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Diretor do Botafogo fala da redução de estrangeiros e destaca importância da base

Glorioso tem nove atletas no plantel que nasceram no exterior

PorRedação Lance!•Rio de Janeiro (RJ)
24/09/2026 15:09
Medina em ação no jogo entre Botafogo e Athletico no Nilton Santos pelo Brasileirão
Medina em ação pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O Brasileirão terá redução do número de atletas estrangeiros nas próximas temporadas, e os clubes já planejam a mudança. A partir de 2027, serão permitidos oito atletas nascidos em outro país relacionados por jogo — atualmente o regulamento permite nove —, número este que será reduzido ano após ano até 2030, quando apenas cinco poderão ser relacionados.

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O Botafogo, clube que reduziu seu número de "gringos" no plantel, mas opera atualmente no limite permitido pela CBF, vê o movimento como natural e votou a favor. O diretor Léo Coelho enxergou a possibilidade como ótima chance para desenvolvimento de novos talentos.

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— Essa diminuição a gente já vem planificando internamente. A gente tinha no elenco um quantitativo elevado de jogadores estrangeiros. Hoje, temos nove no nosso elenco principal. E, obviamente, a gente abre espaço para que as nossas categorias de base sejam potencializadas. Então, a gente busca um equilíbrio. A gente sabe que nos próximos anos a diminuição ainda vai ser um pouco mais assídua, um pouco mais acirrada. Nós vamos partir de oito jogadores estrangeiros no ano que vem, até o limite de cinco em 2030. E a ideia é que a gente fortaleça ainda mais as nossas categorias de base para que a gente busque esse equilíbrio — disse o dirigente, ao canal "GOAT", em participação no TransferRoom.

O plantel comandado pelo técnico Tite tem nove estrangeiros. São eles: Mateo Ponte e Lucas Villalba (Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina e Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jordan Barrera (Colômbia); Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá). O zagueiro Lucas Monzón tem cidadania uruguaia, mas não conta como estrangeiro por ter nascido no Brasil.

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Na última janela, o Botafogo já se movimentou e reduziu drasticamente o número de estrangeiros. Deixaram o clube os zagueiros Bastos (Angola) e Barboza (Argentina), o meia Santi Rodríguez (Uruguai) e os atacantes Correa (Argentina) e Chris Ramos (Espanha) — este emprestado, mas que não deve retornar. Além do quinteto, não estão integrados ao grupo principal o goleiro Cristhian Loor, do Equador, e o lateral-esquerdo Jhoan Hernández, da Colômbia.

A visão é de que, com a nova determinação para os próximos anos, os jogadores brasileiros podem ter seus valores de mercado inflacionados.

Léo Coelho, diretor do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Léo Coelho, diretor do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

— Certamente, o mercado deve estar inflacionado em um primeiro momento. Eu acho que isso é normal, vindo de qualquer mudança, vindo de qualquer tipo de mudança como essa. O jogador brasileiro vai ficar mais valorizado por ter menos quantidade, em detrimento às opções de fora. Mas o mercado se autorregula, né? Obviamente, a gente vai buscar as melhores soluções. E à medida que a gente encontra o equilíbrio com as nossas categorias de base, a gente busca o equilíbrio financeiro também. E acaba que essa autorregulação vai acontecer de forma natural — destacou Léo Coelho.

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