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Duda Amorim investe na nova geração do handebol: 'Equilíbrio'

Ex-atleta tem plataforma de agenciamento de atletas e é presidente do Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (COB)

PorAndressa SimõesRio de Janeiro (RJ)
07/08/2026 14:17

Supervisionado porThiago Fernandes,
Duda Amorim cerra o punho em comemoração de jogo da Seleção Brasileira de handebol
Duda Amorim em ação pela Seleção Brasileira de handebol (Foto: Wander Roberto/COB)

Eduarda Amorim marcou o nome na história do handebol brasileiro. Campeã mundial em 2013, o único título deste calibre da Seleção, a jogadora eleita a melhor do mundo em 2014 se aposentou em 2022. Desde então, investe na formação de jovens atletas e é presidente do Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

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Antes de se despedir das quadras, Duda já tinha em mente a vontade de continuar trabalhando próxima ao esporte e, principalmente, ao handebol. Então, criou uma plataforma voltada para agenciamento de novos atletas. Por meio dela, a ex-jogadora procura equilibrar as intenções das promessas, entre conseguir oportunidade em um clube e jogar no handebol europeu, por exemplo.

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— A inspiração para a criação da plataforma veio porque eu era do Brasil e acabei conquistando o mundo na Europa, que é o principal centro de handebol. Mas, às vezes, eu tenho atleta na minha agência que quer simplesmente ter uma oportunidade para jogar. É sobre combinar o equilíbrio mental e o esporte juntos.

Quando a vontade do atleta agenciado é jogar na Europa, Duda tem experiência de sobra para compartilhar. Por lá, o maior nome do handebol brasileiro teve passagens marcantes no Kometal Skopje (Macedônia), (Hungria) — onde conquistou cinco vezes a Liga dos Campeões da Europa — e no CSM București (Romênia).

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Duda Amorim fala em mesa-redonda do 3º Fórum Esporte Seguro do COB
Duda Amorim fala em mesa-redonda do 3º Fórum Esporte Seguro do COB (Foto: Grazie Batista/COB - @grazie.batista / @timebrasil)

Aliado ao trabalho prático na nova geração, Duda também trabalha nos bastidores. Desde julho de 2025, ela é presidente do Conselho de Ética do COB. Para ela, antes membro independente do órgão, chegar a esse cargo foi inesperado, e a ex-atleta vem se aprimorando ao longo do tempo. Nesta quinta-feira (6), ela integrou um painel do 3º Fórum Esporte Seguro da entidade, que discutiu o papel dos cargos de governança na promoção de um ambiente esportivo seguro a todos envolvidos.

— Eu já estava envolvida no Conselho de Atletas, na Comissão de Atletas do COBE. E acabou vindo essa oportunidade. Então agora, para mim, é um processo de aprendizado. Eu consegui me familiarizar com todos os processos do Conselho de Ética. Já me sinto mais confiante em servir, mesmo sendo uma responsabilidade muito grande. Então eu consigo trabalhar tanto no handebol quanto nessa parte de gestão que eu gosto. Não quero sair do esporte, não.

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Duda analisa a geração atual do handebol brasileiro

Após o título mundial - e invicto - de 2013, o handebol feminino brasileiro não vem se destacando no cenário internacional em relação às seleções europeias. Na edição do ano passado, o Brasil foi eliminado nas quartas de final. E, na base, os resultados também não são bons. No Mundial sub-18, terminou como o 19º colocado, posição sacramentada nesta sexta-feira (7). Para Duda, a virada de chave que poderia ter sido motivada pela geração de 2013 não aconteceu, muito por conta da falta de apoio aos novos atletas.

— Acho que não foi aproveitada da melhor maneira essa continuação (de 2013). Acho que sim, a gente teve muitos mais atletas começando a jogar, muitas mais jogadoras se posicionando melhor nas ligas europeias e nos clubes europeus, por causa do título. Mas, nacionalmente, foi um período muito difícil, porque teve muitos problemas com recursos na confederação. Acho que agora a gente está respirando novamente. E outro aspecto: as principais seleções do mundo, o que elas têm? Elas têm academia formando jovens. A maioria, a França tem; a Rússia agora não está, mas eles tinham, eles foram campeões na Olimpíada do Rio. A Noruega tem seleção A, seleção B. Então eles trabalham desde a base já com essa mentalidade vencedora.

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