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Mercado: Palmeiras cumpre objetivo e vê base como solução

Clube se aproxima da meta de vendas em 2026 e aposta nas Crias para sequência do ano

PorVitor PalharesSão Paulo (SP)
03/09/2026 19:33
Leila Pereira não aprovou saída de Filipe Luís no Flamengo (Foto: Fabio Giannelli/Agif/Gazeta Press)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A venda de Allan ao Manchester City aproximou o Palmeiras da meta de receitas com transferências estabelecida para a temporada. Segundo documento divulgado pelo clube, a previsão é arrecadar R$ 399,6 milhões em negociações de jogadores. Desse total, R$ 240 milhões correspondem à transferência da Cria da Academia.

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A saída de Allan, somada à venda de Riquelme Fillipi ao Inter Miami, da MLS, por R$ 30 milhões por 60% dos direitos econômicos, fez o Palmeiras chegar a cerca de R$ 380 milhões em negociações de ativos. O valor corresponde a mais de 95% da meta estipulada para a temporada.

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Nomes como o zagueiro Micael e o atacante Luighi ainda podem ampliar as receitas do Palmeiras ao fim da temporada. Ambos estão emprestados a clubes do futebol norte-americano e podem ser adquiridos em definitivo, caso os respectivos times exerçam a opção de compra. Micael tem valor fixado em 5,5 milhões de euros, enquanto Luighi pode render 6 milhões de dólares aos cofres do clube.

A posição inicial da diretoria para a janela de transferências era não negociar seus principais ativos e apostar em vendas secundárias, como as dos jogadores citados anteriormente, para atingir a meta estabelecida. A proposta do City, considerada "irrecusável" por fontes ouvidas pela reportagem, fez o Palmeiras recalcular a rota.

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Allan se tornou a terceira maior venda da história do clube, atrás apenas dos atacantes Estêvão, negociado com o Chelsea, e Endrick, vendido ao Real Madrid. O meio-campista também superou o zagueiro Vitor Reis, negociado por 37 milhões de euros com o Manchester City.

Allan, então jogador do Palmeiras, encara marcação do Internacional em jogo do Brasileirão
Allan foi vendido pelo Palmeiras neste mercado de transferências (Foto: Yuri Murakami / Fotoarena / Folhapress)

Palmeiras, mercado e base como solução

O Palmeiras não pretende utilizar o dinheiro da venda de Allan para buscar reforços de impacto. A diretoria, como em outras janelas de transferências, seguirá atenta às oportunidades de mercado, mas não deve investir valores próximos aos obtidos com a negociação. Nas contratações de Jhon Arias e Vitor Roque, por exemplo, o clube desembolsou cerca de 25 milhões de euros por cada jogador.

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- Não vamos buscar (reforços) por buscar. Se não há jogadores daquilo que tem a ver com o critério que a nossa presidente definiu, não vamos buscar ninguém. Vamos buscar naqueles que temos - detalhou o técnico Abel Ferreira.

A solução para preencher algumas lacunas, como a deixada por Allan, deve vir das categorias de base. Entre os principais nomes estão Heittor e o quinteto que disputará a final do Brasileirão Sub-20: Erick Belé, Luis Pacheco, Koné, Benedetti e Felipe Teresa.

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A janela de transferências no futebol brasileiro permanecerá aberta até 11 de setembro, ou seja, por mais oito dias.

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