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Suposto áudio vazado de presidente do São Paulo revela novo prazo para pagamento

Tricolor não cumpriu prazos para pagamento dos direitos de imagem

São Paulo (SP)
02/09/2026 12:52
Atualizado há 2 minutos
Presidente aguarda confirmação do Conselho Deliberativo sobre proposta de nova gestora de ingressos (Foto: Peter Leone/Ofotográfico/Folhapress)
Presidente aguarda resposta do conselho sobre proposta da Ticketmaster (Foto: Peter Leone/Ofotográfico/Folhapress)

A situação financeira do São Paulo ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (1). De acordo com o Estadão, houve um suposto novo vazamento de um áudio de Harry Massis, presidente do clube, em que ele reforçou a necessidade de aprovação do contrato com a Ticketmaster.

A equipe do Lance! entrou em contato com a assessoria do São Paulo e, até o momento, não houve confirmação de qualquer conteúdo vazado, como foi previamente noticiado pelo Estadão.

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Relação Ticketmaster, Massis e São Paulo

A aprovação é vista como fundamental pelo presidente do São Paulo, para que consiga colocar as contas em dia. O contrato prevê a antecipação de R$ 140 milhões ao clube, valor que seria utilizado para quitar dívidas com jogadores e outras pendências relacionadas ao fluxo de caixa.

No suposto áudio vazado, Harry Massis teria confirmado a necessidade da conclusão de contrato com a nova gestora de ingressos:

- Eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do CD (Conselho Deliberativo) colocar na pauta para ser votado. Porque, se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada, tá? Entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e cai sobre a minha pessoa.

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Suposto áudio vazado de Massis revela necessidade de acordo entre São Paulo e Ticketmaster (Foto: RENATO PADALKA/EKOBANPRESS/FOLHAPRESS).
Suposto áudio vazado de Massis revela necessidade de acordo entre São Paulo e Ticketmaster (Foto: RENATO PADALKA/EKOBANPRESS/FOLHAPRESS).

Novo prazo de pagamento dos direitos de imagem

O São Paulo já havia prometido aos jogadores que colocaria os direitos de imagem atrasados em dia até o início de agosto, mas não conseguiu cumprir o prazo. Agora, a diretoria trabalha com a meta de quitar os valores até o fim de setembro. No início de julho, dirigentes do futebol, entre eles Sergio Pimenta, diretor financeiro, se reuniram com o elenco e estabeleceram o primeiro prazo. Os atletas demonstraram compreensão diante da situação financeira do clube.

O planejamento, porém, dependia justamente da aprovação do contrato com a Ticketmaster. Como o acordo ainda não foi votado pelo Conselho Deliberativo, o São Paulo permaneceu com pendências até então.

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No início do ano, Massis também fez um acordo para quitar dívidas antigas deixadas pela gestão de Julio Casares, com pagamento parcelado ao longo de 2026. Em julho, o ex-jogador e diretor esportivo Rafinha confirmou que o clube vinha cumprindo esse compromisso, mas admitiu a existência de atrasos nos direitos de imagem.

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Conselho Deliberativo cria comissão de votos no São Paulo

Diante da importância e da urgência do assunto, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, determinou a criação de uma comissão para analisar o contrato com a Ticketmaster. O grupo será formado pelos conselheiros Daurio Speranzini, Flavio Marques, Daniel Fonseca e Marcel Bonilha.

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O contrato foi recebido pela Secretaria dos Conselhos em 27 de agosto. No dia seguinte, a NewC, empresa que também participou do processo de escolha, apresentou uma manifestação com questionamentos sobre as regras da concorrência, o acesso às informações e a condução das negociações.

Entre as alegações apresentadas pela empresa estão o recebimento de versões diferentes do instrumento de concorrência, a falta de resposta a uma proposta atualizada e uma exigência comercial que, segundo a NewC, estaria condicionada a regras estabelecidas pela controladora de uma empresa concorrente.

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Esses pontos serão analisados pela comissão, que também deverá avaliar os documentos apresentados e ouvir os envolvidos para esclarecer as questões levantadas. A criação do grupo, neste momento, não representa uma conclusão sobre eventuais irregularidades no processo ou sobre a aprovação do contrato.

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