São Paulo x Boca: na Bombonera, o estádio também joga
Boca e São Paulo se enfrentam nesta terça-feira

O São Paulo terá um desafio que vai muito além do Boca Juniors nesta terça-feira (8), pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. No primeiro jogo do confronto, o Tricolor entra em campo na Bombonera, estádio que carrega uma identidade própria e que, ao longo das décadas, se transformou em um verdadeiro personagem. Além dos jogadores e de todo peso que um adversário como o Boca surge, o estádio surge também como funcionário.
Mas antes de tudo, é interessante entender o porquê se chamar "Bombonera". O formato peculiar, que rendeu ao estádio o apelido de "caixa de bombom", é uma das marcas. Estádio do Boca Juniors e que viu grandes ídolos do futebol em campo, como Maradona, ganhou esse desenho por conta das limitações do terreno e da impossibilidade de o clube adquirir uma área ao lado do estádio, fazendo com que uma das laterais tivesse características diferentes das demais arquibancadas.
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O resultado é um estádio vertical, compacto e com os torcedores muito próximos do campo. Diferentemente de grandes arenas construídas para receber milhares de pessoas com maior distância entre arquibancada e gramado, a Bombonera cria a sensação de que a torcida está praticamente dentro da partida. E justamente pela proximidade da torcida com o campo que a pressão surge e cresce.
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A torcida do Boca em campo
A torcida do Boca costuma transformar o ambiente desde antes do apito inicial, e a acústica e a disposição das arquibancadas potencializam o barulho. Existe ainda a famosa sensação de que a Bombonera "treme" quando os torcedores pulam juntos, uma imagem que se tornou parte da mística do estádio. E projeta tudo isso na decisão do São Paulo. Em comparação entre Bombonera e Morumbis, a sensação é parecida. Estádio que treme, torcida que empurra.
A combinação entre a arquitetura, a acústica e a maneira como os torcedores ocupam as arquibancadas cria uma sensação diferente para quem está no campo. Para o São Paulo, controlar o jogo também significará lidar com um ambiente preparado que vai pressionar e ter a arquibancada como 12º jogador do elenco argentino.
É justamente essa mistura entre arquitetura, torcida e história que faz a Bombonera ser diferente de um simples palco para o confronto. O Tricolor chega ao duelo depois de avançar às quartas de final da Sul-Americana e terá pela frente um dos confrontos mais pesados da temporada. A primeira partida será em Buenos Aires, diante de um estádio que conhece bem o papel de pressionar visitantes e empurrar o Boca nos momentos decisivos. Neste duelo, o estádio também joga.
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