Paulinho avança em recuperação, e Palmeiras tem estratégia definida para retorno do atacante
Camisa 10 pode ganhar alguns minutos em campo na partida de estreia do Verdão na Copa do Brasil

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O retorno do atacante Paulinho aos gramados pode acontecer nesta quinta-feira (23), quando o Palmeiras fará sua estreia na Copa do Brasil. A equipe enfrenta o Jacuipense, pela quinta fase da competição, às 19h30 (de Brasília), no Allianz Parque.
A tendência é que o camisa 10, afastado dos jogos há mais de nove meses, seja ao menos relacionado e comece no banco de reservas da equipe comandada por Abel Ferreira.
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Segundo apuração do Lance!, essa é a data considerada ideal pelo departamento médico do clube, com base nas condições clínicas de Paulinho. A expectativa é que o jogador seja reintegrado de forma gradual, com minutagem controlada e evolução progressiva, desde que não apresente dores. A previsão interna é de que ele atinja o melhor ritmo de jogo apenas após a pausa para a Copa do Mundo de Seleções.
Paulinho vem realizando trabalhos individuais e também participando de atividades coletivas na Academia de Futebol. Na manhã desta segunda-feira (20), por exemplo, esteve presente na reapresentação do elenco alviverde.
A recuperação do atacante foi considerada complexa, já que ele precisou passar por uma nova cirurgia na tíbia da perna direita, em julho do ano passado. A última vez que entrou em campo foi em 4 de julho, contra o Chelsea, pelas quartas de final do Mundial de Clubes da Fifa.
Nos últimos meses, Paulinho passou a acompanhar a delegação palmeirense em viagens e também marcou presença no Allianz Parque — movimento semelhante ao feito pelo centroavante Vitor Roque antes de retornar aos gramados, no último domingo (19), na vitória sobre o Athletico Paranaense pelo Campeonato Brasileiro.
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Desde que foi liberado para voltar a treinar, o camisa 10, que está afastado por um longo período, segue um cronograma mais cauteloso e com controle de carga. Em dezembro, o dr. Pedro Pontin, médico do Palmeiras, explicou a gravidade da lesão e os riscos que envolvem um retorno precoce.
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Dificuldades no processo de recuperação
O atacante enfrentou dificuldades ao longo do processo de recuperação, tanto físicas quanto psicológicas. Durante seis meses, permaneceu sem realizar atividades de impacto e contou com o apoio da família e de amigos para superar as adversidades.
O trabalho, considerado de "formiguinha" pelo camisa 10, contou com o auxílio de familiares e amigos próximos para aliviar as angústias e preservar a saúde mental, considerada tão importante quanto a parte física pelos profissionais responsáveis por sua recuperação.
— Mentalmente, é um trabalho de formiguinha. Ninguém sabe, mas nos primeiros seis meses eu não podia fazer nada de impacto com relação à corrida, treinamento com carga alta. Então foi um período muito difícil pra mim mentalmente, porque eu chegava no clube, não podia fazer muita coisa, né... Só estar ali fazendo fisioterapia, e a cabeça acaba que dá uma degringolada. Eu particularmente preciso sempre do meu desafogo, que é estar com a minha família, com meus amigos, que é curtir aquilo que eu gosto de curtir mesmo — explicou o jogador, que completou:
— Sempre me dediquei ao máximo nesse período de todos esses meses pra estar o melhor possível. A galera do staff sabe o quanto eu me dediquei, mas é claro que a gente não pode deixar de fazer o bem pra nossa parte mental, e é isso que eu sempre fui estar fazendo — finalizou.
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