Copa do Mundo de 1962: Todos os resultados

Relembre os placares, locais e o bicampeonato do Brasil no Mundial do Chile.

PorLance!São Paulo (SP)
10/06/2026 00:25
Mané Garrincha sorri ao segurar a Taça Jules Rimet após liderar de forma genial a Seleção Brasileira na conquista do bicampeonato mundial na Copa do Mundo de 1962. (FIFA)
Mané Garrincha sorri ao segurar a Taça Jules Rimet após liderar de forma genial a Seleção Brasileira na conquista do bicampeonato mundial na Copa do Mundo de 1962. (FIFA)
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A Copa do Mundo de 1962 foi realizada no Chile, que se recuperava de um grande terremoto.
A competição teve forte violência, notável na "Batalha de Santiago" entre Chile e Itália.
O Brasil, sem Pelé, contou com Garrincha para conquistar o bicampeonato vencendo a Tchecoslováquia por 3 a 1 na final.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A sétima edição da história dos Mundiais cruzou novamente a Cordilheira dos Andes em maio de 1962 para ser realizada na costa do Pacífico. O Chile foi a nação escolhida para sediar a Copa do Mundo de 1962, enfrentando um desafio de reconstrução nacional heroico após ser castigado pelo maior terremoto da história da humanidade em 1960. Com o célebre lema "Porque nada temos, faremos tudo", o comitê organizador local superou a escassez de recursos e concentrou os jogos em quatro cidades estratégicas para erguer o torneio.

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Os bastidores técnicos e táticos da competição foram marcados por uma nítida transição estética em relação ao futebol arte visto na Suécia quatro anos antes. A Copa do Mundo em solo chileno caracterizou-se pela forte imposição física, sistemas defensivos rígidos e, infelizmente, por elevados níveis de violência dentro das quatro linhas. O regulamento manteve a estrutura clássica de 16 seleções divididas em quatro grupos na fase inicial, com os dois melhores de cada chave avançando diretamente para as quartas de final.

A seleção anfitriã soube aproveitar perfeitamente o fator casa e o apoio incondicional de sua torcida inflamada para realizar uma campanha histórica e surpreendente. O espírito de luta dos chilenos ficou personificado na icônica partida contra a Itália na fase de grupos, que degringolou para uma pancadaria generalizada generalizada e intervenção policial em campo, sendo eternizada mundialmente como a "Batalha de Santiago". A dedicação coletiva pavimentou o caminho da equipe local até as fases agudas do mata-mata.

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Para a Seleção Brasileira, a Copa do Mundo trouxe contornos dramáticos e de enorme provação logo no início da jornada. Na segunda partida da fase de grupos, o Rei Pelé sofreu uma grave lesão muscular que o tirou definitivamente do restante do torneio, deixando o país em estado de choque. Diante do pior cenário possível, o atacante Amarildo, conhecido como "O Possesso", assumiu a titularidade com imensa personalidade, enquanto a engrenagem tática montada por Aymoré Moreira se reorganizava rapidamente.

Foi nesse momento de adversidade que Mané Garrincha assumiu o protagonismo absoluto e desfilou a maior atuação individual da história das Copas. O "Anjo das Pernas Tortas" destruiu defesas rivais com seus dribles desconcertantes, marcou gols decisivos de perna esquerda, direita e até de cabeça, carregando a Amarelinha nas fases eliminatórias. O futebol mágico e irresistível do camisa 7 uniu o elenco brasileiro e encantou o público chileno, conduzindo o país rumo a uma decisão inesquecível.

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Resultados da Copa do Mundo de 1962

Grupo 1

Disputado na cidade de Arica, o grupo teve o equilíbrio tático europeu ditando o ritmo das vagas. A União Soviética, contando com o goleiro Lev Yashin, e a forte Iugoslávia confirmaram o favoritismo diante de um Uruguai em clara entressafra técnica. O grande momento da chave foi o empate histórico da Colômbia por 4 a 4 contra os soviéticos, que registrou o único gol olímpico da história dos Mundiais, anotado por Marcos Coll.

