Rival do Brasil, Canadá vive mudança de ciclo e busca mais protagonismo no futebol feminino
Seleção vive mudança de geração após ouro olímpico, aposta em pressão alta e chega embalada para decisão na Arena Pantanal

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O Canadá chega para enfrentar o Brasil, neste sábado, pela decisão da Fifa Series, em Cuiabá (MT), em um momento de reconstrução do elenco e tentativa de afirmação dentro de um novo ciclo, após a conquista da medalha de ouro olímpica nos Jogos de Tóquio em 2021, que marcou a geração anterior. Atualmente, a equipe é a sétima colocada no ranking de seleções femininas da Fifa, uma posição à frente da Seleção Brasileira.
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A análise é de Ac Lang, criadora de conteúdo canadense que cobre o futebol feminino de forma independente e atua como nutricionista. Ela aponta uma mudança estrutural na seleção ao longo dos últimos anos, tanto em nomes quanto em modelo de jogo.
— Houve uma mudança clara de geração. Já se passaram cinco anos do ouro olímpico e muitas jogadoras daquele grupo saíram. As novas são muito talentosas, mas ainda não vimos o melhor delas juntas — explicou ela.
Mudança de geração e novo modelo de jogo
Segundo Ac Lang, o Canadá ainda busca consolidar uma identidade sob o comando da treinadora Casey Stoney, especialmente após um período de instabilidade nos resultados ao longo da última temporada.
— O ano passado foi muito ruim em termos de resultados, principalmente no fim. Mas já deu para ver alguma evolução recente, principalmente na SheBelieves Cup — avaliou.
A principal característica observada neste início de trabalho é uma mudança de comportamento sem bola, com a equipe deixando de atuar em bloco baixo e passando a pressionar mais alto o adversário.
— Elas não ficam mais tão recuadas. Estão pressionando mais alto, tentando recuperar a bola perto do gol, porque entendem que não é uma equipe que vai construir tanto desde trás — detalhou.
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Destaques individuais e expectativa por encaixe coletivo
A expectativa interna gira em torno da utilização conjunta de peças importantes que, por diferentes motivos, ainda não tiveram sequência com o grupo completo, principalmente por questões físicas.
— A Olivia Smith é a principal jogadora hoje, sem dúvida. Mas a gente ainda não viu o melhor dela porque teve lesões e saídas mais cedo nos jogos — disse.
Além dela, Ac Lang destaca o momento de Jessie Fleming e a presença ofensiva da zagueira Vanessa Gilles, que aparece como uma das armas em jogadas de bola parada.
— Se a Fleming estiver bem, o time funciona. E a Gilles é uma ameaça constante, principalmente nas bolas paradas — completou.
Desempenho na Fifa Series
Dentro de campo, o Canadá chega embalado após duas vitórias na competição disputada em Cuiabá, com desempenho ofensivo consistente.
Na estreia, venceu a Zâmbia por 4 a 0, com gols de Nichelle Prince e Annabelle Chukwu, ambas marcando duas vezes. Na sequência, superou a Coreia do Sul por 3 a 1, com Evelyne Viens abrindo o placar e Vanessa Gilles anotando dois gols.
Artilheiras do Canadá na FIFA Series:
- Vanessa Gilles – 2 gols
- Nichelle Prince – 2 gols
- Annabelle Chukwu – 2 gols
- Evelyne Viens – 1 gol
HT | #CanWNT 1:1 🇰🇷 SK
— wsoccer.ca (@WsoccerCa) April 14, 2026
Going down to 10 changed the game
- dominant in the first 30min
- some decent interplay in middle 3rd
- fans will see red card as harsh, esp in friendly. But by the book
- couple beautiful combinations to find Viens in the box
Do you still expect a win?
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Expectativa para enfrentar o Brasil
Para o confronto decisivo, a avaliação é de equilíbrio, com reconhecimento do nível técnico da Seleção Brasileira e da dificuldade que o adversário representa historicamente.
— É sempre um jogo muito duro contra o Brasil. Existe respeito dos dois lados. Elas têm muita qualidade técnica e criatividade, então o Canadá vai precisar estar no melhor nível para competir — afirmou.

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