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Opinião: Brasil salva cinturão, mas vive fase de instabilidades no UFC

Mackenzie Dern derrotou canadense em primeira defesa de título neste sábado (15)

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
17/08/2026 16:01
Alex Poatan comemora conquista do título no UFC
Alex Poatan comemora conquista do título no UFC (Foto: Reprodução/Instagram: @alexpoatanpereira)

Por muitos anos, acompanhar o UFC significava quase sempre encontrar uma bandeira brasileira no topo. Em diferentes categorias, homens e mulheres construíram reinados, quebraram recordes e transformaram o país em uma das maiores potências da história da organização. Hoje, porém, o cenário é bem diferente, apesar do respiro no UFC 330 deste sábado (15).

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O Brasil chegou ao evento com apenas um cinturão entre as 11 categorias do Ultimate. E, por decisão dos juízes, não saiu sem nenhum. Mackenzie Dern entrou no octógono com a responsabilidade de manter o título do peso-palha (até 52,2 kg) em território brasileiro e conseguiu cumprir a missão diante de Gillian Robertson.

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A vitória da campeã, portanto, merece ser celebrada. Mais do que defender o cinturão pela primeira vez, Dern impediu que o Brasil chegasse ao ponto de não ter nenhum campeão no UFC. O problema é que a necessidade de comemorar a manutenção de apenas um título também escancara o tamanho da queda.

Não faz tanto tempo que a realidade era completamente diferente. Anderson Silva, José Aldo, Amanda Nunes, Charles do Bronx e tantos outros fizeram do Brasil presença constante nas principais disputas da organização de Dana White. Em algumas épocas, tornou-se comum encontrar mais de um campeão brasileiro simultaneamente, algo que hoje parece distante.

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A situação ficou ainda mais delicada depois das derrotas de Alexandre Pantoja e Alex Poatan. O primeiro perdeu o cinturão dos moscas (até 56,7 kg), enquanto o segundo deixou de ser campeão ao abandonar os meio-pesados (até 93 kg) para tentar a sorte na categoria mais pesada, mas foi derrotado para Ciryl Gane. Com isso, Dern passou a carregar sozinha uma responsabilidade que, historicamente, esteve dividida entre vários atletas.

➡️ Opinião: disputa no UFC 330 abre caminho para cinturão inédito do Brasil

E não é como se faltassem nomes brasileiros capazes de mudar esse cenário. Pantoja terá sua oportunidade de revanche contra Joshua Van no dia 19 de setembro, quando está previsto o UFC 331. Carlos Prates também aparece como uma das principais esperanças no masculino, especialmente depois de construir uma sequência impressionante de vitórias nos meio-médios (até 77,1 kg).

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Ainda sem garantidos de um futuro novamente vitorioso, a vitória de Mackenzie Dern no UFC 330 tem um peso maior do que parece. O cinturão continua brasileiro, mas a comemoração também serve como alerta: o país não pode depender de uma única campeã para manter viva uma tradição que já foi muito maior dentro do Ultimate.

Mackenzie Dern comemora defesa de cinturão no UFC 330
Mackenzie Dern comemora defesa de cinturão no UFC 330 (Foto: Sarah Stier/Getty Images/AFP)
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