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Cuca nega demissão, pede reforços e crê na salvação do Santos

Peixe está na zona de rebaixamento do Brasileirão

PorThiago BragaSantos (SP)
09/08/2026 22:21
Atualizado há 2 minutos
Cuca treinador técnico Santos
Cuca acena para a torcida em Santos x Athletico (Foto: Rafael Costa / Santos FC.)

A derrota para o Athletico-PR deixou o ambiente pesado na Vila Belmiro, mas não alterou a disposição de Cuca em permanecer no comando do Santos. Depois do 2 a 0 que empurrou o Peixe para a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro, o treinador descartou a possibilidade de deixar o clube e aproveitou a entrevista após a partida para fazer um diagnóstico direto sobre as dificuldades no elenco.

— Temos 17 jogos para jogar, sete em casa e 10 fora. Em casa é Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, duríssimos. Já falei que me preocupo com a situação do Brasileiro. Preocupa mais estarmos em três frentes e não termos elencos para disputar todas da mesma forma. Na outra quinta vamos jogar lá em Macará para voltar e jogar contra o Mirassol, adversário direto. Fomos um dos times que não contrataram na janela, perdemos jogadores e temos um transfer ban. Temos tirado soluções dentro do elenco. Às vezes não correspondem um jogo ou outro e temos que pedir compreensão. Não vou pedir isso ao torcedor porque ele acha ruim e com toda razão — afirmou Cuca após a derrota deste domingo.

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O técnico reconheceu a preocupação com a campanha, sobretudo pela proximidade da zona de rebaixamento e pelo calendário que ainda reserva três competições ao Santos, mas apontou também para uma questão que considera central neste momento: a falta de opções para administrar simultaneamente o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.

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A derrota para o Athletico-PR, com dois gols de Viveros, deixou o Santos estacionado nos 22 pontos e dentro do Z4. O resultado aconteceu justamente em um momento no qual a equipe precisava aproveitar o mando de campo para ganhar distância da zona de rebaixamento. O cenário torna as próximas partidas ainda mais importantes, especialmente o confronto com o Vasco, no Rio de Janeiro, pelo Brasileiro.

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Antes disso, porém, o Santos terá pela frente o Macará, do Equador, pela Copa Sul-Americana, em uma viagem que Cuca já enxerga como parte do problema de administrar um elenco considerado curto.

Cuca aponta limitações do elenco

A avaliação do treinador passa diretamente pela montagem do elenco. O Santos não conseguiu contratar durante a janela, perdeu jogadores e ainda convive com o transfer ban.

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— Cabisbaixo eu fico, aborrecido. Dia dos Pais, trabalhar e ter um dia assim é horrível para nós. Ter a hombridade de reconhecer que poderia ter feito melhor e entender que é nossa profissão, nossa vida. Eu sair do Santos não é bom negócio para o Santos, nem pra mim, nem pra ninguém. Vou buscar dentro das forças que tenho que tirar o máximo possível. Já expliquei que temos limitação de jogadores e em três frentes dará problema. Hoje não tivemos três titulares absolutos. Fazem muita falta. Se tivéssemos eles a situação era diferente. Temos que ter equilíbrio e ser resilientes. Ter fé e força para reverter — afirmou o treinador.

Viveros comemora gol contra o Santos
Kevin Viveros, do Athletico-PR, comemora seu gol durante partida contra o Santos (Foto: Mauricio De Souza/AGIF/Folhapress)

A ausência de jogadores considerados titulares explica a queda de rendimento. Cuca entende que o problema não está restrito ao onze inicial e envolve também a capacidade de substituir peças importantes sem alterar de maneira significativa o nível da equipe.

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Neymar, suspenso, não esteve em campo contra o Athletico-PR, e sua ausência foi sentida por Cuca como uma perda que ultrapassa a qualidade individual do jogador.

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— Lá em Belém fizemos um bom primeiro tempo. Tivemos oportunidades como hoje e infelizmente não fizemos o gol. Quando o adversário baixa linhas você não tem espaço. Por isso mudamos o time também. Neymar faz falta para todos, pro time, pro torcedor. Até para o adversário que sente quando ele está dentro do campo — analisou Cuca.

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Reforços aparecem como prioridade para a reação

A cobrança por soluções no elenco ganhou um tom ainda mais claro no fim da entrevista. Cuca afirmou que gosta de trabalhar com os jogadores mais jovens, mas considera que o momento do Santos exige maior profundidade para enfrentar a sequência de partidas.

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— Perseverança e trabalhar. Quinta-feira sabemos que seremos cobrados já no aquecimento. Temos que ter perseverança. O pessoal que xinga é quem quer ver o time ganhar e te aplaudir. Futebol é paixão. Não tem como aplaudir na zona de rebaixamento. Temos que estar todo mundo junto. Se a gente puder quebrar o transfer ban e fortalecer. Vir dois ou três jogadores que encorpam o elenco e precisamos disso. É um desabafo que faço. Gosto de trabalhar com os guris, mas nesse momento não é o ideal — finalizou o treinador.

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