Desfalque contra o Athletico-PR, Neymar faz aproveitamento do Santos subir em 2026
Atacante está suspenso para o duelo deste domingo

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O Santos recebe o Athletico-PR neste domingo (9) precisando vencer. Para isso, o Alvinegro quer aproveitar o ótimo momento. Classificado às quartas de final da Copa do Brasil e às oitavas da Copa Sul-Americana, acumula cinco partidas sem derrota, com três vitórias e dois empates, mas continua pressionado no Brasileirão. A equipe soma 22 pontos em 20 rodadas e ocupa a 16ª colocação.
É nesse cenário que a ausência de Neymar ganha uma dimensão maior. Suspenso, o principal jogador santista não estará em campo, justamente em uma partida em que o clube precisa vencer para se afastar da parte mais perigosa da classificação.
Os dados de 2026 mostram que o impacto do atacante vai muito além dos gols que aparecem diretamente em sua estatística individual.
Há uma diferença que aparece antes mesmo de a bola rolar. Quando Neymar está em campo, o Santos entra nos jogos carregando uma margem de segurança que desaparece quando o camisa 10 fica fora. Os números não explicam tudo o que acontece durante os 90 minutos, mas ajudam a dimensionar o tamanho dessa diferença: com o atacante, o time santista tem mais posse, aproveita melhor as chances criadas, precisa de menos finalizações para marcar e, principalmente, perde muito menos jogos.
A diferença começa no aproveitamento
Com Neymar em campo, o Santos disputou 19 partidas na temporada e conquistou oito vitórias, sete empates e quatro derrotas, alcançando 54% de aproveitamento. Sem o atacante, foram 22 jogos, com cinco vitórias, nove empates e oito derrotas, em um rendimento de apenas 36%.
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A distância de 18 pontos percentuais é expressiva. Em termos práticos, significa que o Santos venceu proporcionalmente muito mais quando contou com Neymar, enquanto o número de derrotas praticamente dobrou na comparação entre os dois recortes.

A produção ofensiva, curiosamente, não sofre uma queda tão grande em volume. O Santos marcou 30 gols nos 19 jogos com Neymar, média de 1,6 por partida, contra 31 gols em 22 partidas sem ele, média de 1,4. A diferença está principalmente na eficiência e na capacidade de controlar os jogos.
Neymar marcou oito dos 30 gols feitos pelo time nas partidas em que esteve em campo, participação direta em 27% da produção ofensiva. É uma fatia relevante, mas insuficiente para explicar sozinha a diferença de desempenho.
O Santos cria 2,4 grandes chances por partida com o atacante e converte 42% delas. Sem Neymar, são 2,0 grandes chances por jogo, com aproveitamento de 40%. A equipe também precisa de 8,6 finalizações para marcar quando ele está em campo. Sem o camisa 10, esse número sobe para 9,4.
O dado que mais chama atenção, porém, aparece na outra extremidade do campo. Com Neymar, o Santos precisa de 10,7 finalizações dos adversários para sofrer um gol. Sem ele, essa relação cai para 9,5. Em outras palavras, o time passa a sofrer gols com menos tentativas do adversário.
A posse de bola também acompanha essa mudança. O Santos tem 57,1% de posse média nos jogos com Neymar e 50,6% quando atua sem ele. A diferença de 6,5 pontos percentuais ajuda a mostrar uma equipe que consegue permanecer mais tempo com a bola quando seu principal articulador está disponível.
O número não significa que Neymar seja responsável sozinho por controlar o jogo. O que ele indica é que sua presença altera a forma como o Santos ocupa o campo, circula a bola e encontra soluções para sair da pressão adversária.
No Brasileirão, o contraste fica ainda maior
É no Brasileirão que a diferença ganha contornos mais duros para o Santos. Com Neymar, a equipe disputou nove partidas, venceu quatro, empatou duas e perdeu três, alcançando 52% de aproveitamento. Sem ele, foram 11 jogos, com apenas uma vitória, cinco empates e cinco derrotas. O aproveitamento despenca para 24%.
A distância de 28 pontos percentuais ajuda a explicar por que a presença do camisa 10 se tornou tão relevante para a tentativa de reação na competição nacional.
A produção de gols, novamente, não apresenta uma diferença proporcional ao tamanho da queda de rendimento. O Santos marcou 13 gols nos nove jogos com Neymar, média de 1,4 por partida. Sem o atacante, fez 16 em 11 jogos, média de 1,5.
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Com Neymar, o Santos sofreu seis gols em nove rodadas, média de 1,3 por jogo. Sem ele, sofreu 21 em 11 partidas, quase 1,9 por jogo. A defesa, portanto, sofre uma pressão muito maior no período em que o principal jogador ofensivo está ausente.
O próprio comportamento com a bola muda. A posse média cai de 52,8% para 46,5%, enquanto a criação de grandes chances passa de 2,2 para 1,8 por partida. A conversão dessas oportunidades também recua de 50% para 40%.
Há ainda uma diferença significativa na eficiência das finalizações. Com Neymar, o Santos precisa de 8,1 chutes para marcar um gol e 8,3 para sofrer. Sem ele, são 9,4 finalizações para fazer um gol e apenas 8 para sofrer.
É um retrato de uma equipe que, sem seu principal jogador, precisa trabalhar mais para transformar uma oportunidade em gol e oferece ao adversário um caminho mais curto para chegar às redes.
Nesse contexto, os oito gols de Neymar em 19 partidas não são apenas uma estatística individual. No Brasileirão, a participação dele se torna ainda mais evidente: seis dos 13 gols marcados pelo Santos nos nove jogos em que o atacante atuou foram dele, o equivalente a 46% da produção ofensiva da equipe nesse recorte.
Isso ajuda a entender por que sua suspensão contra o Athletico-PR pesa tanto. O Santos não perde apenas um jogador responsável por finalizar as jogadas. Perde uma das principais fontes de criação, posse e definição que a equipe teve ao longo da temporada.
O desafio de repetir o rendimento sem o camisa 10
A sequência recente dá algum alívio ao Santos. São cinco jogos sem perder, desempenho que recolocou o time em uma trajetória mais estável nas competições eliminatórias e permitiu avançar às quartas da Copa do Brasil e às oitavas da Copa Sul-Americana.
O que os números fazem é revelar o tamanho da responsabilidade colocada sobre os demais jogadores quando Neymar não está disponível. O time precisa encontrar outras formas de manter a bola, acelerar a construção ofensiva e transformar as chances em gols, enquanto tenta evitar que a perda de controle no meio-campo aumente a exposição defensiva.
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A questão ganha importância porque Neymar não aparece apenas como o jogador que termina as jogadas. Sua presença modifica o ambiente da partida e oferece ao Santos uma referência capaz de atrair adversários, receber entre as linhas e criar situações que nem sempre aparecem nas estatísticas de gols e assistências.
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