Raphinha supera Vini Jr, e Barcelona é campeão da Supercopa da Espanha sobre o Real Madrid
Blaugranas ampliam vantagem sobre Merengues na competição nacional, 16 a 13

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Quem viu, viu. Quem não viu, presenciou mais um espetáculo do maior clássico do futebol mundial. O Barcelona venceu o Real Madrid por 3 a 2 neste domingo (11), em final disputada no Alinma Stadium, em Jidá, na Arábia Saudita, e conquistou o título da Supercopa da Espanha de 2025. Desde o apito inicial, a partida foi marcada pelo protagonismo de brasileiros nos dois lados.
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Com o resultado, o Barcelona conquistou a 16ª taça em sua história — a segunda consecutiva — e ampliou sua hegemonia na competição, consolidando-se como maior vencedor, à frente do Real, que soma 13 títulos. É a oitava vez na história que o Madrid termina como vice-campeão da Supercopa.
Trata-se do primeiro título da temporada 2025/26 na Espanha e do primeiro El Clásico do ano. Além disso, os Blaugranas igualaram o retrospecto histórico do clássico: agora são 106 vitórias para os catalães, 106 para os madridistas e 52 empates em 264 confrontos, com um total de 883 gols marcados na história — 444 pelo Barça e 439 pelo Real Madrid.
Como foi a partida? ⚽
Primeiro tempo 1️⃣
O primeiro tempo foi dominado pelo Barcelona no setor ofensivo, com 76% de posse de bola e nove finalizações contra cinco do rival. O desempenho coletivo dos catalães destacou-se especialmente na reta final da etapa, quando as ações ofensivas se tornaram mais incisivas e criativas.
Raphinha foi o jogador mais perigoso do Barça. Primeiro, aos 26 minutos, finalizou em chute que exigiu boa defesa de Thibaut Courtois. Depois, aos 34', perdeu uma chance inacreditável em situação cara a cara com o goleiro.
Contudo, ele se redimiu, e o Barcelona abriu o placar aos 36'. A pressão no campo de ataque na saída de bola do adversário surtiu efeito, e a equipe catalã recuperou a posse no meio-campo com Fermín López. O meio-campista acionou Raphinha pelo lado esquerdo em velocidade. O camisa 11 avançou, mesmo marcado por Aurélien Tchouaméni, e finalizou com chute cruzado e preciso que encontrou o canto esquerdo de Courtois. 1 a 0 para o Barcelona.
Aquele foi apenas o primeiro de uma reta final que agitou o clássico decisivo. Aos 47', Vini Jr assumiu a responsabilidade e protagonizou um dos gols mais belos de 2026. À la Ronaldinho Gaúcho no Santiago Bernabéu, o camisa 7 repetiu um lance similar, desta vez a favor do Madrid no El Clásico. Recebeu a bola perto da região do meio, pelo lado esquerdo; conduziu em velocidade, gerou uma situação de dois contra um, aplicou uma caneta em Jules Koundé, avançou à área, driblou a marcação; depois empurrou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Joan García. Uma verdadeira obra-prima. 1 a 1.

Dois minutos depois, sem tempo para comemorar, o Barça voltou à frente do placar. Pedri encontrou Robert Lewandowski em boa posição com passe infiltrado na área, e o centroavante completou o lance com um toque de craque. Uma cavadinha por cima do gigante Courtois, e a bola ainda tocou na trave antes de entrar no canto esquerdo. 2 a 1 para o Barcelona.
Para evitar que o placar ficasse desequilibrado na volta do intervalo, o Real aproveitou o tempo restante e empatou aos 51'. Em cobrança de escanteio pela direita, Tchouaméni cabeceou em direção à área, e Raphinha, de forma heroica, conseguiu desviar a bola para longe do goleiro, mas ela ainda tocou na trave e voltou à área. Substituto do lesionado Kylian Mbappé, Gonzalo García venceu disputa com Pedri próximo ao gol, e o xodó merengue completou o lance magistralmente. A bola bateu novamente no travessão antes de morrer suavemente no lado direito da trave. 2 a 2.
Segundo tempo 2️⃣
O segundo tempo apresentou um cenário diferente. Com novo ânimo, o Madrid equilibrou as ações ofensivas e criou oportunidades. Vinícius e Rodrygo se destacaram como principais ameaças do ataque merengue; por consequência, García fez boas intervenções. Pelo lado blaugrana, Lamine Yamal finalmente apareceu e forçou Courtois a efetuar defesa importante, aos 25'.
Aos 28', o futebol mostrou que a sorte também acompanha os craques. Yamal passou para Ferran Torres, que acionou Dani Olmo, que, por sua vez, encontrou Raphinha na área. O astro cortou para o meio, escorregou, mas ainda assim arriscou com a perna ruim, a direita. A bola desviou em Raúl Asencio e enganou completamente Courtois. 3 a 2 para o Barcelona.
No restante da exibição, os Culés permaneceram mais próximo de ampliar o placar do que os Blancos igualarem. O Real foi derrotado de forma justa, e sobreviveu ao duelo apenas graças a Vini Jr; quando ele foi substituído aos 37', o time treinado por Xabi Alonso não conseguiu mais oferecer resistência ao plantel liderado por Hansi Flick.
Raphinha, por sua vez, transformou seu histórico no clássico: após ficar em branco nos primeiros sete confrontos contra o Madrid, marcou sete gols nos últimos cinco. Nos últimos três jogos em que marcou, aliás, sempre terminou a partida com dobletes (dois gols num jogo). Pela lendária atuação, foi eleito merecidamente o MVP da partida.
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