Estudo revela que 10% dos brasileiros não irão torcer para Seleção; entenda
Pesquisa revela que a conexão do torcedor com a Seleção está estremecida

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O futebol ainda move o país, mas já não o une como em outros tempos. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM) da ESPM-SP revela que o monopólio da Seleção Brasileira no coração dos torcedores está sofrendo rachaduras. Embora a fidelidade ainda seja majoritária, 10% dos entrevistados afirmam que não torcerão exclusivamente pelo Brasil na Copa do Mundo 2026.
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O dado acende um alerta para a CBF: o desinteresse está diretamente ligado à performance. Entre os torcedores que avaliam o time com nota 4 ou menos, o índice de fidelidade despenca para 57,4%. Caso o Brasil seja eliminado, o "plano B" dos brasileiros já tem destino: 3% migrariam para seleções europeias e 2,5% cruzariam a fronteira da rivalidade para torcer pela Argentina.
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Crise de identidade e o fator Neymar
O estudo, que ouviu 400 torcedores de todas as regiões do país, mostra que a desconfiança nasce de uma desconexão geracional. Para 67% dos brasileiros, a Seleção já foi muito mais importante no passado. O sentimento de "saudade" é unânime entre os torcedores acima de 70 anos (100%), que viram os tempos dourados de esquadrões que transbordavam carisma e títulos.
Essa carência de referências fica nítida quando o assunto é convocação. Neymar segue como a figura mais polarizadora do país: 56% o consideram indispensável, mas 30,5% — cerca de um terço da torcida — simplesmente não o convocariam. Enquanto os mais jovens (18 a 34 anos) ainda veem nele o grande ídolo, os veteranos elevam o nível de exigência, comparando o atual camisa 10 a lendas como Zico e Ronaldo.
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Esperança renovada nos calouros
Se os veteranos enfrentam resistência, o vigor de Ancelotti e da torcida reside na nova safra. Nomes como Endrick, Estêvão e Luiz Henrique surgem como os únicos pontos de consenso. "
— São jovens ainda sem passado para cobrar. O Brasil os ama porque ainda não tem motivo para não amar — explica Eduardo Mesquita, pesquisador do CEAM.
O contraste é severo com os veteranos do ciclo atual: o lateral Danilo e o meia Lucas Paquetá registram índices de rejeição que superam suas aprovações, mostrando que o torcedor já não tem paciência para quem tem o retrospecto de eliminações passadas.
Mesmo com ressentimento e uma nota média de apenas 6,67 atribuída ao time atual, o brasileiro continua a sonhar. Quase metade (47%) ainda acredita que o Hexa vem em 2026. O amor pela Canarinha sobrevive, mas agora é acompanhado de uma exigência por liderança dentro das quatro linhas.
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