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Bap, presidente do Flamengo, se pronuncia sobre possível fim das bets no Brasil

Dirigente avaliou cenário econômico

PorLourenço Cavanellas Rebello•Rio de Janeiro (RJ)
25/09/2026 18:45
Bap presidente do Flamengo, com microfone na mão
Bap é presidente do Flamengo (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)

Nesta sexta-feira (25), Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, comentou a possível proibição das bets no Brasil e os impactos da medida no futebol nacional. Em entrevista ao Metrópoles, Bap analisou o prejuízo que a restrição prometida por Luiz Inácio Lula da Silva causaria ao orçamento do Rubro-Negro e de outros clubes do país.

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O dirigente destacou os reajustes necessários diante de um eventual cenário sem patrocínio e afirmou que outras modalidades esportivas, para além do futebol profissional, também seriam afetadas.

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— Olha, os ajustes serão inevitáveis, não só nos esportes olímpicos, mas em todas as operações do clube. Para que vocês tenham uma ideia, o melhor resultado que o Flamengo jamais obteve num ano foi de R$ 380 milhões de resultado operacional. Então, você perder R$ 400 milhões na receita no início do ano torna os ajustes absolutamente inevitáveis. Então o efeito vai ser material e muito relevante, seja no futebol, seja na base, seja no esporte olímpico, seja no futebol feminino, em todas as áreas do clube. Não só no Flamengo, mas em qualquer outro clube sócio-desportivo do Brasil que tenha, de alguma maneira, contratos diretos ou indiretos com as empresas de apostas, os impactos serão importantes — iniciou Bap.

— Eu posso falar que o Flamengo é um clube responsável, assumiu compromissos de longo prazo que nós firmamos, com empresas de bets. Em relação ao Flamengo, o impacto no ano que vem, para além do patrocínio, vai ser da ordem de 400 milhões de receitas do clube — continuou.

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— Eu estimo que o futebol pode perder entre R$ 2,5 e 3 BILHÕES no ano que vem. E isso num período tão curto O impacto nos próximos 2 anos vai ser absolutamente material para o Flamengo e para o futebol brasileiro (caso a proibição aconteça) — complementou.

Lula em evento com microfone na mão
Lula disse que vai com as casas de apostas (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Flamengo se manifesta sobre possível fim das bets e alerta para impacto no esporte

O Flamengo se posicionou nesta sexta-feira (25) sobre a possibilidade de proibição das bets no Brasil. Em nota oficial, o clube defendeu a manutenção do mercado regulado de apostas esportivas e afirmou que uma eventual mudança no marco regulatório teria impacto no esporte brasileiro, além de empresas e trabalhadores ligados ao setor.

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O Rubro-Negro argumentou que o país passou anos discutindo a regulamentação das apostas, enquanto empresas fizeram investimentos e assumiram compromissos para operar legalmente. Para o clube, uma mudança repentina nas regras afetaria a chamada segurança jurídica.

— Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório — diz trecho da nota do Flamengo, que também foi publicada pela Betano, patrocinadora master do clube.

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Na nota, que também foi publicada por outras empresas focadas no ramo das apostas esportivas, o Flamengo afirmou que eventuais problemas na regulamentação devem ser corrigidos, mas fez uma distinção entre aperfeiçoar as regras e desmontar o mercado regulado.

"Nenhuma regulamentação é intocável. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfeiçoadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferença fundamental entre aperfeiçoar uma regulamentação e simplesmente desmontá-la."

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O clube também destacou os possíveis reflexos de uma eventual proibição para diferentes setores do esporte. Segundo o Flamengo, a medida atingiria o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos.

A nota ainda cita impactos em empregos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços. O Flamengo também argumenta que o mercado regulado contribui para a arrecadação pública por meio de impostos e das destinações previstas em lei.

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