Irregularidades podem tirar contrato da Caixa de mineiros e mais 11 clubes
O Tribunal de Contas da União fez uma auditoria sobre patrocínios e em acórdão publicado no fim de novembro, proíbe a Caixa de renovar com os times de futebol para 2019

Se os clubes de Minas Gerais, Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro, está complicada no campo financeiro, a situação pode ficar mais tensa na temporada 2019 com a iminente perda do patrocínio da Caixa Econômica Federal para a temporada 2019.
O Tribunal de Contas da União(TCU) fez uma auditoria e constatou que a Caixa não poderia usar o dinheiro público para realizar a divulgação da marca com patrocínios esportivos, não somente o futebol, sem explicar como a verba era utilizada.
Após a auditoria, o TCU fez um acórdão( uma diretriz final sobre um determinado assunto) com a Caixa, que a proibirá de ter contratos de patrocínios esportivos no ano que vem. A saída do banco pode impactar os cofres de Galo, Coelho e Raposa. Atualmente, a estatal paga cerca de 12 milhões para Cruzeiro e Atlético-MG e pouco mais de 1 milhão para o América-MG.
O Cruzeiro diz estar negociando com outro parceiro comercial caso a Caixa deixe o clube de vez. Já o Atlético-MG entende que o banco tem direito de fazer o patrocínio por ser um player do mercado, como os outros, não afetando sua natureza legal. O alvinegro também diz que procura outro parceiro para estampar sua marca em 2019.
A Caixa Econômica emitiu uma nota è imprensa explicando como funciona o seu modelo de acordos de patrocínios, se defendendo da ilegalidade que o TCU apontou.
- Os patrocínios não são serviços de natureza contínua, não podendo, portanto, ser prorrogados. Contudo, a Caixa não prorroga contratos. Após análises internas pertinentes, é feito um novo contrato, diz a nota do banco estatal.
A proibição da Caixa permanecer no futebol não afetará somente os clubes de Minas Gerais. Mais 11 equipes podem perder o dinheiro do banco. Entre eles, gigantes do futebol nacional como Flamengo, Santos, Botafogo, Vasco, Coritiba, Athletico-PR. Desde 2012 que a Caixa apoia clubes de futebol, totalizando 14 equipes atualmente com investimento total de R$ 153 milhões só em 2018.
Outras estatais estão na mira
Além da Caixa, Banco do Brasil, BNDES e Petrobras estão sob a mira do TCU. O BB é apoiador financeiro da seleção brasileira de vôlei, a Petrobras tem, entre outros contratos, um aporte na equipe de Fórmula 1 Mc Laren e o BNDES apoia esportes olímpicos como a canoagem.
Todos esses investimentos estão sendo auditados e o impacto financeiro pode ir além do futebol, afetando modalidades olímpicas já no ano que vem.

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