São Paulo anuncia venda para o Porto e afirma que Militão pediu para sair
Clube confirmou oficialmente a negociação do jogador de 20 anos por 4 milhões de euros, a menos de seis meses do fim de seu contrato, e conta com ele nas quatro próximas partidas

Na manhã desta quarta-feira, o São Paulo anunciou a negociação de Militão com o Porto. Em nota oficial publicada em seu site, o clube reforça que tentou renovar o contrato do jogador, que se encerra em 11 de janeiro, mas o próprio defensor pediu para sair e, por isso, foi vendido por 4 milhões de euros (quase R$ 18 milhões), acertando, porém, que ficará no clube por mais quatro jogos.
- A diretoria aceitou uma última proposta pela transferência do atleta, que foi referendada unanimemente em reunião extraordinária do Conselho de Administração. Nas bases apresentadas, o São Paulo receberá 4 milhões de euros pelo negócio, além de assegurar o direito de 10% da receita de uma futura venda - comunicou o Tricolor.
- Nos últimos meses, o São Paulo dedicou todo o esforço possível, em diversas tentativas e propostas, em renovar o contrato de Militão, que se encerra em 11 de janeiro de 2019. Entretanto, o atleta definiu por seguir a carreira no futebol europeu e manifestou expresso desejo em não renovar seu contrato. Dessa forma, o São Paulo abriu negociação para que fosse indenizado, pela quebra contratual antecipada, e chegou a um acordo financeiro com o Porto.
O São Paulo recusou uma proposta pelo mesmo valor (4 milhões de euros) nessa segunda-feira e avisou ao Porto que só aceitaria conversar por valores próximos dos 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 27 milhões). Mas acabou cedendo ao garantir a participação de 10% no lucro de uma futura venda de Militão e a sua permanência nas duas próximas semanas.
O camisa 13 deve ser titular contra o Grêmio, nesta quinta-feira, em Porto Alegre, e ainda jogará diante de Cruzeiro, no domingo, em Belo Horizonte, Cólon (da Argentina, pela Copa Sul-Americana), no dia 2, em São Paulo, e se despedirá diante do Vasco, no dia 5, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.
A insistência para segurar Militão por esse período tem uma explicação: Bruno Peres. O lateral-direito, emprestado pela Roma, da Itália, aprimora a forma física e será utilizado como substituto de Militão. A expectativa da comissão técnica é de que ele esteja pronto para estrear como titular exatamente daqui duas semanas. Assim, diminui o prejuízo técnico pela saída de Militão.
Já o Porto gasta o que pretendia por um jogador que tem contrato até 11 de janeiro. Militão poderia já assinar pré-contrato e sair de graça, mas, segundo envolvidos na negociação, não queria deixar o clube que o formou sem lucro. Os portugueses abriram mão de contar com o defensor imediatamente, como pedia a sua comissão técnica, insatisfeita com as opções que tem no setor, mas Militão assinará contrato válido por cinco temporadas.
Confira abaixo a íntegra da nota oficial do São Paulo sobre o caso:
"O São Paulo chegou a um acordo com o Porto, de Portugal, para a transferência do defensor Éder Militão. Nesta quarta-feira (25), depois de semanas de negociação, a diretoria aceitou uma última proposta pela transferência do atleta, que foi referendada unanimemente em reunião extraordinária do Conselho de Administração. Nas bases apresentadas, o São Paulo receberá 4 milhões de euros pelo negócio, além de assegurar o direito de 10% da receita de uma futura venda.
Nos últimos meses, o São Paulo dedicou todo o esforço possível, em diversas tentativas e propostas, em renovar o contrato de Militão, que se encerra em 11 de janeiro de 2019. Entretanto, o atleta definiu por seguir a carreira no futebol europeu e manifestou expresso desejo em não renovar seu contrato. Dessa forma, o São Paulo abriu negociação para que fosse indenizado, pela quebra contratual antecipada, e chegou a um acordo financeiro com o Porto.
Caso a negociação prospere e se confirme, Militão só deixará o São Paulo após o dia 5 de agosto, prazo exigido pela diretoria tricolor e que faz com que o jogador esteja disponível para atuar nas próximas quatro partidas, contra Grêmio (26/7), Cruzeiro (29/7), Colón (2/8) e Vasco (5/8).
Natural de Sertãozinho, cidade do interior paulista, Militão chegou ao São Paulo em 2012, aos 14 anos de idade, e conquistou diversos títulos nas categorias de base do Tricolor: foi campeão da Copa do Brasil Sub-20 de 2016, do Paulista Sub-20 de 2016, do Paulista Sub-17 de 2015 e da Copa RS Sub-20 de 2015.
Pelo time profissional do São Paulo, até aqui, foram 65 jogos, com 28 vitórias, 17 empates e 20 derrotas. Ele anotou seis gols pela equipe e contabilizou duas assistências."

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