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Cuca classifica derrota como 'inadmissível', e Arão cobra reação do Santos

O treinador ainda comentou sobre Gabigol e admitiu que o próximo foco do Peixe é contra o Corinthians, no domingo (30), pelo Brasileirão

PorVinícius Espirito Santo SpadaSão Paulo (SP)
27/08/2026 06:01

Supervisionado porAndré Carbone,
Vitor Roque, jogador do Palmeiras, disputa lance com Lucas Veríssimo, jogador do Santos, durante partida pela Copa do Brasil.
Vitor Roque, jogador do Palmeiras, disputa lance com Lucas Veríssimo, jogador do Santos, durante partida pela Copa do Brasil - (Foto: Anderson Romao/AGIF/Folhapress)

O Santos terminou a partida contra o Palmeiras com apenas uma finalização no gol defendido por Carlos Miguel. A postura do Peixe, que foi derrotado por 3 a 0 na noite desta quarta-feira (26), gerou críticas do próprio treinador da equipe, classificando como "inadmissível".

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Na saída do campo, outro personagem principal da equipe santista, o volante Wilian Arão, também declarou que a partida não foi digna da grandeza do jogo e do Santos. Segundo o volante, a equipe precisa corrigir erros e a postura, para depois pensar na partida de volta na próxima quarta-feira (2), às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

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— Uma coisa de cada vez. Primeiro, corrigir erros e postura. Não foi uma postura digna do Santos e nem da grandeza do jogo, por isso perdemos desse placar. Domingo temos clássico e precisamos mudar tudo que fizemos hoje. Depois, na quarta-feira, é outra história. Reconhecer que jogamos muito mal. Uma chance comigo na bola parada. Eles poderiam ter feito mais gols. Foram superiores. Trabalhar para poder melhorar — declarou Arão.

Postura inadmissível do Peixe?

O técnico Cuca admitiu a atuação do Peixe abaixo das expectativas, frustrando o torcedor santista. O comandante voltou o foco para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo (30), ciente da dificuldade do momento e da necessidade de juntar forças para a reação. No Brasileirão, a equipe está a apenas dois pontos do Mirassol, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

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— Focar no Brasileiro. Domingo (30) é o Corinthians, outro grande adversário, nos remontar, juntar forças um do outro, de onde a gente puder, de todas as formas. O momento vai ser duro, porque nós não representamos bem o clube, o torcedor, e isso aí é inadmissível, principalmente para o torcedor, ele (torcedor) tem toda a razão, e nós temos que nos fortalecer mais, em todos os sentidos. Domingo é outra competição, é outro jogo, e daí a gente vê o que acontece domingo para pensar na quarta-feira, mas no futebol tudo pode acontecer — afirmou o treinador.

Equipe sentiu primeiro gol do Palmeiras

Jogando em casa, o Palmeiras iniciou o clássico com maior imposição e domínio da posse de bola. O Peixe, por outro lado, se defendia em duas linhas de quatro e buscava anular o ataque alviverde, formado por Flaco López e Vitor Roque.

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Até os 30 minutos da primeira etapa, o time santista cumpria a função tática estabelecida por Cuca, chegando a igualar a posse de bola em 50%. Porém, aos 34 minutos, Andreas Pereira encontrou Flaco López na entrada da grande área, e o artilheiro do Palmeiras acertou um belo chute para abrir o placar.

De acordo com Cuca, o Santos vivia seu melhor momento no jogo até sofrer o primeiro gol, sem ceder oportunidades claras ao rival. O impacto foi imediato e, dez minutos depois, a equipe sofreu o segundo tento. Em desvantagem, o Peixe precisou se expor, e o rival aproveitou os espaços concedidos.

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— Estava mais para nós naquele momento do que para o adversário. Eu não me lembro deles terem tido uma chance clara em um chute lá fora da área, até despretensioso. Acabou fazendo o gol com o Flaco Lopes e, dali para frente, desestabilizou, porque tomamos o segundo gol em cima da hora, aos 45, 46, se muda 1 a 0. É outra coisa, quando muda 2 a 0, nós já tínhamos em mente as trocas que nós fizemos, só que o adversário se posta bem no plano de contra-ataque e nós cedemos diversos contra-ataques para eles no segundo tempo — pontuou Cuca.

Partida entre Palmeiras e Santos,, válida pela partida de ida das quartas da Copa do Brasil
Partida entre Palmeiras e Santos,, válida pela partida de ida das quartas da Copa do Brasil - (Foto: Marco Miatelo/Photo Premium/Folhapress)

E por que Gabigol no banco?

Além de Neymar, que, mesmo relacionado, ficou fora por opção da comissão técnica devido à sequência de jogos na temporada, outra ausência sentida entre os titulares foi a de Gabigol. Na coletiva, Cuca garantiu que a decisão de deixar o camisa 9 no banco não teve relação com o atrito ocorrido após a substituição no jogo contra o Mirassol, no último domingo (23). O treinador afirmou que o motivo de o atacante ter ficado fora dos 11 iniciais foi estritamente tático.

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— Não tem um motivo (por ter deixado o Gabigol no banco), nós pensamos numa estratégia, nós não conseguimos segurar a bola no segundo tempo também, tampouco finalizamos. Então, a estratégia, até tomar o primeiro gol ela estava dentro do script. Nós estávamos até com o controle do jogo, a partir dali, tudo que você (jornalista) falar, você tem razão — disse o treinador.

Números do Santos na partida contra o Palmeiras

  1. Posse de bola: 55%
  2. Grandes chances: 2
  3. Finalização no alvo: 1
  4. Finalizações: 7
  5. Escanteios: 5
  6. Faltas: 16
  7. Passes: 532
  8. Desarmes: 15
  9. Faltas (tiros diretos): 10
  10. Cartões amarelos: 2
  11. Dados: Sofascore

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