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Isa Haas volta ao Rio Grande do Sul com a Seleção e relembra início da carreira

Natural de Montenegro, zagueira retorna a Porto Alegre para primeiro jogo da Seleção Feminina no Beira-Rio e recorda influência do pai na decisão de seguir no futebol

PorNathalia Gomes•Rio de Janeiro (RJ)
08/10/2026 13:57
Isa Haas sorri com camisa laranja da Seleção
Foto: Samara Moumei / CBF

Natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Isa Haas retorna ao estado onde começou a construir sua trajetória no futebol. Desta vez, a zagueira veste a camisa da Seleção Brasileira e participa de um momento inédito: a primeira partida da equipe feminina no Estádio Beira-Rio.

Isa passou parte da infância e da adolescência em Porto Alegre. A volta à cidade com a Amarelinha tornou o reencontro ainda mais especial para a defensora.

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— Eu estou muito emocionada. É um momento especial para o futebol feminino do Rio Grande do Sul. Será um presente muito importante para a galera que acompanha a modalidade desde sempre aqui. Estou feliz por fazer parte disso — afirmou.

A Seleção Brasileira enfrenta a Argentina neste sábado (10), às 16h30, no Beira-Rio. O duelo será o primeiro da equipe feminina no estádio. Na terça-feira (13), as duas seleções voltam a se enfrentar, desta vez na Arena Pernambuco, em Recife.

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Isa conhece de perto a relação do Rio Grande do Sul com o futebol feminino. A zagueira passou por clubes do estado e destaca a estrutura construída na região para o desenvolvimento da modalidade.

— Porto Alegre representa muito no futebol feminino brasileiro. Tem grandes times, tem um incentivo muito grande e tem grandes pessoas por trás da modalidade aqui, que merecem esse espaço e credibilidade. O Rio Grande do Sul já vinha sendo um exemplo dentro do futebol feminino, e trazer a Seleção para cá faz total sentido — disse.

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O incentivo do pai mudou a história

A carreira de Isa poderia ter seguido outro caminho. No início da trajetória, a jogadora recebeu uma bolsa de estudos para jogar futsal em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Naquele período, os estudos ocupavam o centro dos planos da atleta.

Foi o pai, Vilmar, quem insistiu para que ela participasse de uma seletiva no Internacional.

Isa não queria ir. Aceitou o convite do pai, fez o teste e foi aprovada.

— Meu pai é uma das grandes influências para as coisas acontecerem. O apoio da família é 100% necessário e importante nesse processo. Hoje, muitos pais mandam mensagem para o meu pai perguntando como foi esse processo, e eu vejo isso de uma forma muito bonita, porque a nossa trajetória está servindo de exemplo para essa geração mais nova — contou.

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Em entrevista à "CBF TV", a zagueira imaginou o que diria para a própria versão mais jovem diante daquela escolha.

— Vai. Porque eu não queria ir para a seletiva. Eu falei para o meu pai que eu não queria ir e por isso ele tem tanta influência. Eu até me emociono, porque foi justamente aí que ele me pediu para tentar uma última vez. Eu diria para ela: "Vai sem medo que vai dar certo".

Da base do Inter à Seleção Brasileira

Isa Haas foi formada nas categorias de base do Internacional e transformou aquela seletiva em uma carreira profissional. Em 2025, deixou o clube gaúcho para defender o Cruzeiro.

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No fim daquele ano, a zagueira foi contratada pelo América do México. A transferência fez de Isa a maior venda da história do Cruzeiro no futebol feminino e a terceira maior negociação da modalidade no Brasil.

A evolução da carreira ganhou um novo capítulo com a convocação para a Seleção Brasileira. Isa admite que não imaginava alcançar o espaço que ocupa hoje.

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— Foi um momento que me emocionou muito. Quando estamos inseridas no futebol, sabemos o quanto a posição de zagueira é difícil, tanto no contexto de cobrança dentro do próprio sistema quanto de oportunidades que chegam. A gente vê o pessoal mais da frente, meio-campistas e atacantes, tendo mais oportunidades. Me sinto muito privilegiada e até hoje não acredito nisso — finalizou.

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