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Exclusivo: Jhonata Diniz rebate críticas de Strickland e Borrachinha ao UFC

Brasileiro volta ao octógono para enfrentar o canadense Tanner Boser no sábado (17)

PorAnna Carolina Ramos•Rio de Janeiro (RJ)
15/10/2026 14:56
Jhonata Diniz em preparação para luta no UFC
Jhonata Diniz em preparação para luta no UFC (Foto: Reprodução/Instagram: @jhonythai)

Jhonata Diniz saiu em defesa das bolsas pagas pelo UFC e rebateu as críticas feitas por atletas como Sean Strickland e Paulo Costa, o Borrachinha. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o peso-pesado afirmou que considera a organização generosa financeiramente em comparação com outros eventos e disse que o dinheiro deve ser consequência do trabalho do lutador. Neste sábado (17), inclusive, o brasileiro terá uma nova oportunidade de se provar no octógono, contra o canadense Tanner Boser.

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A experiência fora do MMA ajuda a explicar a opinião positiva sobre as bolsas pagas pelo UFC. Tricampeão mundial de kickboxing, Diniz contou que os pagamentos na modalidade eram muito inferiores e que a possibilidade de melhorar financeiramente foi um dos principais motivos para a mudança para as artes marciais mistas.

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— O UFC paga muito bem, muito bem. Obviamente, quanto mais você entrega, quanto mais você vende, mais você ganha. Fui três vezes campeão mundial de kickboxing. Mas, financeiramente falando, cara, era muito fraco. Era muito ruim o pagamento do kickboxing. Esse foi o principal motivo pelo qual a gente migrou pro MMA. Para poder ganhar dinheiro e conseguir se aposentar.

É justamente a comparação com outras organizações que leva o brasileiro a questionar as reclamações do campeão dos médios, Sean Strickland, e do compatriota Paulo Borrachinha. Na visão dele, quem deixa o UFC precisa lidar com uma realidade bem diferente em relação às bolsas.

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— O Sean Strickland, o Borrachinha, etc. Porque, cara, beleza, eles vão sair do UFC, eles vão fazer o quê da vida? Tipo assim, cara, tipo, né? Vão fazer o quê? Então, beleza, irmão, volta a lutar no Brasil. Vai lutar nos eventos pequenos, vai lutar no LFA — disse o brasileiro.

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Isso não significa, porém, que a ambição financeira seja pequena. A meta está em alcançar bolsas cada vez maiores ao longo da carreira, chegando a valores que hoje parecem distantes, mas que o próprio Diniz vê como possíveis dentro do UFC.

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— Eu quero chegar a ganhar 10, 20, 30, 50 milhões de dólares por luta. Mas, assim, cara, comparado com o que eu ganhava e com o que eu conheço do que são os eventos espalhados pelo mundo, o UFC paga muito bem, muito bem — declarou.

Para chegar a esse patamar, o desempenho e a capacidade de gerar interesse em torno das lutas são fatores importantes. Alex Pereira e Jon Jones foram citados como exemplos de atletas que conseguiram transformar o sucesso dentro do octógono em bolsas muito maiores. Assim como Conor McGregor, que não foi citado pelo brasileiro, mas esteve presente nas reclamações e comparações de Strickland.

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Mais do que o dinheiro, a prioridade agora está na construção de uma trajetória de sucesso no UFC. O objetivo declarado é conquistar o cinturão, enquanto uma remuneração cada vez maior seria consequência dos resultados alcançados ao longo da carreira. Ao fim, independentemente do que o futuro lhe espera, Jhonata Diniz garante ainda que a ideia é, sim, se aposentar na organização.

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