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Análise do Bolívar: pontos fortes, fracos e como o São Paulo pode atacar

Bolívar eliminou o Grêmio nos playoffs

PorIzabella GiannolaSão Paulo (SP)
11/08/2026 07:45
Jogadores do Bolívar e Grêmio em ação durante partida da Copa Sul-Americana
Jogadores do Bolívar e Grêmio em ação durante partida da Copa Sul-Americana (Foto: SILVIO AVILA / AFP)

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O São Paulo enfrenta o Bolívar nesta terça-feira (10), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O jogo será  Hernando Siles, em La Paz. O Lance! buscou conversar com jornalistas locais, analisar números e entender como chega a equipe boliviana para o confronto.

A reportagem conversou com Beto Toro, do "Futbolmania Bolivia", e com Juan Quiroga, setorista em Santa Cruz, na Bolívia também.

Pontos fortes, fracos e destaques do Bolívar

Bolívar precisou disputar os playoffs para avançar às oitavas. A equipe boliviana terminou a fase de grupos da Libertadores na terceira posição e, com isso, caiu para a Sul-Americana.

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Na repescagem, o time comandado por Alejandro Restrepo eliminou justamente o Grêmio. O Bolívar venceu por 3 a 2 em La Paz e repetiu o resultado fora de casa, com uma vitória por 1 a 0 em Porto Alegre. No agregado, avançou com 4 a 2.

No campeonato local do país, o Bolívar está na segunda colocação, com 27 pontos. Em números, levantados pelo Sofascore, o Bolívar soma 22 jogos na temporada, com 11 vitórias, cinco empates e seis derrotas, o que representa um aproveitamento de 57,6%. No período, a equipe marcou 42 gols, média de 1,9 por partida, e sofreu 25, cerca de 1,1 por jogo. Os números mostram um time com bom poder ofensivo, mas que também apresenta espaços defensivos ao longo da temporada.

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O Grêmio perdeu para o Bolívar por 1 a 0 e foi eliminado da Sul-Americana
O Grêmio perdeu para o Bolívar por 1 a 0 e foi eliminado da Sul-Americana (Foto: Rodrigo Ziebell/Brazil Photo Press/Folhapress)

Os principais pontos fortes do Bolívar estão concentrados do meio-campo para frente. A equipe tem capacidade para controlar a posse, ocupar os lados do campo e criar situações principalmente a partir das jogadas pelas pontas. Robson Matheus é uma das peças importantes na construção, com liberdade para participar da saída e se aproximar dos jogadores mais avançados.

Na frente, a chegada de Dairon Asprilla aumentou as opções ofensivas e trouxe mais força física, velocidade e capacidade de atacar os espaços. Martín Cauteruccio, por sua vez, segue como a principal referência dentro da área e vem recuperando o nível que o colocou entre os principais goleadores da equipe. Pelo lado esquerdo, Patricio "Pato" Rodríguez continua sendo um dos jogadores mais importantes para dar criatividade ao time, especialmente no um contra um e na criação de oportunidades.

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Ao mesmo tempo, o Bolívar perdeu uma peça importante no meio-campo com a ausência de Leonel Justiniano, que tem peso na organização e no equilíbrio da equipe. E é justamente na parte defensiva que aparece a maior preocupação.

Arreaga é considerado o homem mais forte do setor, mas ainda existe uma diferença importante entre a qualidade do ataque e a segurança apresentada pela defesa. Zabala, contratado recentemente para tentar solucionar parte desse problema, ainda não conseguiu se adaptar completamente ao sistema. Santiago Echeverría, que está há mais tempo no elenco, também teve pouca influência e não conseguiu se firmar como uma solução confiável.

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A estrutura defensiva, portanto, é o ponto que mais pode ser explorado pelo São Paulo. Com laterais que costumam avançar bastante e um time que coloca muitos jogadores à frente da linha da bola, o Bolívar pode deixar espaços nas transições. Quando perde a posse, nem sempre consegue recompor em bloco, e os zagueiros ficam mais expostos a jogadas de velocidade. Por isso, apesar de ser uma equipe perigosa com a bola e especialmente forte no Hernando Siles, o São Paulo pode encontrar caminhos justamente atacando os espaços deixados pelo adversário quando recuperar a posse.

Retrospecto do São Paulo contra o Bolívar

O São Paulo teve uma história com o Bolívar no passado. São Paulo reencontrará um adversário que já cruzou seu caminho em momentos marcantes da história tricolor na Libertadores. O confronto mais recente aconteceu em 2013, ainda na fase preliminar da competição continental.

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Na ida, no Morumbi, o São Paulo goleou os bolivianos por 5 a 0, com gols de Luis Fabiano, duas vezes, Jadson, Osvaldo e Rogério Ceni. Na volta, em La Paz, acabou derrotado por 4 a 3 na altitude, mas confirmou a classificação para a fase de grupos.

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O retrospecto entre Bolívar e São Paulo é equilibrado, mas com uma leve vantagem para o Tricolor. As equipes se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias do São Paulo, um empate e uma derrota. O time paulista tem 58,3% de aproveitamento no confronto, além de 11 gols marcados e cinco sofridos, mostrando também uma vantagem no saldo de gols.

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