Os reservas que decidiram finais de Copa do Mundo
Os jogadores que saíram do banco para mudar — ou definir — o destino da final.

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Finais de Copa do Mundo são o território máximo do futebol. É onde a história se cristaliza, onde os grandes craques confirmam sua grandeza e onde cada detalhe pode decidir décadas de memória coletiva. Em jogos assim, técnicos costumam reduzir riscos: escalam seus protagonistas mais confiáveis, evitam surpresas e mexem no time apenas quando o roteiro exige. O Lance! lista os reservas que decidiram finais de Copa do Mundo.
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Por isso, quando um reserva entra e altera o destino da decisão, o impacto é ainda maior. Não se trata apenas de marcar um gol — trata-se de mudar o curso da maior partida do planeta. Em um torneio com mais de 90 anos de história, dezenas de finais e centenas de protagonistas, são pouquíssimos os casos em que alguém saiu do banco para balançar as redes em uma decisão. Mais raros ainda são os que definiram o título.
A história das Copas mostra que finais costumam ser partidas travadas, tensas, decididas por titulares históricos. Mas, em ocasiões específicas, o herói começou o jogo sentado. Entrou no segundo tempo, na prorrogação ou em meio ao desespero tático — e escreveu seu nome de forma definitiva no maior palco do futebol mundial.
Se o critério for estrito — gol ou participação direta no lance que definiu o campeão — o grupo é extremamente reduzido. Se ampliarmos para reservas que marcaram em finais, mesmo sem decidir o título, ainda assim a lista continua pequena. Justamente por isso, esses episódios ganharam status especial na memória das Copas.
Os reservas que decidiram finais de Copa do Mundo
O único reserva que fez o gol do título
Mario Götze – Alemanha, 2014
Na Copa do Mundo FIFA de 2014, a final entre Alemanha e Argentina caminhava para os pênaltis no Maracanã.
Götze entrou na prorrogação, no lugar de Klose. Aos 113 minutos, dominou no peito o cruzamento de Schürrle e bateu de canhota para marcar o 1 a 0. Foi o gol do título mundial.
Ele é o único jogador na história das Copas a sair do banco e marcar o gol que efetivamente decidiu uma final. Não empatou, não ampliou: fez o gol campeão.
O primeiro reserva a marcar em uma final
Dick Nanninga – Holanda, 1978
Na Copa do Mundo FIFA de 1978, Nanninga entrou no segundo tempo da final contra a Argentina.
Aos 82 minutos, marcou de cabeça e empatou o jogo em 1 a 1, levando a decisão para a prorrogação. No tempo extra, porém, a Argentina venceu por 3 a 1.
Nanninga foi o primeiro reserva da história a marcar em uma final de Copa, mas não conseguiu transformar o gol em título.
O gol que matou a decisão
Alessandro Altobelli – Itália, 1982
Na Copa do Mundo FIFA de 1982, a Itália já vencia a Alemanha Ocidental por 2 a 0 quando Altobelli saiu do banco.
Ele marcou o terceiro gol italiano, praticamente encerrando qualquer possibilidade de reação. O jogo terminou 3 a 1.
Não foi o gol que abriu o placar nem o gol matematicamente decisivo, mas foi o golpe final que consolidou o título.
O empate que reacendeu a final da Copa
Rudi Völler – Alemanha Ocidental, 1986
Na Copa do Mundo FIFA de 1986, a Alemanha perdia por 2 a 0 para a Argentina.
Völler entrou na etapa final e marcou o gol de empate (2 a 2), recolocando os alemães na disputa. Minutos depois, Burruchaga faria o 3 a 2 definitivo para a Argentina.
O reserva mudou completamente o roteiro da partida, mas o título acabou do outro lado.
O que esses casos mostram em Copas
Finais de Copa são jogos de tensão extrema. Substituições geralmente têm caráter tático ou físico, não heroico. Por isso, reservas que marcam nesses jogos entram automaticamente para a memória do torneio.
Se o critério for objetivo — "reserva que decidiu o título" — apenas Mario Götze cumpre a definição.
Se o critério for mais amplo — "reserva que marcou e interferiu diretamente no placar de uma final" — entram também Nanninga, Altobelli e Völler.
Em um palco onde quase sempre brilham os titulares consagrados, esses nomes provaram que, às vezes, a história espera alguém que começa a partida sentado no banco.
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