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Santos vive dilema entre escolher priorizar Copas ou sair do Z4 do Brasileirão

Peixe vive momento decisivo na temporada, entre a busca por títulos e a luta contra o rebaixamento no Brasileirão

PorJuliana YamaokaSão Paulo (SP)
13/08/2026 06:00
Cuca durante jogo do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Cuca durante jogo do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

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O Santos vive um dilema que pode definir os rumos da temporada: priorizar a participação nas copas ou concentrar esforços na luta para escapar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. De um lado, está a possibilidade de conquistar um título de relevância após mais de dez anos. Do outro, a necessidade de evitar um novo rebaixamento em um curto intervalo de tempo.

Até aqui, o clube já acumulou R$ 11 milhões em premiações nos mata-matas. Na Copa do Brasil, eliminou Coritiba e Remo e garantiu vaga nas quartas de final. Na Copa Sul-Americana, terminou a fase de grupos na segunda colocação, em uma chave que contou com San Lorenzo-ARG, Recoleta-PAR e Deportivo Cuenca-EQU. Depois, superou a Universidad Central, da Venezuela, nos playoffs, e agora encara o Macará, do Equador, pelas oitavas de final. O primeiro confronto será nesta quinta-feira (13), às 19h (de Brasília), na Vila Belmiro.

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O cenário é bem diferente no Campeonato Brasileiro. A derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR, no último domingo (9), fez o Santos retornar à zona de rebaixamento. Com 22 pontos, o Peixe ocupa a 17ª colocação, justamente à frente do Vasco pelo saldo de gols. E o próximo compromisso pela competição será justamente contra o Cruz-Maltino, neste domingo (16), às 16h (de Brasília), em São Januário.

A campanha irregular no Brasileirão se arrasta desde o início da competição e culminou na saída de Juan Pablo Vojvoda após a sétima rodada, em 19 de março. Cuca assumiu no dia seguinte e, desde então, tenta encontrar soluções para um elenco que precisa dividir atenção entre três competições em um momento de pouca margem para erros.

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O próprio treinador já reconheceu que o grupo não tem condições de disputar três torneios simultaneamente no atual cenário. Além da limitação do elenco, o Santos segue impedido de registrar novos jogadores por causa do transfer ban, que já dura mais de um mês. Cuca chegou a cobrar publicamente o pagamento da dívida, que mantém a punição ativa e limita ainda mais as alternativas para a comissão técnica.

A saída encontrada até agora tem sido rodar o elenco e recorrer aos Meninos da Vila. A estratégia, porém, acontece em um momento delicado dentro e fora de campo. O clube atravessa dificuldades financeiras, enquanto o relacionamento entre jogadores e diretoria também não vive seu melhor momento. Na última segunda-feira (10), membros de uma torcida organizada estiveram no CT Rei Pelé para conversar com os atletas e ouvir reclamações relacionadas ao ambiente interno do clube, incluindo a circulação de pessoas no centro de treinamento e a falta de gestão.

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A relação com a torcida também entrou na discussão. Uma das queixas apresentadas foi a ausência do clima de "Alçapão" que historicamente marcou os jogos do Santos na Vila Belmiro. O preço dos ingressos é apontado como um dos motivos para a redução da presença dos torcedores nos arredores do estádio. Para o confronto contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, em 2 de setembro, uma mobilização já está sendo organizada para tentar recuperar esse ambiente. Segundo a página de divulgação da Organização 1912, cerca de 30% dos R$ 15 mil previstos para a ação já haviam sido arrecadados.

Tudo isso acontece justamente antes de uma sequência que pode aumentar ainda mais a pressão sobre o elenco. O Santos terá três clássicos em um curto intervalo: enfrentará o Palmeiras no dia 26 de agosto, no Allianz Parque, terá o Corinthians no último fim de semana do mês, em data ainda a ser definida, e novamente o Palmeiras, desta vez na Vila Belmiro, no jogo de volta da Copa do Brasil.

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A sequência ainda carrega outra variável importante: Neymar. O meia-atacante atuou em apenas uma partida como visitante desde o retorno das competições após a Copa do Mundo e já deixou claro que não gosta de atuar em gramados sintéticos, como o do estádio palmeirense. A presença do camisa 10, portanto, pode ser determinante, mas também expõe uma questão que o Santos precisa resolver: não pode depender exclusivamente de seu principal jogador para encontrar respostas em uma sequência na qual terá de pontuar longe de casa.

Esse é, inclusive, um dos principais problemas do time na temporada. O Santos venceu apenas quatro dos 20 jogos que disputou como visitante. Em casa, o desempenho é consideravelmente melhor: são dez vitórias, nove empates e apenas três derrotas em 22 partidas.

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É justamente essa diferença que coloca o clube diante de uma encruzilhada. As Copas oferecem a possibilidade de uma temporada histórica e já proporcionaram receitas importantes, mas o Campeonato Brasileiro exige uma resposta imediata. Avançar nos mata-matas pode alimentar a esperança por um título, mas uma campanha ruim nos pontos corridos pode transformar essa mesma temporada em uma luta dramática contra o rebaixamento.

Por isso, mais do que escolher entre as Copas e o Brasileirão, o Santos precisa encontrar uma maneira de competir nos dois cenários sem deixar que a maratona de jogos, o elenco limitado e o ambiente instável comprometam aquilo que está em jogo. As próximas semanas serão importantes não apenas para definir até onde o time pode chegar nos mata-matas, mas principalmente para mostrar se a equipe tem condições de sustentar uma temporada com três frentes abertas.

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Cuca em duelo do Santos contra o Coritiba pela Copa do Brasil. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Cuca em duelo do Santos contra o Coritiba pela Copa do Brasil. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

Retrospecto do Santos contra times do Equador

O Santos entra em campo na noite desta quinta-feira (13), às 19h (de Brasília), em um duelo inédito contra o Macará, do Equador, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O retrospecto diante de equipes equatorianas é favorável ao Peixe: em 29 partidas, são 15 vitórias, quatro empates e dez derrotas, com 56 gols marcados e 38 sofridos.

Pela Copa Sul-Americana, foram seis confrontos contra times do país, com três vitórias e três derrotas. O último encontro aconteceu justamente nesta edição da competição, na sexta rodada da fase de grupos, quando o Santos venceu o Deportivo Cuenca por 3 a 0, em 26 de maio, na Vila Belmiro. Gabriel Barbosa, Miguelito e Gabriel Bontempo marcaram os gols da partida.

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No retrospecto geral, Pelé, Pepe, Coutinho e Robinho são os maiores goleadores do Santos em confrontos contra equipes equatorianas, com cinco gols cada.

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