Santos despenca sem Neymar e aumenta risco de queda no Brasileirão
Time está na zona de rebaixamento do torneio nacional

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O Santos teve um domingo para esquecer no Campeonato Brasileiro. O Peixe entrou em campo sabendo que precisava vencer para sair da zona de rebaixamento do torneio. Mas, mesmo jogando em casa, o time pouco produziu e permitiu que o Athletico-PR se sentisse plenamente confortável atuando na Vila Belmiro.
A ausência de Neymar pesou e os números ajudam a dimensionar o peso do camisa 10 no Santos durante o Campeonato Brasileiro de 2026. Em nove partidas com o principal jogador em campo, o time conquistou 51,9% dos pontos disputados. Nas 12 rodadas em que precisou atuar sem ele, o aproveitamento despencou para 22,2%, enquanto a defesa passou a sofrer quase o dobro de gols em relação ao período anterior.
— Vamos conversar com Neymar. Ele é importante e não pode ficar fora de partidas importantes como a de hoje. Com certeza nosso poderio de finalizações seria de maior qualidade — afirmou Cuca.
Santos tem aproveitamento duas vezes maior com Neymar
Com Neymar, o Santos disputou nove partidas no Brasileirão, venceu quatro, empatou duas e perdeu três. Foram 13 gols marcados e 12 sofridos, números que resultaram em um aproveitamento de 51,9%.
A presença do atacante também aparece na eficiência ofensiva. O Santos precisou de 8,1 finalizações para marcar cada gol durante as partidas em que contou com Neymar. O dado mostra uma equipe que, além de conseguir chegar ao ataque, transformou suas oportunidades em gols com maior frequência.

O contraste fica mais evidente quando o camisa 10 não esteve disponível. Em 12 jogos sem Neymar, o Santos venceu apenas uma vez, empatou cinco e perdeu seis. O aproveitamento caiu para 22,2%, menos da metade do registrado com o atacante.
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A produção ofensiva até permaneceu próxima, com 16 gols em 12 partidas, contra 13 em nove jogos com Neymar. Quando o recorte é ajustado pelo número de partidas, a diferença fica menos acentuada: 1,44 gol por jogo sem o jogador e 1,44 também com ele.
— Lá em Belém fizemos um bom primeiro tempo. Tivemos oportunidades como hoje e infelizmente não fizemos o gol. Quando o adversário baixa linhas você não tem espaço. Por isso mudamos o time também. Neymar faz falta para todos, pro time, pro torcedor. Até para o adversário que sente quando ele está dentro do campo — analisou Cuca.
Sem Neymar, Santos sofre quase o dobro de gols
Com Neymar, o Santos sofreu 12 gols em nove partidas, média de 1,33 por jogo. Sem o atacante, foram 23 gols em 12 compromissos, média de 1,92.
A diferença também pode ser percebida pelo volume de finalizações necessário para os adversários balançarem as redes. Quando Neymar esteve em campo, o Santos precisou permitir 8,3 finalizações para sofrer um gol. Sem ele, esse número caiu para 7,7.
O recorte sugere um cenário em que a ausência do atacante não pesa apenas na capacidade de criação e conclusão das jogadas, mas coincide com uma queda no rendimento coletivo. O time passa a sofrer mais gols e, proporcionalmente, precisa de mais tentativas para encontrar o caminho das redes.
É um contraste que ajuda a explicar por que a presença de Neymar ganhou tanto peso na campanha santista no campeonato. Em nove jogos, foram quatro vitórias e 51,9% de aproveitamento. Nos 12 jogos sem o atacante, apenas uma vitória e 22,2% dos pontos conquistados.
O recorte não permite atribuir exclusivamente a Neymar toda a diferença entre os dois períodos, já que as circunstâncias de cada partida, os adversários e a própria formação da equipe variam ao longo da temporada. Ainda assim, os números mostram uma associação clara entre a presença do jogador e o desempenho do Santos.
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A diferença de aproveitamento é de 29,7 pontos percentuais. Em nove partidas com Neymar, o time alcançou quatro vitórias; nas 12 sem ele, conseguiu apenas uma. Ao mesmo tempo, a média de gols sofridos subiu de 1,33 para 1,92 por partida.
No ataque, a eficiência medida pelas finalizações também mudou: foram 8,1 finalizações por gol com Neymar, contra 10,8 sem o atacante. Na defesa, o movimento ocorreu no sentido inverso, com o Santos passando de uma finalização adversária a cada 8,3 para cada gol sofrido para uma a cada 7,7.
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O retrato estatístico, portanto, coloca Neymar no centro da campanha santista no Brasileirão 2026. Com ele, o time acumulou mais vitórias, aproveitou melhor as chances e sofreu menos gols. Sem o atacante, a sequência de resultados se deteriorou e o rendimento despencou.
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