Adversário do Brasil, Marrocos entra em 'crise' após vice na Copa Africana de Nações
Derrota para Senegal na caótica final deixou a seleção anfitriã em um cenário de complicações

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A derrota de Marrocos para Senegal na caótica final da Copa Africana de Nações deixou a seleção anfitriã em um cenário de complicações a cinco meses da estreia da Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra o Brasil. A decisão, disputada neste domingo (18), foi marcada por lances polêmicos de arbitragem, paralisações e um pênalti desperdiçado por Brahim Díaz nos acréscimos do tempo regulamentar.
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Marrocos obtinha o status de favorito na Copa Africana e buscava o título continental diante de sua torcida, o que encerraria um jejum de 50 anos sem a conquista da competição. A equipe vinha respaldada pelo desempenho no Mundial de 2022, quando alcançou de forma histórica a semifinal. No entanto, após 120 minutos de tempo normal e uma prorrogação, o título ficou com Senegal, que venceu com gol de Pape Gueye.
A decisão teve quatro lances considerados determinantes. O primeiro ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, quando um gol de Senegal foi anulado por falta marcada imediatamente antes da finalização, o que impediu a revisão pelo VAR. Aos 50 minutos, após consulta ao árbitro de vídeo, foi assinalado o pênalti para Marrocos, lance que gerou protestos intensos dos senegaleses e levou à interrupção da partida por cerca de 20 minutos.
Brahim Díaz: de herói a vilão
Porém, o lance em especial que deixou a seleção marroquina em "frangalhos" até o fim do jogo foi o pênalti perdido por Brahim Díaz nos acréscimos do segundo tempo, após revisão do VAR. O atacante, que havia sofrido a falta, cobrou de cavadinha e não converteu.

O lance foi antecedido por forte contestação dos jogadores senegaleses, que chegaram a deixar o campo em protesto contra a marcação, retornando somente 20 minutos depois sob intervenção do capitão e astro Sadio Mané.
Após o pênalti desperdiçado, o jogo seguiu para a prorrogação. Com quatro minutos do tempo extra, Pape Gueye marcou o gol que garantiu o título a Senegal, o segundo de sua história na Copa Africana de Nações.
Brahim Díaz terminou a competição como artilheiro, com cinco gols, marcados um em cada partida entre a fase de grupos e as quartas de final. Natural de Málaga, na Espanha, o jogador do Real Madrid optou em 2024 por defender a seleção marroquina, país de origem de seu pai, após ter atuado pelas categorias de base espanhola. Substituído durante a prorrogação da final, o atacante foi vaiado pela torcida e recebeu o troféu de artilheiro durante a premiação.
Demissão do técnico de Marrocos?

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Walid Regragui foi questionado por um jornalista marroquino sobre a possibilidade de deixar o cargo, mesmo após grande campanha na Copa Africana de Nações e o grande desempenho na última Copa do Mundo. O treinador não respondeu diretamente à pergunta, mas comentou o desfecho da decisão.
— Estamos verdadeiramente desapontados por todos os torcedores marroquinos. Quando se tem um pênalti no último minuto, a vitória parece estar muito perto. É uma pena […] Parabéns para Senegal. Nós continuaremos trabalhando. Marrocos voltará mais forte — afirmou Regragui.
Com o vice-campeonato, Marrocos encerra a competição sob pressão interna e passa a concentrar atenções na preparação para a Copa do Mundo, onde enfrentará a Seleção Brasileira na abertura do Grupo C, em Nova Jersey. Enquanto isso, Senegal sai consagrado mais uma vez após uma final marcada por decisões polêmicas e longas interrupções.
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