'O mais subestimado do mundo': jornal espanhol avalia brasileiro em Barcelona x Real Madrid
Raphinha, de 29 anos, foi eleito o melhor jogador da Supercopa da Espanha de 2025

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O Barcelona venceu o Real Madrid por 3 a 2 neste domingo (11), em final disputada no Alinma Stadium, em Jidá, na Arábia Saudita, e conquistou a taça da Supercopa da Espanha de 2025. Autor de dois gols, o que abriu o placar e o que coroou o título, Raphinha ganhou destaque especial tanto em campo, ao ser eleito o melhor da partida, quanto na imprensa espanhola. O jornal "Marca", um dos principais do país, elogiou a atuação do brasileiro e o apontou como o jogador mais subestimado do futebol mundial na atualidade.
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É fato que a mídia local demonstra descontentamento com a falta de reconhecimento que Raphinha sofre desde o momento em que ele não recebeu a devida valorização nas duas principais premiações individuais do futebol. Na Bola de Ouro, o atacante terminou apenas na quinta colocação, enquanto no prêmio The Best, da Fifa, ficou fora da seleção ideal da temporada 2024/25. Assim, após mais uma grande atuação contra o maior rival e nova participação decisiva em momentos cruciais para o clube, o camisa 11 voltou a ser exaltado, desta vez em crônica assinada pelo jornalista José María Rodríguez.

Tradução: Raphinha decide um grande clássico (título). O brasileiro abriu e fechou o placar para o Barça, que terminou a partida com dez jogadores após a expulsão de De Jong. Vinícius salvou um time do Real Madrid determinado no pior momento possível, um time que lutou até o fim (subtítulo).
— A diferença é Raphinha. Ele fez parte da sequência de vitórias do ano passado, não estava no Bernabéu (seu time certamente sentiu sua falta) e, mais uma vez, decidiu outro Clásico. Marcou um gol fantástico e persistiu até garantir a vitória contra um Real Madrid extremamente competitivo — iniciou o veículo.
— Foi Raphinha quem fez a diferença após a pausa para hidratação. É inconcebível como o brasileiro é subestimado nos rankings dos melhores jogadores do mundo — escreveu o "Marca".
Em 2025/26, Raphinha soma 17 exibições, com 11 gols e quatro assistências. No ciclo anterior, viveu o auge da carreira ao registrar números compatíveis com os de melhor jogador do mundo, com 34 bolas na rede e 22 passes para gol em 57 atuações, além da conquista do triplete doméstico: La Liga, Copa do Rei e Supercopa.
Além disso, transformou seu histórico no El Clásico: após ficar em branco nos primeiros sete confrontos contra o Real Madrid, marcou sete gols nos últimos cinco. Nos últimos três jogos, aliás, sempre terminou a partida com dobletes. Pela lendária atuação, foi eleito merecidamente o MVP da final de 2025
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Como foi a partida? ⚽
Primeiro tempo 1️⃣
O primeiro tempo foi dominado pelo Barcelona no setor ofensivo, com 76% de posse de bola e nove finalizações contra cinco do rival. O desempenho coletivo dos catalães destacou-se especialmente na reta final da etapa, quando as ações ofensivas se tornaram mais incisivas e criativas.
Raphinha foi o jogador mais perigoso do Barça. Primeiro, aos 26 minutos, finalizou em chute que exigiu boa defesa de Thibaut Courtois. Depois, aos 34', perdeu uma chance inacreditável em situação cara a cara com o goleiro.
Contudo, ele se redimiu, e o Barcelona abriu o placar aos 36'. A pressão no campo de ataque na saída de bola do adversário surtiu efeito, e a equipe catalã recuperou a posse no meio-campo com Fermín López. O meio-campista acionou Raphinha pelo lado esquerdo em velocidade. O camisa 11 avançou, mesmo marcado por Aurélien Tchouaméni, e finalizou com chute cruzado e preciso que encontrou o canto esquerdo de Courtois. 1 a 0 para o Barcelona.
Aquele foi apenas o primeiro de uma reta final que agitou o clássico decisivo. Aos 47', Vini Jr assumiu a responsabilidade e protagonizou um dos gols mais belos de 2026. À la Ronaldinho Gaúcho no Santiago Bernabéu, o camisa 7 repetiu um lance similar, desta vez a favor do Madrid no El Clásico. Recebeu a bola perto da região do meio, pelo lado esquerdo; conduziu em velocidade, gerou uma situação de dois contra um, aplicou uma caneta em Jules Koundé, avançou à área, driblou a marcação; depois empurrou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Joan García. Uma verdadeira obra-prima. 1 a 1.
Dois minutos depois, sem tempo para comemorar, o Barça voltou à frente do placar. Pedri encontrou Robert Lewandowski em boa posição com passe infiltrado na área, e o centroavante completou o lance com um toque de craque. Uma cavadinha por cima do gigante Courtois, e a bola ainda tocou na trave antes de entrar no canto esquerdo. 2 a 1 para o Barcelona.
Para evitar que o placar ficasse desequilibrado na volta do intervalo, o Real aproveitou o tempo restante e empatou aos 51'. Em cobrança de escanteio pela direita, Tchouaméni cabeceou em direção à área, e Raphinha, de forma heroica, conseguiu desviar a bola para longe do goleiro, mas ela ainda tocou na trave e voltou à área. Substituto do lesionado Kylian Mbappé, Gonzalo García venceu disputa com Pedri próximo ao gol, e o xodó merengue completou o lance magistralmente. A bola bateu novamente no travessão antes de morrer suavemente no lado direito da trave. 2 a 2.
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Segundo tempo 2️⃣
O segundo tempo apresentou um cenário diferente. Com novo ânimo, o Madrid equilibrou as ações ofensivas e criou oportunidades. Vinícius e Rodrygo se destacaram como principais ameaças do ataque merengue; por consequência, García fez boas intervenções. Pelo lado blaugrana, Lamine Yamal finalmente apareceu e forçou Courtois a efetuar defesa importante, aos 25'.
Aos 28', o futebol mostrou que a sorte também acompanha os craques. Yamal passou para Ferran Torres, que acionou Dani Olmo, que, por sua vez, encontrou Raphinha na área. O astro cortou para o meio, escorregou, mas ainda assim arriscou com a perna ruim, a direita. A bola desviou em Raúl Asencio e enganou completamente Courtois. 3 a 2 para o Barcelona.
No restante da exibição, os Culés permaneceram mais próximo de ampliar o placar do que os Blancos igualarem. O Real foi derrotado de forma justa, e sobreviveu ao duelo apenas graças a Vini Jr; quando ele foi substituído aos 37', o time treinado por Xabi Alonso não conseguiu mais oferecer resistência ao plantel liderado por Hansi Flick.
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