  1. 30 de maio – Uruguai 2 x 1 Colômbia – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  2. 31 de maio – União Soviética 2 x 0 Iugoslávia – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  3. 2 de junho – Iugoslávia 3 x 1 Uruguai – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  4. 3 de junho – União Soviética 4 x 4 Colômbia – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  5. 6 de junho – União Soviética 2 x 1 Uruguai – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  6. 7 de junho – Iugoslávia 5 x 0 Colômbia – Estádio Carlos Dittborn (Arica)

Grupo 2

A chave da Copa do Mundo sediada na capital ficou marcada pela extrema rivalidade e pela imposição física levada ao extremo por parte dos atletas. Alemanha Ocidental e Chile avançaram de fase jogando um futebol seguro, mas o grande destaque negativo acabou sendo o violento embate entre chilenos e italianos. Com agressões mútuas, expulsões e intervenção da polícia de Santiago, o duelo entrou para a história como a "Batalha de Santiago".

  • 30 de maio – Chile 3 x 1 Suíça – Estádio Nacional (Santiago)
  • 31 de maio – Alemanha Ocidental 0 x 0 Itália – Estádio Nacional (Santiago)
  • 2 de junho – Chile 2 x 0 Itália – Estádio Nacional (Santiago)
  • 3 de junho – Alemanha Ocidental 2 x 1 Suíça – Estádio Nacional (Santiago)
  • 6 de junho – Alemanha Ocidental 2 x 0 Chile – Estádio Nacional (Santiago)
  • 7 de junho – Itália 3 x 0 Suíça – Estádio Nacional (Santiago)

Grupo 3

Sediado em Viña del Mar, este foi o grupo da Seleção Brasileira e trouxe as maiores cargas dramáticas da primeira fase. Após vencer a estreia, o Brasil empatou sem gols com a Tchecoslováquia e perdeu Pelé por lesão. Precisando do resultado, a Amarelinha contou com o brilho de Amarildo para buscar uma virada heroica contra a Espanha de Puskás na última rodada, carimbando a classificação brasileira ao lado dos organizados tchecoslovacos.

  • 30 de maio – Brasil 2 x 0 México – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 31 de maio – Tchecoslováquia 1 x 0 Espanha – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 2 de junho – Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 3 de junho – Espanha 1 x 0 México – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 6 de junho – Brasil 2 x 1 Espanha – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 7 de junho – México 3 x 1 Tchecoslováquia – Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Grupo 4

A chave sediada em Rancagua apresentou o futebol mais refinado e técnico do torneio, comandado pela excelente e envolvente seleção da Hungria. Os húngaros aplicaram goleadas contundentes e avançaram na liderança isolada e invicta. A segunda vaga foi decidida de forma dramática nos critérios de desempate, com a Inglaterra superando a Argentina pelo goal average e deixando os vizinhos sul-americanos pelo caminho.

  • 30 de maio – Argentina 1 x 0 Bulgária – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)
  • 31 de maio – Hungria 2 x 1 Inglaterra – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)
  • 2 de junho – Inglaterra 3 x 1 Argentina – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)
  • 3 de junho – Hungria 6 x 1 Bulgária – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)
  • 6 de junho – Hungria 0 x 0 Argentina – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)
  • 7 de junho – Inglaterra 0 x 0 Bulgária – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)

Quartas de final da Copa do Mundo

A fase eliminatória da Copa do Mundo eletrizou o público com confrontos de altíssima intensidade técnica e física por todo o país. O grande destaque foi a exibição monumental de Garrincha diante da Inglaterra, anotando dois gols e infernizando a defesa britânica no Sausalito. O Chile também surpreendeu as previsões ao derrubar a União Soviética de Lev Yashin, avançando sob festa massiva nas arquibancadas.

