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Marcos Senna apoia Vini Jr em luta contra o racismo e pede punições severas a infratores

Brasileiro naturalizado espanhol atualmente é diretor do Villareal

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Pedro Werneck
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 24/02/2026
10:00
Atualizado há 45 minutos

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Marcos Senna, ex-jogador brasileiro naturalizado espanhol, prestou apoio a Vini Jr na luta contra o racismo e pediu punições severas aos infratores. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o atual diretor de relações institucionais do Villarreal celebrou a suspensão de Prestianni, atleta do Benfica acusado de injúria racial pelo astro do Real Madrid, mas reconheceu que o caminho ainda é árduo até reais transformações no esporte.

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— Primeiramente, é lamentável, no século XXI a gente ter que ver esse tipo de situação, que infelizmente não vai acabar. Não foi a primeira e nem vai ser última. Mas o mínimo que podemos fazer é tentar combater, fazer com que as leis funcionem, as sanções. Sobre esse episódio, o jogador que insultou o Vini foi punido. Claro que é muito pouco em relação a tudo que deve ser feito, mas é alguma coisa — analisou o ex-meia.

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Senna também ressaltou que as alegações de que Vini provoca excessivamente, como apontado pelo técnico José Mourinho sobre o gol marcado contra o Benfica, nunca podem ser usadas como justificativa para atitudes racistas.

— Vinícius tem que estar com cabeça fresca para jogar futebol, é um menino alegre com a bola nos pés. Não conheço pessoalmente, mas deve ser uma grande pessoa. Ele decidiu lutar por essa causa e tiro o chapéu para ele. Não é qualquer um que bateria de frente com o sistema. Mas essas coisas não devem acontecer. Entendo que a torcida possa se frustrar pela maneira como ele comemora, mas uma coisa não justifica a outra. Existem outras maneiras de tentar tirá-lo do jogo, de desestabilizá-lo, com racismo nunca. É lamentável — opinou.

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O brasileiro-espanhol acredita que o cenário enfrentado por Vini hoje não é muito diferente do que presenciou nos gramados da Espanha durante sua carreira, ao longo da qual defendeu o Villareal entre 2002 e 2013. Apesar de, felizmente, nunca ter sofrido injúrias raciais, o ex-atleta viu e ouviu relatos de casos com outros jogadores.

— É igual (o cenário), até mesmo porque já aconteceu com outros jogadores. Graças a Deus, comigo não aconteceu. Mas aconteceu com o Samuel Eto'o, por exemplo. Com jogadores de times grandes repercute mais, mas acontece muito com os de times pequenos e não tem tanta repercussão. Não foi a primeira nem a última vez e vai continuar acontecendo enquanto não houver punição severa. Quando isso acontecer, poderemos celebrar, até lá vamos viver esses episódios lamentáveis — finalizou Senna.

➡️ Vini Jr reforça acusação de injúria racial e detona arbitragem: 'De nada serviu'

O que aconteceu com Vini Jr?

Em jogo entre Real Madrid e Benfica pela Champions League, na última terça-feira (17), Vini Jr marcou um golaço, que garantiu a vitória dos espanhóis por 1 a 0 no Estádio da Luz, em Lisboa. Na comemoração, o brasileiro dançou em frente à bandeirinha de escanteio, virado para os torcedores da equipe portuguesa, e foi punido com cartão amarelo pelo árbitro François Letexier.

A partir de então, se iniciou discussão intensa entre Vinícius e Gianluca Prestianni. Em determinado momento, o argentino colocou a camisa por cima da boca para falar. O ex-Flamengo, então, correu imediatamente na direção de Letexier para fazer a denúncia de injúria racial. Para acionar o protocolo, o juiz sinalizou um "X" com os braços e paralisou a partida, conforme previsto pela regra, conversou com os atletas, mas reiniciou o jogo sem qualquer punição.

Momento em que Vini Jr acusa Prestianni de ter dito uma injúria racial após tapar a boca com a camisa em Benfica x Real Madrid
Momento em que Vini Jr acusa Prestianni de ter proferido injúria racial ao tapar a boca com a camisa (Foto: Patricia De Melo Moreira / AFP)

Em entrevista à "TNT Sports" após o confronto, o francês Mbappé, companheiro de Vini no Real Madrid, detalhou o que o jogador do Benfica teria falado.

— No momento de tensão, o camisa 25 do Benfica usou palavras inaceitáveis. Ele colocou a camisa na boca para que as câmeras não captassem o que dizia e chamou Vini Jr de macaco cinco vezes. Eu, Vini e outros jogadores do Real Madrid perdemos o controle. Não queríamos voltar a jogar. Isso é inaceitável. Somos vistos por muitas crianças, muitas pessoas nos assistem, então precisamos dar exemplos — explicou o atacante.

Nessa segunda-feira (23), a Uefa suspendeu preventivamente o atacante Prestianni por uma partida em competições internacionais, conforme anunciado pelo Departamento de Controle, Ética e Disciplina da entidade. Com isso, o argentino está fora do jogo de volta dos playoffs da Champions League, nesta quarta-feira (25), no Santiago Bernabéu.

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