'O Inter é um clube grande e precisa brigar por títulos', defende Sorriso
Zagueira vive segunda passagem pelo Internacional e é muito identificada: "Minha casa"

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No início desse ano, a chegada no aeroporto de Porto Alegre marcou o início de mais um capítulo na relação entre Sorriso e o Internacional. Recepcionada por torcedores, a zagueira de 31 anos retomou o vínculo construído na primeira passagem e reforçou a identificação com o Inter desde o primeiro contato.
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Em entrevista exclusiva ao Lance!, a defensora, que soma mais de 100 jogos com a camisa colorada, refletiu sobre sua carreira e a identificação com o Colorado.
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Identificação com o Inter e construção de trajetória
Sorriso relembra que a primeira passagem, entre 2018 e 2022, foi determinante para consolidar sua relação com o clube e com a torcida, em um período de crescimento da modalidade dentro da instituição.
— Eu abracei o projeto, acreditei em tudo que foi passado e eles cumpriram. Foi o clube que eu mais me identifiquei e onde construí uma história — afirma a zagueira.
A jogadora também destacou o reconhecimento dentro e fora de campo, incluindo a marca de mais de 100 partidas e a presença no museu do clube. A relação com o torcedor, segundo ela, foi fortalecida pela troca constante, inclusive durante períodos em que atuou por outras equipes.
— Eu sou uma pessoa bem acessível, gosto de ter essa troca com o torcedor. Enquanto eu posso, eu respondo as pessoas que me chamam. Ninguém é melhor que ninguém. Não é porque a gente joga que somos melhores que os torcedores. Eles fazem parte da nossa história — diz Sorriso.
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Experiências pelo Brasil
Natural de São Paulo, Sorriso iniciou no futsal ainda na infância e deu sequência no Centro Olímpico, onde migrou para o campo.
O apelido "Sorriso" surgiu ainda nas categorias de base, durante o período no Centro Olímpico, quando a jogadora, então mais tímida, se comunicava pouco e reagia às conversas do grupo apenas com risadas. Entre atletas mais experientes, o comportamento chamou atenção e acabou virando marca registrada dentro do elenco. Com o tempo, o nome se consolidou no ambiente do futebol e ultrapassou o vestiário, a ponto de substituir o próprio nome de batismo no dia a dia da carreira profissional.
Ao longo da carreira, passou por clubes como Palmeiras, Botafogo-PB, Atlético Mineiro, Kindermann, São Bernardo, XV de Piracicaba, Iranduba e 3B da Amazônia, antes de chegar ao Internacional. Depois da primeira passagem, atuou novamente por Palmeiras e Flamengo até retornar ao Beira-Rio.
— Eu sou movida a desafios. Sempre busquei evoluir e aproveitar cada oportunidade — define.
Preparação, retorno de lesão e papel no elenco
A zagueira também abordou o processo de recuperação após lesão ligamentar e a retomada de desempenho na atual temporada. Titular em todos os jogos até aqui, ela destacou a importância da preparação física e mental.
— Eu tive uma lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA), mas sempre tive uma mente forte e muita fé. Trabalhei para voltar ao meu nível e ajudar o grupo — destaca.
Além da atuação em campo, Sorriso assume papel de liderança no elenco, especialmente na integração com atletas mais jovens.
— A gente aprende com elas e elas aprendem com a gente. É uma troca diária — completa ela.
AVISA QUE ELA VOLTOU! 😍❤️🔥 pic.twitter.com/PKt4ulqzxJ
— Gurias Coloradas (@GuriasColoradas) January 1, 2026
Objetivos do Inter na temporada
Com foco na sequência do Brasileirão, a jogadora apontou metas individuais e coletivas, destacando o equilíbrio da competição.
— Eu quero voltar a ser a melhor zagueira do Brasil e buscar uma oportunidade na seleção. Como equipe, nosso objetivo é chegar à final e disputar títulos — declara.
Sorriso também comentou a disputa interna por evolução e a necessidade de consistência ao longo da temporada, em um cenário que considera mais competitivo.
— É um campeonato equilibrado. Cada ponto é importante e a gente precisa manter regularidade — diz Sorriso.
Rivalidade e projeção para o ano
Ao abordar o clássico Gre-Nal, a defensora destacou o peso da rivalidade e a preparação diferenciada para esses jogos, além da disputa recente no cenário estadual.
— Grenal é diferente. A pressão começa antes do jogo e a gente sabe da responsabilidade que carrega — descreve a jogadora.
Com a sequência da temporada, a zagueira projeta a possibilidade de jogos decisivos com maior presença de público e reforça o objetivo de recolocar o clube entre os protagonistas.
— A gente trabalha pensando grande. O Inter é um clube grande e precisa brigar por títulos — conclui.

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