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Regulamento da F1 muda após críticas de pilotos sobre segurança

FIA ajusta gestão de energia e segurança a partir do GP de Miami.

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 20/04/2026
16:13
Max Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)
imagem cameraMax Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) oficializou, nesta segunda-feira (20), um pacote de alterações urgentes no regulamento da Fórmula 1 para 2026. As medidas são uma resposta direta à insatisfação de pilotos e à preocupação com a segurança, após incidentes causados pela disparidade de velocidade entre os carros. As novas regras foram fechadas após reuniões virtuais em abril e passam a valer, em sua maioria, a partir do GP de Miami, no dia 3 de maio.

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O ajuste ocorre em um momento crítico: com os motores de 2026 dividindo a potência igualmente entre combustão e eletricidade, os pilotos passaram a enfrentar dificuldades para carregar baterias, tornando as corridas "artificiais" e excessivamente dependentes de táticas de economia.

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Mudanças no sistema de energia e na classificação

Um dos pontos centrais da reforma é a simplificação do gerenciamento de energia para devolver ao piloto a liberdade de acelerar fundo durante as voltas rápidas. O limite máximo de recarga caiu de 8 para 7 megajoules (MJ), visando diminuir a necessidade de "poupar" bateria em voltas lançadas.

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Complementando essa mudança, a potência do superclipping, técnica onde o motor a combustão carrega a bateria enquanto o piloto acelera, saltou de 250 para 350 kW. A expectativa técnica é que isso reduza drasticamente o tempo de recarga, permitindo que os carros entreguem performance máxima de forma mais consistente e menos "artificial".

Protocolos de segurança e o "efeito Bearman" após Japão

A segurança tornou-se a prioridade absoluta após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão. Na ocasião, o piloto da Haas colidiu com o muro a 262 km/h após uma diferença de velocidade extrema em relação a Franco Colapinto, que estava sem bateria.

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Os dois pilotos atribuíram a diferença de velocidade aos novos regulamentos. Colapinto estava sem bateria e Bearman usava o botão de boost, que dá mais potência ao carro.

Para evitar novos episódios, a FIA estabeleceu as seguintes normas:

  1. Limite de Boost: A potência extra do botão de ultrapassagem agora é limitada a 150 kW. A medida acompanha o aumento da potência do superclipping, solicitado pelos pilotos. O objetivo é evitar diferenças repentinas de velocidade.
  2. Restrição do MGU-K: O sistema de recuperação de energia não poderá mais ser acionado em zonas de aceleração plena, evitando que carros fiquem inesperadamente lentos em pontos rápidos da pista.
Oliver Bearman no GP do Japão pela F1 2026 (Foto: Toshifumi KITAMURA / AFP)
Oliver Bearman no GP do Japão pela F1 2026 (Foto: Toshifumi KITAMURA / AFP)

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Prevenção de acidentes em largadas e chuva

A federação também introduziu um mecanismo para evitar colisões no grid de largada, como o susto envolvendo Liam Lawson na Austrália. O piloto da Racing Bulls largou em oitavo e foi extremamente lento na saída, ficando em risco de ser atingido por um carro mais rápido vindo da parte de trás do grid. Um novo sistema identificará monopostos com aceleração anormal, caso o carro não arranque adequadamente, o motor elétrico (MGU-K) será ativado automaticamente para garantir um nível mínimo de movimento e tirar o piloto do risco de um atropelamento traseiro.

Para as provas com chuva, o regulamento simplificou as luzes traseiras de alerta e aumentou a temperatura dos cobertores térmicos para pneus intermediários, garantindo maior aderência imediata em pistas molhadas. Miami será o primeiro teste real para este novo equilíbrio.

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