmado como ausência do Mundial. O Brasil perde um jogador que atuava em todas as posições de ataque e que se mostrava cada vez mais protagonista, sedento pelo hexa, especialmente após o pênalti perdido na última Copa. Trata-se de uma baixa considerável, mas que abre espaço para atletas que aguardam essa oportunidade desde que nasceram.
E agora começa o debate que mais aquece as mesas de bares ao redor do país. Do Oiapoque ao Chuí, todos acham que sabem mais do que a comissão técnica da Seleção para decidir os nomes finais da Copa. Certamente, essas escolhas não saem da boca do torcedor, do mais corneteiro ao mais sensato.
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Quem vai para a Copa? ✈️
Se falamos basicamente de três das quatro funções de ataque, falta aquela que você está esperando: a de centroavante, e por isso vamos começar por ela. Aqui surgem muitos nomes, e começamos com João Pedro (24), provavelmente o escolhido para a missão de camisa 9 no sonho do hexacampeonato.
Com início meteórico em um grande clube como o Chelsea e uma primeira temporada agora com amostra mais positiva, ele se credencia como favorito. Ainda mais por sua capacidade de atuar em diferentes pedidos: um nove mais de área, que faz pivô, ele faz; um nome de ultrapassagem, também; um falso 9 que recua para armar e abrir espaço, igualmente; e, às vezes, atua atrás de um atacante no clube. Por isso, mesmo sem nunca ter marcado um gol pela Amarelinha, ele sai à frente dos concorrentes.
Ficam ainda os nomes específicos menos cotados. Kaio Jorge (24 anos) e Vitor Roque (21), participativos no terço final, finalizadores eficientes, de velocidade, mas que não tiveram tantos minutos sob o comando do técnico italiano. Igor Jesus, um nove alto, ágil, bom no jogo aéreo e que faz pivô, enfrenta a mesma situação. Apesar dos bons números por clubes, ambos parecem se fundir na primeira opção, que é JP, e talvez esbarrem no leque ofensivo oferecido por Cunha e Vinícius.
Ainda temos um caso à parte, que é Richarlison. O atleta de 28 anos, camisa 9 do Brasil na Copa de 2022, já viveu seus melhores dias com a Seleção, e desde então não manteve o mesmo nível. Ainda com a situação coletiva complicada no Tottenham, Ancelotti convocou o Pombo em todas as oportunidades, por ser um nome de confiança do próprio, especialmente após tê-lo treinado no Everton. Além de poder atuar nas três posições de ataque — talvez seja o único da lista disponível a preencher esse ponto. Uma incógnita para o público, mas possivelmente uma escolha certeira do comandante.
O restante da disputa ocorre nas pontas: os destros Gabriel Martinelli (24) e Samuel Lino (26) pela esquerda, e os canhotos Luiz Henrique (25) e Antony (26) pela direita. Considerando que há 26 convocáveis para esta chamada e para o Mundial, o esperado seria ter dois jogadores por posição e uma vaga extra por setor, que pode eventualmente ser usada aqui, por se tratarem de atletas que se desgastam ao longo dos 90 minutos.
Martinelli, favorecido pelo contexto positivo do Arsenal, é o nome mais indicado para assumir a reposição imediata de Vini Jr. Além disso, teve boas atuações quando testado por Ancelotti. Lino, que voltou a ter lapsos no Flamengo em 2026, ficou esquecido.
E, falando em esquecimento, há Luiz, Rei da América em 2024, que, quando convocado para a Amarelinha, voltou a apresentar aquele futebol que impressiona a todos com dribles desconcertantes, mas acabou se isolando no mercado alternativo da Rússia, sem grandes holofotes. Antony, que parece ter encontrado seu lugar no Betis, faz boa temporada e disputa a vaga de reserva de Estevão, mas ainda fica atrás de LH.
Surpresas? ⏳
Entre os nomes ainda não chamados, a esperança é a última que morre. Claro que Ancelotti não tem o perfil de promover muitas surpresas às vésperas do Mundial, mas no setor que decide jogos pode haver uma brecha, principalmente quando se trata de atletas jovens que devem integrar os próximos ciclos de Copa pela Seleção.
Vamos tirar o elefante da sala: Endrick (19) vai para a Copa? Se for pelo início meteórico no Lyon, sim; se for pelas últimas atuações, talvez não. Pelo potencial que pode atingir e pela estrela que demonstra em momentos-chave, ele deve ser convocado. O jogador já trabalhou com Ancelotti nos tempos de Real, conhece suas principais características e agora se mostra uma opção válida também pelo lado direito, como tem sido observado na França. Para muitos, é figura carimbada ao lado de João Pedro como centroavante, mas ainda não recebeu nenhuma chance no ciclo, devido ao tempo no banco no Madrid. Março será a última oportunidade, mas e você, o levaria?
