Análise: Neymar ressurge decisivo e volta a sonhar com lista de Ancelotti para a Copa
Camisa 10 do Santos atua pela terceira vez desde cirurgia no joelho em dezembro

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Neymar deu um passo importante na corrida contra o tempo rumo à convocação da Seleção Brasileira. No primeiro dos três testes previstos antes da lista do dia 16 de março, o camisa 10 do Santos passou com louvor. A data marcará a convocação do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos contra a França, no dia 26, em Boston, e diante da Croácia, no dia 31, em Orlando — os últimos compromissos antes da convocação final para a Copa do Mundo.
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O contexto é determinante. Neymar está apenas em seu terceiro jogo na temporada 2026. Antes da estreia no Campeonato Brasileiro, havia atuado duas vezes pelo Paulistão. Contra o Velo Clube, na goleada por 6 a 0, participou com uma assistência, mas desperdiçou duas chances que normalmente converteria. Ainda assim, era compreensível: tratava-se da primeira partida após a artroscopia no joelho esquerdo, realizada em Belo Horizonte, sob os cuidados de Rodrigo Lasmar, médico da Seleção. Todo o processo de recuperação foi monitorado e alinhado com o departamento médico da CBF.
Na sequência, diante do Novorizontino, o desempenho foi discreto. O erro no passe que originou o primeiro gol adversário pesou na análise externa e potencializou críticas. O Santos acabou eliminado, e a responsabilidade recaiu sobre um jogador que somava apenas 135 minutos na temporada. Faltava ritmo, timing e, principalmente, sequência.
Diferentemente de outras passagens pelo clube, Neymar não acelerou o retorno. Houve a possibilidade de reaparecer no clássico contra o São Paulo, pela segunda rodada do Brasileirão, no dia 4 de fevereiro. Optou por seguir o planejamento. Voltou apenas 11 dias depois, respeitando cada etapa do cronograma físico. A cautela revela maturidade e um objetivo claro: chegar inteiro à Copa.
Contra o Vasco, na última quinta-feira (26), surgiu a melhor versão do atacante em 2026. Dois gols que explicam por que ainda é tratado como peça diferenciada. No primeiro, recebeu na área, ajustou o corpo e finalizou no canto de Léo Jardim com precisão técnica rara. No segundo, percebeu a desatenção defensiva, atacou o espaço e, com frieza, aplicou uma cavadinha que desmontou o goleiro. Um lance de repertório, confiança e leitura de jogo — características que poucos atacantes no cenário atual conseguem reunir.
A partida também teve tensão. A discussão com Thiago Mendes trouxe à tona lembranças do confronto entre Paris Saint-Germain e Lyon, em dezembro de 2020, quando uma entrada dura resultou em lesão no tornozelo de Neymar. O passado parece ainda ecoar em campo, sobretudo para um atleta que luta para se desvincular do histórico recente de problemas físicos.
– Estou vivendo um dia de cada vez, estou trabalhando, ficando o melhor possível na minha forma. Meu segundo jogo 90 minutos no ano. Estou trabalhando e me esforçando para entregar o melhor possível – disse o camisa 10 do Peixe.
O pedido de Ancelotti por minutagem é claro. Neymar terá 11 dias até o segundo teste, contra o Mirassol, fora de casa, pela quinta rodada do Brasileiro. Antes da convocação de março, ainda enfrentará o Corinthians. Até a divulgação da lista final para a Copa, prevista para 19 de maio, o camisa 10 poderá acumular até 13 partidas no Brasileirão, seis na Sul-Americana e quatro na Copa do Brasil — potencialmente 23 jogos antes do Mundial (ou 25 caso seja convocado para os jogos de março).
Mais do que brilho pontual, o desafio é sustentar regularidade física e técnica. Se conseguir manter a sequência sem intercorrências, Neymar não apenas reforça sua candidatura aos amistosos de março, como também se consolida como nome viável para a Copa de 2026. O primeiro teste foi superado. Agora, a missão é transformar expectativa em constância.
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