Dez anos depois, santistas recordam 7 a 1 e possível boicote a Nelsinho
Em campo na goleada sofrida para o Corinthians no Brasileirão de 2005, atacante Basílio e goleiro Saulo recordam vestiário arrasado e falam de possível boicote ao técnico santista

Depois de exatos dez anos da humilhante goleada por 7 a 1 do Corinthians sobre o Santos no Brasileirão de 2005, os ex-santistas Saulo e Basílio, que entraram no gramado do Pacaembu na tarde de 6/11/2005 recordaram os bastidores do vexame e comentaram um suposto boicote ao então técnico Nelsinho Baptista.
Contratado após a demissão de Alexandre Gallo, que vinha bem com o Peixe no Brasileirão daquele ano, Nelsinho chegou barrando jogadores e querendo colocar o ídolo Giovanni, o Messias, no banco de reservas. Basílio, que disse não se recordar direito quanto a um boicote, detonou a postura do antigo técnico.
- Nossa equipe também era boa, mas o Nelsinho chegou e já queria tirar o Giovanni, o (Cláudio) Pitbull. Começou a mexer nesses atletas não sei por quê. A troca dele pelo Gallo foi precipitada para quem vinha bem no campeonato. Não me recordo muito bem de articulação dos jogadores pra tirar o Nelsinho, mas ele queria mexer demais, isso é um fato - disse o ex-atacante, ao LANCE!.
Basílio, projetado ao futebol pelo Palmeiras e campeão brasileiro pelo Peixe em 2004, ainda afirmou que o 7 a 1 foi o maior vexame de toda sua carreira e revelou sua atitude no vestiário pós-derrota.
"Foi a maior derrota que já sofri. Chorei muito" Basílio, atacante santista
- Foi a maior derrota que eu já sofri, doeu muito na alma. Ainda mais para quem de pequeno torcia para a equipe e depois passar por situação dessa... Sentimento ruim. Foi uma questão de não aguentar a decepção, a humilhação. Chorei muito, não segurei as lágrimas - recordou.
Saulo, goleiro manchado por ter sofrido sete gols na mesma partida, era o mais novo jogador em campo na fatídica tarde. Segundo ele, uma tentativa de derrubar Nelsinho Baptista jamais passou por suas mãos.
- Eu acredito que não. É muito difícil falar disso, eu era o mais jovem naquele dia, mal conversava com os outros jogadores, tinha nem assunto com eles. Então na minha ótica não tenho dúvida de que todo mundo entrou em campo para fazer o máximo. Acho que não houve má fé, todo mundo tem nome para honrar - disse o arqueiro, hoje defendendo o São Caetano.
Ainda segundo o camisa 1, com 20 anos à época, alguns gols sofridos poderiam ter sido evitados através de sua experiência em campo. Apesar da dor momentânea, porém, ele garante que a goleada não influenciou em sua ascensão como jogador profissional.
- Muitas pessoas questionam se atrapalhou minha carreira e digo que não. Claro que fica mancha, marca, mas dei sequência da mesma forma. Graças a Deus era o mais novo em campo e pude dar sequência à carreira. Acredito que sim (poderia ter evitado), mas por experiência dentro de campo. Talvez um lance ou outro saberia administrar melhor. Talvez não tivesse sofrido um ou outro - reconheceu.

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