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MP das bets pode tirar uniforme, placas e nome do CT do São Paulo

Clube e casa de apostas esperam possível liminar de Fux

PorIzabella Giannola•São Paulo (SP)
05/10/2026 15:52
•Atualizado há 23 minutos
Camisa do São Paulo com patrocínio
Tricolor pode perder patrocínio e naming rights do CT (Foto: Divulgação/ São Paulo FC)

O São Paulo está de olho no prazo da Medida Provisória 1.394/2026, a chamada "MP das Bets", para definir os próximos passos em relação ao patrocínio da Superbet. A casa de apostas é a patrocinadora máster do clube e estampa os uniformes das equipes masculina e feminina, além de dar nome ao centro de treinamento, atualmente chamado de SuperCT, que também conta com placas da marca em suas dependências. O Lance! apurou qual é o posicionamento do clube e da empresa até o momento.

Por enquanto, a marca segue presente nos uniformes, nas publicações das redes sociais e na placa instalada na entrada do centro de treinamento. Nos sites oficiais de venda do clube, produtos seguem sendo comercializados, inclusive em meio a promoções que não têm necessariamente relação com a situação. No site oficial do São Paulo, porém, a Superbet já não aparece na parte inferior da página.

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Site do São Paulo
Superbet não aparece no site oficial do clube (Foto: Reprodução)

Ainda existe a possibilidade de manutenção do patrocínio. Isso porque é aguardada uma eventual liminar do ministro Luiz Fux, relator das ações no STF, que poderia preservar os contratos até o fim do processo.

Segundo ouviu o Lance!, a situação era acompanhada nesta segunda-feira, 5 de outubro, diante da possibilidade de uma liminar ou de outra decisão do STF. A expectativa por uma medida judicial era analisada ao longo do dia, mas o prazo previsto pela MP se encerra às 23h59 desta segunda-feira. Caso não haja uma decisão até o fim do prazo, a avaliação é de que, conforme está previsto na medida, a partir de amanhã não haverá mais qualquer menção à Superbet, incluindo veiculações e propagandas.

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Calleri com a camisa do São Paulo
Jogadores treinaram com patrocínio estampado (Foto: Erico Leonan / São Paulo FC)

O caso do SuperCT

Para além da estampa nos uniformes e do contrato de patrocínio, existe outro ponto envolvendo o São Paulo: o naming rights do centro de treinamento da Barra Funda. O local passou a ser chamado de SuperCT após o acordo com a casa de apostas.

Além do nome, a marca também está presente na entrada do centro de treinamento e em diferentes pontos da parte interna, com placas e outras personalizações.

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O Lance! apurou que, com o avanço da medida, a publicidade da Superbet nas propriedades do São Paulo também deve ser retirada, incluindo placas, sinalização e materiais de comunicação no local. O mesmo vale para o naming rights do centro de treinamento, que deixaria de fazer referência à marca e voltaria a ser chamado de CT da Barra Funda.

Como funcionaria uma possível rescisão com a Superbet?

Existe uma cláusula entre as partes envolvidas que contempla a hipótese de a publicidade de apostas ser barrada por decisão regulatória ou judicial. Nesses casos, há dois caminhos previstos.

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Um deles seria uma "pausa" temporária da parceria, por até 90 dias. Na prática, funciona como uma pausa: as obrigações ficam congeladas enquanto a situação não se resolve, sem que nenhuma das partes rompa o vínculo. Isso considerando que a decisão pode mudar dependendo de uma manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso acontece caso o Supremo Tribunal Federal (STF) derrube a medida ou se o Congresso rejeitar o texto. Neste cenário, a parceria retornaria.

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O segundo cenário é mais delicado. Caso seja confirmado o impedimento de forma definitiva, a parceria pode ser encerrada sem indenização, ou seja, sem multa rescisória para a parte que optar pela saída. Esse tipo de previsão é comum em contratos que podem ser afetados por mudanças na legislação e evita a cobrança por uma exposição que, por lei, não pode mais ser realizada.

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O que acontece a partir de terça

Pela MP, publicada em 25 de setembro, os contratos de publicidade e patrocínio já existentes podiam permanecer expostos até esta segunda-feira. A partir de terça-feira (6), sites e aplicativos das casas de apostas devem ser bloqueados, e as autorizações de funcionamento têm prazo de 30 dias para serem extintas.

Para o São Paulo, que acumula atrasos no pagamento de direitos de imagem ao elenco e depende da antecipação da Ticketmaster para equilibrar o caixa, a perda representa mais pressão sobre um orçamento já apertado. Isso pode movimentar o departamento de marketing do clube a "cobrir" este patrocínio. O clube ainda não deve se manifestar de forma oficial, esperando o final do dia.

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