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Análise – Convocação mostra qual será principal desafio de Ancelotti na Seleção

Treinador tem preocupação maior com um setor: o meio-campo

PorMarcio DolzanRio de Janeiro (RJ)
09/09/2026 17:35
Atualizado há 2 minutos
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante convocação
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante a convocação desta quarta-feira (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Na primeira convocação da Seleção após a Copa do Mundo, a renovação veio. Ponderada e em números seguros. Nove jogadores que estiveram no Mundial foram mantidos — dez, se considerarmos o lateral-direito Wesley, cortado às vésperas da primeira partida — e há estreantes no gol, na defesa e no meio-campo. Mas o técnico Carlo Ancelotti já deixou o aviso: os novatos foram escolhidos pelo potencial, o que significa dizer que boa parte dos que foram à Copa e não apareceram na lista desta quarta-feira (9) pode voltar a qualquer momento.

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A lista deixa claro que Ancelotti tem uma espinha dorsal na qual confia. A dupla de zaga titular da Copa do Mundo, com Marquinhos e Gabriel Magalhães, segue intacta. Douglas Santos foi recompensado pelo trabalho bem feito no lado esquerdo. Bruno Guimarães, o que mais jogou na Seleção Brasileira sob o comando do técnico italiano, pode ficar tranquilo que manterá a estatística. No ataque, Vini jr, Raphinha e Endrick se mantêm em evidência, de novo com a companhia de Estêvão, que só não foi ao Mundial por estar lesionado.

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Mas a convocação para os amistosos com Austrália e Índia serviu também para mostrar qual será a maior missão de Ancelotti neste novo ciclo: formar um meio-campo, e aí não importa se com dois ou três jogadores.

Na entrevista que se seguiu ao anúncio da convocação, o técnico da Seleção deixou claro, inclusive de forma verbal: está bem servido na defesa e no ataque, mas ainda precisa buscar o meio-campo ideal.

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Trata-se, em essência, de um problema que aflige o Brasil há vários ciclos. O técnico Tite buscou por dois anos o que ele chamou de "ritmista para a Seleção que foi à Copa da Rússia em 2018, mas não encontrou. Seguiu sem ter esse jogador mais cerebral para o Mundial do Catar, quatro anos depois.

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante convocação
Ancelotti agora vai em busca de formar um novo meio-campo para o Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Ancelotti construiu a Seleção no primeiro ano com dois volantes que sempre foram seus titulares, Casemiro e Bruno Guimarães, mas não conseguiu definir um ou mesmo dois nomes fixos para jogar logo à frente deles. Agora, só tem Bruno.

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Claro que há muito tempo pela frente, muitas opções para testar desde já e outras que possivelmente ele só irá descobrir daqui a três anos. Afinal, quem garante que um volante ou um meia da Sub-15 de hoje não será o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2030? Ninguém sabe.

O que se sabe é que, nesta renovação, Ancelotti já tem bem definido o que mais irá precisar garimpar.

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