Existir dois campeonatos brasileiros de Futebol Americano é benéfico para quem?
Times brasileiros terão que entender os benefícios e o que cada um deles pode, de fato, entregar<br>

A Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) anunciou um novo campeonato nacional da modalidade, a partir de 2022: o Brasileirão. A organização é a instituição máxima deste esporte aqui no Brasil, e se propôs a desenvolver o torneio que busca baratear custos para as equipes, entre outros benefícios. Ótimo, não? Seria. Isso se não tivéssemos um campeonato nacional atual correndo nos últimos anos: a Liga BFA.
A Liga BFA é uma empresa privada que passou a organizar o campeonato nacional de futebol americano a partir de 2017. Para isso, a competição sempre precisou de uma chancela da CBFA. Basicamente um "ok" para que esta gerisse a modalidade no país. Esta chancela, que não é gratuita e sempre foi um motivo de atrito entre as duas instituições.
Em 2019, aconteceu o último Brasil Bowl (a final do nacional de futebol americano), em Blumenau, onde o Espectros venceu o T-Rex em partida eletrizante. Esta foi a última edição do campeonato antes da pandemia. E foi neste hiato que a Liga BFA mostrou indícios de ter rompido publicamente com a CBFA. O último, foi logo no anúncio do novo campeonato, onde por uma postagem no Instagram da BFA surgiu o post: "o maior campeonato do Brasil tem 3 letras".
Agora pense comigo: imagine se a NFL submetesse uma chancela a uma liga menor, onde atletas dos EUA pudessem jogar, e quando a NFL falasse "obrigado pelo serviço, mas assumiremos daqui" a liga chancelada confrontasse a instituição e falasse "não. Agora nós somos a liga oficial." Spoiler: já aconteceu algo parecido, e não deu muito certo para a outra liga. Na verdade, elas se unificaram.
Tudo bem, peguei um exemplo distante. Mas imagine se um campeonato licenciado decidisse se autodeclarar maior do que o órgão máximo do esporte (por exemplo, a FIBA, do basquete, fosse confrontado pelo campeonato Paulista ou NBB, pegando em âmbito nacional). É basicamente isso o que está acontecendo.
Com isso contextualizado, é importante que os times tenham em mente a importância de jogar um campeonato nacional chancelado. Diferente, ao meu ver, de outras ligas privadas que de fato trazem uma visibilidade e uma proposta diferentes, como a Liga MGFL, por exemplo, e a futura Taça Brasil. Ambas, feitas pela Brasil FA, também uma empresa privada, mas que não busca confrontar a Confederação de futebol americano.
O futebol americano é um esporte ainda em ascensão no Brasil. E para patrocinadores que, aos poucos, começaram a investir cada vez mais na modalidade (sendo a Hinova a maior patrocinadora do futebol americano, atualmente) é muito mais interessante - e confiável - estar em um campeonato nacional que seja oficial.
Qualquer liga que abrange um país e não seja oficial é interessante para quem? Um time dizer que é campeão nacional sem ser reconhecido pelo órgão máximo da modalidade, vinculado ao órgão internacional? A polêmica ainda vai longe.
Atualmente, as duas ligas já têm equipes confirmadas. No Brasileirão de futebol americano, da CBFA, temos o tradicional Tritões FA, Cruzeiro, Coritiba Crocodiles, Guarulhos Rhynos (antiga Portuguesa), Galo FA (sim, do Atlético-MG), Paraná HP, Flamengo Imperadores, Rio Preto Weilers, Goiânia Rednecks, Gama Leões de Judá, Moura Lacerda Dragons, Manaus Christian Cavaliers, Brown Spiders, Manaus FA, Guardian Saints, Criciúma Iron Tigers, Spartans Football, Mesquita Titans, Londrina Bristle Backs, Curitiba Lions, Santos Tsunami, Juiz de Fora Imperadores, Blaze FA, Captains FA, Goiânia Saints, Sorocaba Vipers, Nova Serrana Forgeds, São Paulo Storm, Porto Velho Miners e Carlos Barbosa Ximandos.
Já a liga BFA, com times que estavam na elite da última edição, conta com Vasco Almirantes, Itajaí Almirantes, Cavalaria 2 de Julho, Rondonópolis Hawks, América Locomotiva, Santa Cruz Pirates, Remo Lions, Maceió Marechais, Porto Alegre Pumpkins, Istepôs, Ceará Caçadores, Moon Howlers, Sorriso Hornets, América Big Riders, Carrancas, União da Serra, Sergipe Redentores, Joinville Gladiators, América Bulls, Macaé Oilers, São Luís Sharks, São Bento Snakes, Jangadeiros, Jaraguá Breakers, Ufersa Petroleiros, Natal Scorpions e Campo Grande Predadores.
Sim, uma divisão e tanto entre as duas competições. Mas uma coisa é certa: em um cenário pós-pandemia, onde muitos times vão buscar alternativas para sobreviver (e que alguns já deixaram de existir), a tendência é que eles se direcionem cada vez mais para quem oferecer menos gastos, mais vantagens e, principalmente, se preocupar mais com o crescimento do futebol americano do que com o dinheiro que entra em caixa.

Futebol Americano
Gramado do Maracanã vira preocupação antes do NFL Rio Game; entenda
Há 18 horas
Futebol Americano
Dallas Cowboys vai dividir o Ninho com o Flamengo antes de jogo da NFL no Maracanã
Há 1 dia
Futebol Americano
NFL Week: Aeva Manaus abre semana com bicampeonato no Rio
Há 1 dia
Fora de Campo
NFL lança produtos com Flamengo, Vasco e Fluminense para jogo no Rio
Há 6 dias
Futebol Americano
NFL prepara programação especial para jogo no Maracanã
Há 1 semana
Futebol Americano
NFL abre o jogo sobre relação com Flamengo e Fluminsense pelo Maracanã
Há 3 semanasMais LANCE!

Derrick Henry, do Ravens, celebra jogo da NFL no Maracanã: 'Aproveitem'

Ex-NFL estreia no UFC com vitória por finalização

NFL prioriza Globo no Brasil e busca expandir parceria

NFL: Empresa brasileira cuida do gramado da pré-temporada do Dallas Cowboys

NFL anuncia parceria com Governo do Paraná e Prefeitura de Curitiba

NFL confirma Ricky Martin e Pedro Sampaio no show do intervalo do jogo no Rio

Cobra venenosa é encontrada em capacete após treino nos EUA

NFL no Rio reúne maior número de títulos do Super Bowl no Brasil

Brasil define lista em Mundial juvenil de futebol americano olímpico

Tom Brady ajudou Harry Kane, ídolo da Inglaterra, a não desistir do futebol; entenda

NFL amplia investimento no Brasil de olho em Los Angeles 2028

Rival do Brasil, Salah troca camisa com craque da NFL

Tom Brady se arrisca no vôlei e brasileiros reagem: 'Profissional'