Outro nome popular entre os torcedores é Rayan (19), que também teve um início impressionante no Bournemouth, nos holofotes do futebol inglês. Cria na Colina e compartilhando o mesmo estrelismo de Endrick, eficiente tanto na ponta direita quanto como referência, não recebeu chance enquanto atuava no Brasil e agora entra sob avaliação de suas credenciais europeias nesta convocação. Como chegou mais tarde ao cenário mais competitivo, ainda resta saber se teve tempo suficiente para convencer Ancelotti a torná-lo uma peça importante na rotação do elenco.
Por último, volta um nome mais focado em cumprir uma lacuna específica na equipe: a temida vaga de centroavante de área, que muitos dizem estar em baixa na formação de atacantes brasileiros. Quem se destacou nesta temporada e teve sorte por se tratar de um ciclo de Copa é Igor Thiago (24), artilheiro da Premier League pelo ascendente Brentford, conhecido por potencializar atacantes. Com muitos gols marcados como último toque da jogada, é um jogador de área e também de ataque ao espaço; assim, demonstra que o Brasil nunca vai deixar de produzir atletas desse estilo. Compete com Igor Jesus, por características semelhantes, por uma vaga de reserva ou por uma posição extra de camisa 9.
Todos os nomes citados foram incluídos na pré-lista da comissão técnica da Seleção, entregue aos clubes dos atletas antes da convocação. Claro que, dos cerca de 50 nomes, apenas 26 serão chamados nesta rodada, e o restante seguirá para a Copa.
Em síntese, é possível cravar por posição: meia-atacante, Raphinha e Matheus Cunha; ponta-direita, Estevão e, provavelmente, Luiz Henrique, com possibilidade de uma surpresa como Rayan; ponta-esquerda, Vini Jr e Martinelli; e centroavante, João Pedro, com uma segunda vaga e até uma terceira totalmente aberta entre diferentes perfis, com Endrick como nome em alta. Abaixo, veja a lista de atacantes utilizados durante a gestão de Ancelotti na Seleção:
| Jogador | Clube | Convocações | Cortes | Jogos | Gols | Assistências |
|---|---|---|---|---|---|---|
Gabriel Martinelli | Arsenal (ENG) | 3 | 0 | 4 | 1 | 0 |
Richarlison | Tottenham (ENG) | 4 | 0 | 6 | 0 | 0 |
Matheus Cunha | Manchester United (ENG) | 4 | 1 | 6 | 0 | 2 |
Antony | Real Betis (ESP) | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 |
Estêvão | Chelsea (ENG) | 4 | 0 | 7 | 5 | 0 |
João Pedro | Chelsea (ENG) | 2 | 0 | 3 | 0 | 0 |
Kaio Jorge | Cruzeiro (BRA) | 1 | 1 | 1 | 0 | 0 |
Luiz Henrique | Zenit (RUS) | 3 | 0 | 5 | 0 | 1 |
Samuel Lino | Flamengo (BRA) | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 |
Rodrygo | Real Madrid (ESP) | 2 | 0 | 4 | 2 | 1 |
Igor Jesus | Nottingham Forest (ENG) | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 |
Raphinha | Barcelona (ESP) | 2 | 0 | 3 | 0 | 0 |
Vinícius Júnior | Real Madrid (ESP) | 3 | 0 | 6 | 2 | 1 |
Vitor Roque | Palmeiras (BRA) | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 |

Bônus: efeito Neymar 🧙
Neymar não pode ser deixado de lado nas conversas sobre Seleção. Goste ou não do jogador, é difícil ignorar o atleta mais diferenciado tecnicamente da última geração, uma inspiração para os brasileiros e demais jogadores de futebol, mesmo em um momento fisicamente delicado que não é recente. Com o aumento de vagas, de 23 para 26 nomes, cabe a Ancelotti avaliar a possibilidade de ter o astro como opção no banco de reservas para jogos eventuais.
Existem cenários em que Neymar agregaria à seleção. O Brasil terá que enfrentar contextos variados, seja contra seleções tecnicamente inferiores com defesas fechadas, seja contra potências europeias que pressionam os 90 minutos individualmente. Às vezes, será necessário um jogador criativo no terço final capaz de mudar o rumo do jogo, como na tabela nos instantes finais da partida contra a Croácia em 2022.
Não precisa ser a mesma movimentação intensa, mas um passe diferenciado, um drible que desmarque dois adversários de uma vez, ou um lance inesperado. Nem que seja apenas o centro de atenção da marcação, que naturalmente se focaria nele quando tivesse a bola, o que liberaria por segundos um companheiro de ataque da Seleção para invadir a área em velocidade ou receber livre ao lado.
Não se sabe se será chamado agora; se não for, também estará tudo bem. É positivo que o Brasil não dependa exclusivamente de Neymar e, nesse caso, acrescentaria apenas mais um talento de ponta a um elenco já estrelado. Um país pentacampeão é capaz de se renovar com novos jogadores, e ainda bem que é assim.
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