  • 10 de junho – Chile 2 x 1 União Soviética – Estádio Carlos Dittborn (Arica)
  • 10 de junho – Iugoslávia 1 x 0 Alemanha Ocidental – Estádio Nacional (Santiago)
  • 10 de junho – Brasil 3 x 1 Inglaterra – Estádio Sausalito (Viña del Mar)
  • 10 de junho – Tchecoslováquia 1 x 0 Hungria – Estádio Braden Copper Co. (Rancagua)

Semifinais

As semifinais da Copa do Mundo colocaram frente a frente quatro propostas de futebol totalmente distintas em Santiago e Viña del Mar. Garrincha deu mais um show particular inesquecível diante dos donos da casa, marcando duas vezes na vitória brasileira por 4 a 2 antes de ser expulso no fim. Na outra chave, a Tchecoslováquia usou sua disciplina defensiva impecável para anular o ímpeto da Iugoslávia e carimbar a vaga.

  • 13 de junho – Brasil 4 x 2 Chile – Estádio Nacional (Santiago)
  • 13 de junho – Tchecoslováquia 3 x 1 Iugoslávia – Estádio Sausalito (Viña del Mar)

Disputa do terceiro lugar

O confronto de consolação serviu para coroar a campanha mais bonita e emocionante da história do futebol chileno perante o seu povo na capital. Enfrentando a forte e física equipe da Iugoslávia, os donos da casa demonstraram brio, superação técnica e brio para garantir o gol da vitória nos minutos finais, assegurando de forma justa a medalha de bronze.

  • 16 de junho – Chile 1 x 0 Iugoslávia – Estádio Nacional (Santiago)

Final da Copa do Mundo de 1962

A grande decisão da Copa do Mundo de 1962 reuniu Brasil e Tchecoslováquia no Estádio Nacional de Santiago perante mais de 68 mil espectadores eletrizados. Havia uma enorme expectativa sobre as condições físicas de Garrincha, que jogou debilitado por uma forte febre. O drama brasileiro aumentou consideravelmente quando Josef Masopust infiltrou-se na defesa e abriu o placar para os tchecoslovacos aos 15 minutos da etapa inicial. Porém, a resposta da Amarelinha foi imediata: apenas dois minutos depois, Amarildo arriscou quase sem ângulo e empatou o jogo, acalmando os nervos da equipe.

No segundo tempo, a maturidade tática e a qualidade individual do elenco brasileiro ditaram totalmente o ritmo das ações no gramado chileno. O volante Zito apareceu de surpresa na área para escorar de cabeça um cruzamento perfeito de Amarildo e virar o marcador. Pouco depois, Vavá aproveitou uma falha do goleiro Viliam Schrojf para empurrar a bola para as redes e decretar o placar final de 3 a 1. A vitória incontestável coroou a resiliência brasileira e sacramentou a conquista do cobiçado bicampeonato mundial.

  • 17 de junho – Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia – Estádio Nacional (Santiago)

Classificação final da Copa do Mundo de 1962

Abaixo, confira a tabela de classificação final da Copa do Mundo de 1962, estruturada de forma retroativa pela FIFA com base na fase alcançada, pontos acumulados e saldo de gols de cada nação:

    1.
  1. Brasil (Campeão)
  2. 2.
  3. Tchecoslováquia (Vice-campeã)
  4. 3.
  5. Chile
  6. 4.
  7. Iugoslávia
  8. 5.
  9. Hungria
  10. 6.
  11. União Soviética
  12. 7.
  13. Alemanha Ocidental
  14. 8.
  15. Inglaterra
  16. 9.
  17. Itália
  18. 10.
  19. Argentina
  20. 11.
  21. México
  22. 12.
  23. Uruguai
  24. 13.
  25. Espanha
  26. 14.
  27. Colômbia
  28. 15.
  29. Bulgária
  30. 16.
  31. Suíça

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