Polícia britânica e Premier League investigam casos de injúria racial online contra jogadores
Quatro jogadores da liga inglesa foram alvos de ataques nas redes sociais

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A Premier League e a Polícia Britânica entram em combate contra casos de injúria racial cometidos contra jogadores nas redes sociais. As publicações aconteceram durante a rodada deste final de semana e foram direcionadas a quatro atletas de diferentes equipes, levando a Unidade de Policiamento do Futebol (UKFPU) a abrir investigação, em conjunto com a Premier League.
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No sábado (21), Wesley Fofana, do Chelsea, e Hannibal Mejbri, do Burnley, foram os alvos. Já no domingo (22), foram Tolu Arokodare, do Wolves, e Romaine Mundle, do Sunderland.
A gravidade da situação fez com que o porta-voz do primeiro ministro inglês, Keir Starmer, se pronunciasse e cobrasse atitudes da Meta, empresa que controla o Instagram, para colaborar na identificação dos responsáveis. Além dele, Mark Roberts, chefe da UKFPU, reforçou o posicionamento, afirmando que "não há espaço para abuso racial, seja online ou presencialmente", enviando um recado para aqueles que acreditam poder "se esconder atrás do teclado".
- A UKFPU condena esse comportamento abominável e garantiremos que, por meio de nossa equipe dedicada de agentes, faremos tudo o que for possível para identificar os responsáveis e levá-los à Justiça. - afirmou a entidade.
Além dos ingleses, dois jogadores do Rangers, da Escócia, também foram alvos. Na segunda-feira (23), após o empate com o Livingstone, o time comunicou que Djeidi Gassama e Emmanuel Fernandez, receberam ofensas de cunho racial em suas contas do Instagram. As publicações foram reportadas para a Meta e para a polícia.
A "Kick It Out", movimento de combate à discriminação, cobrou uma postura mais rígida das plataformas a respeito do problema, enquanto o governo britânico considerou os episódios "abomináveis".
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Premier League se une a autoridades britânicas contra o racismo
Em 18 de fevereiro deste ano, a Premier League anunciou uma parceria com a UK Football Police Unit (UKFPU), uma unidade de policiamento voltada para o futebol, e com a Ofcom, agência reguladora de serviços de comunicação, para combater abusos e atos discriminatórios na internet contra atletas e pessoas que trabalham no futebol. Eles se somam à Federação Inglesa, à Liga de Futebol Inglesa (English Football League), à WSL (liga de futebol feminino), à Associação de Jogadores Profissionais e ao Kick It Out, movimento de combate à discriminação.
Juntas, as entidades trocam informações de inteligência para monitorar publicações de caráter preconceituoso, para então reportar à empresa de rede social e encaminhar o caso para a autoridade competente. Além de investigar, a parceria visa a promover também ações preventivas, incluindo a implementação das regras de empoderamento dos usuários para plataformas, conforme previsto na Lei de Segurança Online.
Investigação acontece após ataques à Vini Jr.
Em jogo entre Real Madrid e Benfica pela Champions League, na última terça-feira (17), Vini Jr marcou um golaço, que garantiu a vitória dos espanhóis por 1 a 0 no Estádio da Luz, em Lisboa. Na comemoração, o brasileiro dançou em frente à bandeirinha de escanteio, virado para os torcedores da equipe portuguesa, e foi punido com cartão amarelo pelo árbitro François Letexier.
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A partir de então, iniciou-se uma discussão intensa entre Vinícius e Gianluca Prestianni. Em determinado momento, o argentino colocou a camisa por cima da boca para falar. O ex-Flamengo, então, correu imediatamente na direção de Letexier para fazer a denúncia de injúria racial. Para acionar o protocolo, o juiz sinalizou um "X" com os braços e paralisou a partida, conforme previsto pela regra, conversou com os atletas, mas reiniciou o jogo sem qualquer punição. A Uefa abriu investigação e anunciou que Prestianni está suspenso preventivamente e fora do jogo de volta contra o Real Madrid, a ser realizado nesta quarta-feira (25).
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